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<title>
Planeta e Clima
 - 
Eric Camara
</title>
<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/</link>
<description>Informações e análises sobre questões que afetam o meio ambiente.</description>
<language>pt</language>
<copyright>Copyright 2013</copyright>
<lastBuildDate>Tue, 08 Nov 2011 12:12:10 +0000</lastBuildDate>
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<item>
	<title>Céticos do clima sem voz na imprensa brasileira</title>
	<description><![CDATA[<p>O Brasil é o país que menos dá voz aos chamados "céticos" das mudanças climáticas, de acordo com um estudo da universidade de Oxford em parceria com a Fundação Reuters realizado também em outros cinco países - França, Índia, China, Estados Unidos e Grã-Bretanha.</p>

<p>Costumam ser chamados "céticos" os cientistas que não partilham da opinião consensual do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC), que conta com a participação de mais de 3 mil estudiosos e representa a grande maioria da comunidade científica, de que o aquecimento global tem muito provavelmente causas humanas.</p>

<p>Segundo a maior parte dos que estudam o fenômeno, pesquisas recentes vêm reforçando a hipótese. O IPCC - cujas conclusões inclusive são consideradas por muitos conservadoras - deve publicar um novo relatório em 2014.</p>

<p>Já a pesquisa da universidade britânica indica que a imprensa britânica e americana foi responsável por 80% do conteúdo contrário à hipótese aceita pelo IPCC publicado nos países estudados. Desses, quase metade apareceu em páginas de opinião, e não em reportagens.</p>

<div class="imgCaptionLeft" style="float: left; ">
<img alt="" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/gelo.jpg" width="250" height="166" class="mt-image-left" style="margin: 0 20px 5px 0;" /><p style="width:250px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);"> </p></div>

<p>O coordenador do projeto, o acadêmico e jornalista James Painter, afirma que no Brasil o espaço reduzido se deve a uma "combinação entre cultura jornalística, poucos ou nenhum grupo de pressão ligados ao setor petrolífero e à virtual ausência de vozes fortes céticas na elite científica, política e econômica" do país. </p>

<p>O Planeta & Clima foi até um dos poucos grupos organizados de cientistas contrários à tese antropogênica do aquecimento global, o <a href="http://www.fakeclimate.com/">FakeClimate</a>. Para o professor de Climatologia da Universidade de São Paulo (USP) Ricardo Augusto Felício, os motivos para a falta de espaço na imprensa seriam outros.</p>

<p>Por email, o cientista afirmou que " o Brasil cumpre uma agenda internacional que necessita estipular o falacioso desenvolvimento sustentável, ou seja, alterar matrizes energéticas por fontes alternativas duvidosas, caras e ineficientes, estipular novos impostos e cercear direitos civis de escolha por exemplo, além é claro, de entrar na onda da internacionalização dos recursos naturais."</p>

<p>Ele também nega que não existam vozes céticas fortes na comunidade científica brasileira e diz que a opinião está "espalhada por todas as universidades e instituições".</p>

<p>"Ela só não ganha destaque por causa da falta proposital de visibilidade e, ao mesmo tempo, se você for um docente, por exemplo, pelos riscos de perder o emprego, perder financiamentos, perder sua credibilidade."</p>

<p>Por isso, o doutor em climatologia compara a situação atual com a Idade Média.</p>

<p>"A ciência do século XXI é feita por achismos e ideia de consenso. Isto é um grande absurdo! Então, em outras palavras, querer contestar o dogma do 'aquecimento global', mesmo mostrando dados e fatos tornou-se uma empreitada perigosa, cansativa e no final, inglória."</p>

<p>Embora os chamados céticos sejam minoria na comunidade científica mundial, muitas vezes façam parte de grupos financiados por empresas petrolíferas e se oponham a alguns dos nomes mais respeitados do planeta em diversas áreas de pesquisa, você acredita que eles deveriam ter mais espaço?</p>

