AO VIVO, Flávio Bolsonaro não faz declarações públicas há quase 24 horas e não teria entregue passaporte à PF; siga
Segundo a agência Reuters, senador e candidato derrotado está em voo a caminho dos EUA; ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia ordenado que o senador entregasse seus passaportes e proibido que ele saísse do Brasil; acompanhe também a reação dos mercados após vitória de Lula para um quarto mandato e todas as notícias desta terça-feira.
Por Marina Rossi, Leandro Prazeres, Vinicius Mendes, Thais Carrança, Mariana Schreiber, Rute Pina e Julia Braun, da BBCNews Brasil em São Paulo, Brasília e Londres.
Qual é a situação jurídica de Flávio?
Flávio Bolsonaro (PL) é alvo de dois inquéritos que tramitam no STF atualmente: um sobre possíveis irregularidades na transferência de quase US$ 70 milhões do Banco Master para o filme Dark Horse; e outro sobre suposta lavagem de dinheiro em articulação com o advogado Willer Tomáz.
O senador perderá o foro privilegiado em 31 de janeiro, quando acaba seu mandato parlamentar. Mas, segundo jurisprudência do STF, as investigações em curso seriam mantidas na Corte.
Entenda os inquéritos dos quais Flávio é alvo e por que o ministro do STF Alexandre de Moraes é relator de um deles nessa reportagem.
Os bolsonaristas que vivem atualmente nos EUA
Crédito, Gustavo Moreno/STF
Legenda da foto, Alexandre Ramagem é um dos bolsonaristas atualmente nos EUA
Caso se confirme a ida de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, o senador se somará a uma lista de bolsonaristas que já vivem no país, todos com complicações com a Justiça e que alegam serem vítimas de perseguição no Brasil.
Confira a lista:
Alexandre Ramagem: Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e ex-deputado federal, deixou o Brasil em setembro de 2025 e está nos Estados Unidos como foragido da Justiça brasileira, após ser condenado a mais de 16 anos de prisão por participação na trama golpista de 8 de janeiro. Ele foi detido pelo ICE, serviço de imigração americano, em abril de 2026, mas liberado dois dias depois, enquanto seu processo migratório e o pedido de asilo seguem em andamento.
Allan dos Santos: Deixou o Brasil em julho de 2020 e é considerado foragido da Justiça brasileira. À época de sua partida, Santos era alvo de dois inquéritos no STF e já havia sido alvo de operações da Polícia Federal. O blogueiro teve a prisão preventiva decretada por Alexandre de Moraes em outubro de 2021, no âmbito do inquérito das milícias digitais, e no ano seguinte foi condenado a 1 ano e 7 meses em regime aberto por calúnia, difamação e injúria contra a cineasta Estella Renner.
Eduardo Bolsonaro: O deputado federal cassado partiu para os EUA em março de 2025. À época, ele disse que ficaria no país para se dedicar em tempo integral a convencer o governo Trump a atuar pela anistia aos envolvidos nos ataques do 8 de janeiro e por sanções contra Moraes. Eduardo obteve o green card do governo americano em julho de 2026, após ser condenado em junho pelo STF a 4 anos e 2 meses de prisão, pelo crime de coação no curso do processo, por ter atuado para interferir no julgamento da ação penal em que o pai foi condenado por tentativa de golpe de Estado.
Paulo Figueiredo: É neto do ex-ditador João Batista Figueiredo e amigo do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Os dois foram denunciados pela Procuradoria Geral da República (PGR) por coação no curso de processo, mas o processo foi desmembrado e o de Figueiredo ainda aguarda julgamento. Mudou-se para os EUA em 2015, após encerrar uma parceria de negócios com Donald Trump para um projeto hoteleiro no Rio de Janeiro.
Aniversário de Lula é celebrado hoje
Crédito, Tuane Fernandes/Reuters
Lula comemora hoje 81 anos, dois dias depois de ser reeleito pela segunda vez.
O presidente tem duas datas de aniversário. A oficial, reconhecida pela mãe, Dona Lindu, é hoje. É essa que consta em sua biografia também é a que ele celebra.
Em seu documento, no entanto, consta como o dia do nascimento sendo 6 de outubro.
Isso porque Lula nasceu em Vargem Comprida, no interior de Pernambuco. À época, a localidade era um distrito de Garanhuns. Hoje, faz parte do município de Caetés.