<p>Ou isso só serviria para confundir o debate entre leigos?</p>]]></description>
         <dc:creator>Eric Camara 
Eric Camara
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/2011/11/ceticos_do_clima_sem_espaco_na.shtml</link>
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	<category>planeta</category>
	<pubDate>Tue, 08 Nov 2011 12:12:10 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>UNFCCC de cara nova</title>
	<description><![CDATA[<p>Entrou no ar ontem (24 de outubro) o novo site da Convenção das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (UNFCCC). </p>

<p>À primeira vista realmente parece que o <a href="https://unfccc.int/2860.php">site </a>ficou mais leve e melhor para navegar entre os milhares de documentos que fazem parte do complexo sistema burocrático da convenção.</p>

<p>A outra grande novidade foi a mudança do selo UNFCCC, que até então era este aqui abaixo.</p>

<div class="imgCaptionLeft" style="float: left; ">
<img alt="unfccc" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/unfccc300.jpg" width="300" height="132" class="mt-image-left" style="margin: 0 20px 5px 0;" /><p style="width:300px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);"> </p></div>

<p>Agora, de acordo com a instituição, com o intuito de facilitar a impressão e baratear o custo dos documentos oficiais, o logo deixou para trás o tecnicamente complicado degradê vermelho e passou a ser azul e menorzinho. O processo para mudança do logo começou em 2009. </p>

<p>Veja abaixo como ficou:</p>

<div class="imgCaptionRight" style="float: right; ">
<img alt="unfccc new logo" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/unfcccnew.jpg" width="122" height="97" class="mt-image-right" style="margin: 10px 0 5px 20px;" /><p style="width:122px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin-left:20px;"> </p></div>

<p>A ideia é que até o encontro de Durban, que começa no fim de novembro, a nova marca substitua a antiga. Que tal?</p>]]></description>
         <dc:creator>Eric Camara 
Eric Camara
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/2011/10/unfccc_de_cara_nova.shtml</link>
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	<category>planeta</category>
	<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 20:39:00 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>&apos;Dez bilhões é o limite a que devemos nos ater&apos;</title>
	<description><![CDATA[<p><em>O Planeta & Clima traz um artigo escrito pelo professor Edward Wilson, da universidade de Harvard, nos Estados Unidos, sobre os impactos do crescimento populacional sobre o meio ambiente. Confira abaixo:</em></p>

<p><strong><big>Consumo crescente é principal ameaça do crescimento da população</big></strong></p>

<p>É absolutamente crucial agora monitorar de perto o crescimento da população humana. De fato, estamos acelerando, com a estimativa de 9 bilhões em 2043, acima do que se esperava anteriormente a partir de análises de população feitas pelas Nações Unidas. </p>

<p>Dez bilhões é o limite a que deveríamos nos ater. Podemos fazer isso, e pelo menos as tendências apontam na direção certa, com quedas nos índices de natalidade em todos os continentes. Mas deveríamos nos esforçar mais para ao mesmo tempo nos afastarmos da opressão às mulheres e de gestações indesejadas.</p>

<p>Ainda mais importante que isso, deveríamos estar pensando de forma mais criativa sobre a questão do crescimento do consumo per capita no futuro em todo mundo. <br />
 <br />
<div class="imgCaptionRight" style="float: right; "><br />
<img alt="" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/people404.jpg" width="404" height="227" class="mt-image-right" style="margin: 10px 0 5px 20px;" /><p style="width:404px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin-left:20px;"> </p></div></p>

<p>Este aumento vai ser devastador e certamente será necessário tratar disso de forma a se alcançar sustentabilidade na alimentação e provisão de níveis decentes de moradia ao redor do globo. Isso não parece realmente estar na agenda mundial de forma a causar impacto nos países e nas pessoas mais atingidas pelo problema.<br />
 <br />
Estou particularmente preocupado com o que estamos fazendo com outras formas de vida. Estamos destruindo a diversidade biológica, que consiste de ecossistemas e das espécies que os habitam. </p>