Segundo afirmou ao UOL o irmão mais velho de Lula, conhecido como Frei Chico, a diferença de datas é atribuída à precariedade de registros na região onde a família vivia.
"Um dia minha mãe foi ao cartório em Santos registrar os filhos. Levou anotado todas as datas e os nomes. Mas acredito que ficou intimidada pela atitude da escrivã, que sugeriu mudar o nome da minha irmã, ali, na hora de Sebastiana para Ruth, seu próprio nome em sua 'homenagem', e ela acabou se atrapalhando com tantas", disse ele.
Líder do PL na Câmara manifesta apoio a Flávio Bolsonaro
Crédito, Reprodução/X
Em uma postagem nas redes sociais nesta tarde, o líder do PL na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante, manifestou apoio a Flávio Bolsonaro.
Ele publicou uma imagem do senador com a esposa e as filhas e escreveu: "Eu apoio Flávio Bolsonaro e sua família".
À CNN, Sóstenes disse que não sabia se Flávio havia fugido, mas que qualquer decisão que o senador tivesse tomado "deveria ser compreendida" e que teria o apoio dele.
Se Flavio estiver fora do país, ele pode ser considerado foragido?, Por Mariana Schreiber
Crédito, Ricardo Rimoli/ EPA/Shutterstock
Flávio Bolsonaro não deve ser tratado como foragido da Justiça, mesmo que se confirme sua saída do país após o ministro Alexandre de Moraes determinar a apreensão de seus passaportes.
Segundo criminalistas ouvidos pela BBC News Brasil, o senador só poderia ser tratado como foragido se houvesse uma ordem de prisão preventiva contra ele.
A decisão de Moraes veio dentro de um inquérito que investiga Flávio por suposta lavagem de dinheiro com o advogado Willer Tomaz.
“Foragido é quem tem contra si uma ordem de prisão e não se apresenta para o seu cumprimento. O que o Flávio tem contra ele é uma ordem de uma medida cautelar alternativa à prisão: a proibição de ausentar-se do país, tendo como mecanismo para assegurá-la a entrega dos passaportes”, disse o criminalista Gustavo Badaró, professor titular de Direito Processual Penal da Universidade de São Paulo (USP).
“Se confirmado que Flávio deixou o país, a situação dele é de alguém que está sendo investigado em um inquérito policial e descumpriu uma medida cautelar alternativa à prisão. Pode até ocorrer que, em virtude deste descumprimento, seja requerida a prisão preventiva dele e o ministro Alexandre de Moraes a decrete. Neste caso, se houver uma ordem de prisão contra ele, aí ele poderá ser considerado foragido”, continuou.
A avaliação é a mesma do professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Davi Tangerino.
“Enquanto não houver uma ordem de prisão, não podemos chamá-lo de foragido. Por enquanto, tudo o que ele fez foi descumprir uma medida cautelar de entrega de passaporte”.
Por outro lado, o descumprimento da ordem judicial que determinou a entrega dos passaportes caracteriza crime de desobediência, previsto no artigo 330 do Código Penal, com pena prevista de detenção de quinze dias a seis meses, além de multa.
Tarcísio reconhece eleição, mas não menciona Lula
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), publicou hoje um vídeo em suas redes socias, dois dias após a eleição, reconhecendo o pleito.
Sem mencionar Lula, Tarcísio diz que "a eleição passou, o Brasil continua" e cobra do presidente ajuste fiscal, medidas para a segurança pública e ministérios liderados por "pessoas técnicas", dentre outras medidas.
O governador reeleito fala também em "excessos", sem entrar em detalhes. "Reconhecer o resultado não significa calar sobre os excessos", diz ele.
Flávio deixou o Brasil rumo aos EUA, diz Reuters
A Reuters noticia agora que Flávio deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos, e atribui a informação a duas fontes.
A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil não respondeu de imediato a um pedido de comentário da agência. O advogado de Bolsonaro também preferiu não se manifestar para a Reuters.
A BBC News Brasil está tentando contato com assessores e aliados, mas não obteve resposta até o momento.
Por que investigação contra Flávio deve continuar com Moraes mesmo com perda de foro privilegiado
Crédito, Adriano Machado/Reuters
Flávio perderá o foro privilegiado após 31 de janeiro, quando acaba seu mandato parlamentar.
Apesar disso, os inquéritos contra ele devem continuar tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF), avaliam criminalistas ouvidos pela BBC News Brasil.
A atual jurisprudência da Corte determina que investigações em curso são mantidas no STF, quando os supostos crimes forem cometidos durante o mandato e relacionados à sua atuação no cargo.
O inquérito que investiga os repasses para o filme Dark Horse tramita no gabinete de André Mendonça, mas está suspenso por decisão do presidente Edson Fachin, após a grave crise que dividiu o STF em setembro e levantou acusações de parcialidade contra o ministro.
Flávio Bolsonaro não faz declarações públicas há 21 horas. A última vez que o senador falou publicamente foi por meio de um vídeo, publicado ontem a tarde em suas redes sociais, no qual dizia que nunca pensou em deixar o país.
O senador também não entregou seus passaportes, segundo uma fonte afirmou à BBC News Brasil. O prazo para que ele entregasse - de 24 horas após a intimação da PF - já terminou.
O ministro Alexandre de Moraes ordenou no domingo que Flávio entregasse seus passaportes. O Senador foi intimado ontem por agentes da PF quando saía para uma visita ao pai, Jair Bolsonaro, preso em regime domiciliar.
Ontem, no vídeo divulgado no seu Instagram e também enviado pela assessoria de imprensa do senador, Flávio disse que iria entregar os passaportes e continuaria trabalhando para ser oposição a Lula, reeleito no domingo.
'Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes', disse Flávio ontem
Crédito, Adriano Machado/Reuters
Em um vídeo em suas redes sociais publicado ontem a tarde, Flávio explicou que havia sido abordado pela PF para receber a ordem de entregar seus passaportes. Ele afirmou que a decisão de Alexandre de Moraes foi tomada com base em uma fala de seu irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, que vive nos EUA.
Em entrevista na semana passada, Eduardo defendeu que, em caso de derrota nas urnas, Flávio deveria deixar o país.
Mas no vídeo desta segunda, Flávio afirma que nunca disse que deixaria o país. "Eu nunca pensei em sair do país", disse. "Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar."
Governo argentino diz que 'tomou conhecimento' do resultado das eleições no Brasil
Crédito, Reuters
O governo de Javier Milei se pronunciou oficialmente nesta terça-feira (27/10) pela primeira vez sobre a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno de domingo contra Flávio Bolsonaro, por meio de um porta-voz do governo argentino.
O presidente da Argentina, Javier Milei, segue em silêncio e ainda não se manifestou publicamente sobre a vitória de Lula. Mas Adrián Ravier, porta-voz da Casa Rosada, abordou o assunto durante uma coletiva de imprensa nesta terça e disse que o resultado eleitoral já havia sido registrado.
"Tomou-se conhecimento do resultado eleitoral do Brasil", limitou-se a dizer.
Diante da insistência dos jornalistas na Casa Rosada, ele justificou o silêncio de Milei alegando que Lula não parabenizou o presidente argentino após sua vitória eleitoral em 2023.
"Quando Javier Milei foi eleito, em 2023, não houve nenhum gesto do presidente Lula para cumprimentá-lo pessoalmente nem nada. Por enquanto, não há nenhum comunicado que pretendamos divulgar", argumentou.
No entanto, Lula publicou uma mensagem no X na noite de 19 de novembro de 2023. "A democracia é a voz do povo, e ela deve ser sempre respeitada. Meus parabéns às instituições argentinas pela condução do processo eleitoral e ao povo argentino que participou da jornada eleitoral de forma ordeira e pacífica", publicou Lula na época.
O porta-voz do governo argentino disse que as relações diplomáticas e comerciais entre os países seguem com "total normalidade".
Flávio Bolsonaro é destaque na imprensa argentina
Crédito, Reprodução/Clarín
A imprensa argentina acompanha as suspeitas sobre uma possível passagem de Flávio Bolsonaro pela fronteira do país após a derrota eleitoral para Lula.
O caso ganhou repercussão depois que um avião particular permaneceu no aeroporto de Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones. A Polícia Federal brasileira investiga se o senador deixou o país, apesar de uma ordem judicial que o proíbe de viajar para o exterior.