<p><strong>O perigo de sermos 'mais ou menos verdes'</strong></p>

<p>Parte do nosso problema é que ao se tornar "mais ou menos verde", a população mundial tem se concentrado nas partes não vivas do meio ambiente, nos recursos naturais, na qualidade da água, na atmosfera, mudança climática e outros.</p>

<p>Até aí tudo bem, mas agora, deveríamos estar dando igual atenção à parte viva do meio ambiente - os ecossistemas que sobrevivem e a grande maioria das espécies, que têm milhões de anos e estão em pleno processo de erosão.</p>

<p>Gostaria que déssemos mais atenção à criação de reservas e parques naturais em todo mundo. Em alguns lugares isso vem acontecendo, aleatoriamente, mas não da forma necessária.</p>

<p>Realmente precisamos separar mais regiões em que a natureza, o resto dos seres vivos possam ser protegidos, enquanto resolvemos os problemas da nossa espécie e nos ajustamos antes de destruir toda a Terra. </p>

<p><strong>Opções para o próximo século</strong></p>

<p>Ou sairemos deste século e entraremos no século XXII com um planeta em condições muito ruins e com muito menos condições de abrigar vida ou sairemos dele com a maior parte das outras formas de vida preservada e com o potencial para reconstruir a natureza de forma a dar à Humanidade uma chance real de viver no paraíso, com níveis de vida decentes para todos.</p>

<p>Não podemos esperar que os países em desenvolvimento criem programas de produção e consumo sustentáveis enquanto os países desenvolvidos não larguem na frente e mostrem o caminho. No momento, os ricos têm padrões absurdos de consumo, e as diferenças entre os setores mais ricos e os mais pobres estão cada vez maiores mesmo nos países em desenvolvimento.</p>

<p>Essa é uma tendência muito perigosa. Precisamos dar o exemplo nos países desenvolvidos adotando, no mínimo, medidas de limitação do consumo e uma distribuição mais inteligente da riqueza.<br />
 <br />
<em>O biólogo Edward O. Wilson é professor da universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e atua como pesquisador, naturalista e escritor. Ele ganhou duas vezes o prêmio Pulitzer para não-ficção e trabalha no museu de Zoologia Comparativa de Harvard.</em></p>]]></description>
         <dc:creator>Eric Camara 
Eric Camara
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/2011/10/consumo_crescente_e_principal.shtml</link>
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	<category>planeta</category>
	<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 16:29:57 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>A Alemanha pós-nuclear</title>
	<description><![CDATA[<p>Participei na semana passada de um interessante encontro de dois dias sobre mudanças climáticas em Berlim, na Alemanha. Os assuntos foram vários e pretendo trazer pelo menos algumas reflexões para o Planeta & Clima.</p>

<p>Neste primeiro post, acho que vale comentar o atual clima na Alemanha pós-Fukushima dentro do tema energia.</p>

<p>Como sabemos, o acidente nuclear que se seguiu ao terremoto e ao tsunami de março, no Japão, levaram o governo alemão a decretar em junho o fim do uso da energia nuclear até 2022 - a chamada <em>Energiewende </em>(em português, poderia ser traduzido como virada energética).</p>

<p>Há dois anos, parecíamos estar às vésperas de uma nova era nuclear, tamanha era convicção que seus defensores mostravam em discursos sobre as opções para um futuro livre de dióxido de carbono. De fato, vários países (entre eles a Grã-Bretanha e França) apresentaram novos investimentos no setor.</p>

<div class="imgCaptionRight" style="float: right; ">
<img alt="" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/wind.jpg" width="466" height="280" class="mt-image-right" style="margin: 10px 0 5px 20px;" /><p style="width:466px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin-left:20px;"> </p></div>

<p>Hoje, na Alemanha, não se fala mais nisso e parece não haver qualquer remorso. O motivo para isso é simples: com 20% do seu mix energético de energias limpas e crescendo, poucos duvidam que será possível substituir a os outros 20 e poucos por cento da energia nuclear por outras fontes.</p>

<p>Possível, mas nem tão fácil assim. Em um mundo ideal, a opção seriam fontes renováveis. Se a produção não for suficiente, e para muitos não será, alguns apostam no gás natural para a transição - que não é totalmente limpo, mas é bem melhor que o carvão. Outros, no chamado CCS (sigla em inglês para captura e armazenamento de carbono), uma tecnologia que poderia "limpar" as usinas termelétricas de carvão.</p>

<p>O otimismo é tanto que, que ouvi o presidente da Agência de Meio Ambiente da Alemanha, Jochen Flasbarth, dizer que a preocupação maior do órgão que preside é com um objetivo ainda mais ambicioso: uma economia livre de carbono até 2100. A meta de 40% de redução de emissões até 2020 para ele já está "garantida".</p>

<p>O otimismo é compreensível. Em meio à crise econômica mundial, com todas as dificuldades que um país exportador como a Alemanha enfrenta, basta olhar para a tradicionalmente empobrecida costa norte do país para entender. </p>

<div class="imgCaptionLeft" style="float: left; ">
<img alt="solar panels, germany" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/solar.jpg" width="304" height="171" class="mt-image-left" style="margin: 0 20px 5px 0;" /><p style="width:304px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);"> </p></div>

<p>Foi ali, no vácuo da indústria naval em dificuldades, que surgiu nos últimos anos boa parte dos mais de 300 mil empregos estimados atualmente no setor de energia renovável alemão. A região com histórico de décadas de desemprego crescente, de repente se tornou uma história de sucesso.</p>

<p>Atualmente, a Alemanha exporta painéis solares e turbinas de vento para o mundo todo. Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento continuam acelerados, agora com o incentivo a mais apresentado pela <em>Energiewende</em>. Não é impossível imaginar que dentro de poucos anos tecnologias economicamente viáveis de CCS estejam no mercado.</p>

<p>Seria, com 40 anos de atraso, a concretização do slogan "Atomkraft, nein danke", criado na Alemanha da década de 70, com uma vantagem adicional: emissões zero.</p>]]></description>
         <dc:creator>Eric Camara 
Eric Camara
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/2011/10/a_alemanha_pos-nuclear.shtml</link>
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	<category>planeta</category>
	<pubDate>Mon, 24 Oct 2011 20:54:43 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>União Europeia vai defender Kyoto só até 2020</title>
	<description><![CDATA[<p>Nesta semana, o Conselho da União Europeia acertou os ponteiros do bloco para duas importantes reuniões: Durban (reunião das Nações Unidas sobre mudança climática), agora no fim de novembro, e a Rio +20, que discutirá o desenvolvimento sustentável no ano que vem.</p>

<p>Dias depois do fim da reunião preparatória para Durban no Panamá terminar sem apontar um caminho para o futuro do Protocolo de Kyoto, representantes dos ministérios do Meio Ambiente dos 27 países da UE puseram o acordo no alto da sua agenda política.</p>

<p>Foram discutidos detalhes de como deveria ser um segundo período de compromisso sob Kyoto (o atual expira ao fim de 2012), mas o bloco foi cuidadoso ao dizer que continua a acreditar que "um único instrumento com força de lei seria a melhor estrutura para o período pós-2012". </p>

<div class="imgCaptionRight" style="float: right; ">
<img alt="" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/jaune450.jpg" width="450" height="306" class="mt-image-right" style="margin: 10px 0 5px 20px;" /><p style="width:450px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin-left:20px;"> </p></div>Dessa forma, reforça o argumento por Kyoto, mas prevê uma saída de emergência para o caso de uma debandada geral na África do Sul.