A cobertura destaca que, até o momento, persistem dúvidas sobre o paradeiro do senador e sobre a relação dele com o voo privado.
O site Infobae publicou que Flávio Bolsonaro teria atravessado a fronteira terrestre para a Argentina, com seu documento de identidade, de onde viajaria aos Estados Unidos em um jato particular com partida prevista de Puerto Iguazú.
O jornal La Nación destacou que a decolagem do avião, um Gulfstream G400 de matrícula LV-JQW, prevista para a madrugada, não ocorreu porque faltava um dos quatro passageiros, segundo fontes da Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA) ouvidas pelo jornal.
O jornal argentino Clarín e a emissora argentina TN (Todo Noticias) também acompanham o caso ao vivo, com correspondentes na fronteira terrestre entre Brasil e Argentina e no território brasileiro.
As autoridades argentinas afirmaram que não há registro de entrada de Flávio no país, enquanto a campanha do senador negou que ele tenha deixado o Brasil.
Até o momento, não há confirmação de que ele tenha cruzado a fronteira ou de que estivesse a bordo da aeronave.
Flávio Bolsonaro não entrega passaportes no prazo, e PF vai informar Moraes
Uma fonte ouvida pela BBC News Brasil em caráter reservado informou que a Polícia Federal vai comunicar ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, que Flávio Bolsonaro não entregou seus passaportes, como havia sido determinado por ele no domingo (25/10).
O prazo para a entrega se encerrou hoje, por volta das 12h. A fonte ouvida pela BBC News Brasil também informou que os passaportes de Flávio, inclusive o passaporte oficial, obtido pela condição de ser senador da República, foram cancelados.
A informação também foi confirmada pela Globo e pela CNN.
O que aconteceu até agora
Crédito, EPA
O segundo dia após a eleição é marcado pela busca por informações sobre uma possível saída de Flávio Bolsonaro do Brasil.
A Polícia Federal verifica os registros migratórios para saber se o senador entrou na Argentina, após ele ter sido intimado na segunda-feira a entregar os passaportes por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). O dia também é marcado pela reação dos mercados financeiros à vitória de Lula.
Passaportes: Flávio foi intimado na segunda-feira a entregar os documentos, após ser abordado pela Polícia Federal em Brasília. O prazo para cumprir a ordem é de 24 horas e se encerra por volta das 12h.
PF checa registros migratórios: Uma fonte disse à BBC News Brasil que a Polícia Federal verifica os registros migratórios para saber se Flávio Bolsonaro deixou o país e acionou autoridades argentinas para confirmar se ele entrou no território vizinho. A suspeita surgiu após informações sobre um avião da empresa de táxi aéreo Baires Fly que teria chegado a Puerto Iguazú com plano de voo para levar quatro passageiros aos EUA. A aeronave permanece no aeroporto da cidade.
Argentina nega registro de entrada de Flávio: autoridades argentinas disseram à BBC que não há registro de entrada do senador no país por postos de fronteira. A Direção Nacional de Migrações também afirmou não ter registrado sua chegada e disse que não encontrou plano de voo que incluísse a família Bolsonaro. A Casa Rosada afirmou que não recebeu pedido de asilo em nome dele.
Dino manda investigar possível interferência estrangeira na eleição: o ministro do STF determinou a abertura de inquérito pela PF para apurar suspeitas de financiamento estrangeiro à campanha de Flávio e de manipulação algorítmica para influenciar as eleições brasileiras.
Mercado ensaia recuperação: após a forte queda da Bolsa na segunda-feira, o Ibovespa abriu em leve alta nesta terça. O dólar também recuava, depois de ter chegado perto de R$ 5,60 no dia anterior. O governo afirmou que apresentará medidas para perseguir o centro da meta fiscal.
PF acionou autoridades argentinas para saber se Flávio está no país, diz fonte
Uma fonte ouvida pela BBC News Brasil confirmou que a Polícia Federal acionou as autoridades argentinas para identificar se Flávio Bolsonaro ingressou e está no território do país vizinho.
O acionamento aconteceu nas primeiras horas da manhã de hoje após o surgimento de uma suspeita de que um avião da empresa de taxi aéreo Baires Fly teria chegado a Puerto Iguazu com um plano de voo para levar quatro passageiros aos Estados Unidos.
A fonte ouvida pela BBC News Brasil disse que ainda não há confirmação oficial de que o senador está na argentina. O avião, no entanto, não decolou e continua em solo, no aeroporto da cidade argentina.
Direção Nacional de Migrações também diz que não registrou a entrada de Flávio no país
A Direção Nacional de Migrações, órgão responsável pelo controle de pessoas nas fronteiras da Argentina, afirmou à BBC News Brasil que não registrou a entrada de Flávio Bolsonaro no país.
Segundo o órgão, autoridades argentinas foram informadas sobre a possibilidade da presença do senador no aeroporto de Puerto Iguazú e fizeram a averiguação da aeronave privada — da empresa Baires Fly, prefixo LV-JQW — estacionada no local, assim como documentos do avião, e “constataram que não havia nenhum plano de voo que incluía a família Bolsonaro”.
Flávio Dino manda PF investigar suposto financiamento estrangeiro à campanha de Flávio
Crédito, Rosinei Coutinho/SCO/STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (27/10) que a Polícia Federal instaure inquérito para apurar suposta interferência estrangeira nas eleições brasileiras.
Na decisão, Dino cita possíveis "manipulações algorítmicas, por parte de empresas de internet, visando favorecer ou prejudicar candidaturas no processo eleitoral brasileiro". Também pede que se apure possível financiamento estrangeiro à campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
A Constituição e outras leis brasileiras proíbem que empresas ou governos estrangeiros financiem ou interfiram de outras formas no processo eleitoral.
Dino pede que se investigue:
a natureza das relações entre a Rockbridge Network, grupo conservador dos Estados Unidos ligado ao partido Republicano, e os empresários brasileiros Tallis Gomes, fundador da G4 Educação e da Easy Taxi, e Pedro Sang;
a identidade dos responsáveis pelo pagamento e pela contratação
da publicidade eleitoral atribuída a perfis estrangeiros, citando supostos anúncios pagos ilegalmente para promover previsões da Polymarket, em favor de Flávio Bolsonaro;
possíveis relações entre o financiamento político e interesses econômicos em
terras raras e minerais críticos brasileiros;
e assimetrias e manipulações algorítmicas, por parte de
empresas de internet como a Meta, visando favorecer ou prejudicar candidaturas no Brasil.
A decisão veio a partir de uma petição do Partido dos Trabalhadores (PT), apresentada em uma ação que discute a atuação de municípios brasileiros em ações judiciais no exterior, a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1.178.
Outra decisão de Flavio Dino dentro dessa ação foi alvo de controvérsia em agosto de 2025. Na ocasião, ele usou a ADPF para proibir a aplicação no Brasil de sentenças judiciais e leis estrangeiras que não estejam validadas por acordos internacionais ou referendadas pela Justiça brasileira.
A decisão era uma reação à retaliação do governo Donald Trump contra o ministro Alexandre de Moraes, na época alvo da Lei Magnitsky. A decisão de Dino indicava que empresas poderiam ser punidas no Brasil caso aplicassem sanções contra Moraes.
Casa Rosada diz que não há pedido de asilo de Flávio
Crédito, Cristina Sille/Reuters
Em coletiva de imprensa agora há pouco, o porta-voz da Casa Rosada, Adrián Ravier, afirmou que o governo argentino não recebeu nenhum pedido de asilo em relação ao senador Flávio Bolsonaro.
Até o momento, o presidente da Argentina, Javier Milei, é o único líder da América do Sul que ainda não se pronunciou publicamente sobre a vitória de Lula nas eleições brasileiras. A maioria dos líderes da região, muitos deles representantes da direita, reconheceu o resultado e parabenizou o presidente brasileiro reeleito.
Argentina diz que Flávio não ingressou no país por nenhum posto de controle, Por Ayelén Oliva, da BBC Mundo
O Ministério da Segurança da Argentina disse à BBC que Flavio Bolsonaro "não ingressou ao país por nenhum dos controles de fronteira da Argentina".
Por que Flávio Bolsonaro foi intimado a entregar os passaportes?
Em entrevista dada antes do segundo turno, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu que, em caso de derrota nas urnas, Flávio deveria deixar o país.
Em seu vídeo, porém, Flávio afirma que nunca disse que deixaria o país. "Eu nunca pensei em sair do país", disse.