<p>Outro ponto importante é que a Europa vai defender que este possível novo período de Kyoto seja também o último, antes da fusão dos chamados dois trilhos de negociação: os planos de longo prazo da Convenção das Nações Unidas para Mudança Climática (UNFCCC, na sigla em inglês) e o Protocolo de Kyoto.</p>

<p>Traduzindo o "negociês", os europeus até admitem em tese a existência de mais alguns anos de cortes de emissões obrigatórios sem a participação dos Estados Unidos (que não faz parte do Protocolo de Kyoto), mas desde que só até 2020.</p>

<p>Além disso, defenderá uma aproximação gradual entre Kyoto e a convenção e afastará a possibilidade de novas extensões.</p>

<p>Isso não significa que a Europa vá defender o enterro de Kyoto a partir de 2020. </p>

<p>A ideia dos europeus é manter sob outro arcabouço legal algumas das estruturas criadas no protocolo - entre elas, o mercado de créditos de carbono e o chamado Lulucf, que permite a avaliação das emissões provocadas por desmatamento e outras mudanças do uso da terra.</p>

<p>Para a reunião no Rio de Janeiro (em junho de 2012), o conselho europeu deve levar na bagagem a proposta de criação de um "mapa para a economia verde", ou seja, um documento que deixe claro de que forma a transição para uma economia mais sustentável levará em conta as necessidades das camadas mais pobres das sociedades.</p>]]></description>
         <dc:creator>Eric Camara 
Eric Camara
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/2011/10/europa_decide_suas_posicoes_pa.shtml</link>
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	<category>planeta</category>
	<pubDate>Fri, 14 Oct 2011 17:31:38 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Política climática: Kyoto sobreviverá a Durban?</title>
	<description><![CDATA[<p>Nesta sexta-feira, terminou mais um  encontro preparatório para a conferência anual das Nações Unidas sobre mudança climática que começa no fim de novembro em Durban, na África do Sul. </p>

<p>A reunião foi no Panamá, e mais uma vez, os sinais foram desanimadores para aqueles que torcem por um acordo para cortar emissões de gases que provocam o efeito estufa e dessa forma limitar o aquecimento da Terra nas próximas décadas.</p>

<p>Os dilemas continuam os mesmos - países ricos insistem em abandonar o Protocolo de Kyoto, exigem compromissos formais e mensuráveis dos grandes países em desenvolvimento (leia-se China e Índia), enquanto os países mais pobres insistem em manter Kyoto e exigem maiores investimentos para adaptar-se às mudanças do clima e se desenvolver de forma limpa.</p>

<p>Para complicar mais um enredo que já vem complicado desde 2009, na malfadada reunião de Copenhague, o mundo mais uma vez parece estar à beira de uma recessão de proporções históricas. </p>

<div class="imgCaptionLeft" style="float: left; ">
<img alt="durban, south africa, climate change, conference, un, cop 17" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/COP17_304.jpg" width="304" height="171" class="mt-image-left" style="margin: 0 20px 5px 0;" /><p style="width:304px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);"> </p></div>

<p>Isso importa por vários motivos, mas vou me concentrar em apenas dois:</p>

<p>1. Dinheiro. A expectativa de países pobres e em desenvolvimento, segundo o princípio acertado durante a Rio 92 de "responsabilidade histórica" (a responsabilidade é de todos, mas aqueles que mais poluíram têm que arcar com consequências maiores), é de novos financiamentos. O problema é que até o momento não se chegou perto de qualquer acordo a valer a partir de 2013, quando acabam os últimos compromissos assumidos (de 2010 a 2012). </p>

<p>E que governo quer liberar novos fundos enquanto enfrenta desemprego e estagnação domesticamente?</p>

<p>2. O Protocolo de Kyoto. O único acordo internacional criado para combater as mudanças do clima vence no fim do ano que vem. Isso significa que, enquanto a ciência reforça cada vez mais a necessidade de se tomar medidas para coibir a emissão de gases do efeito estufa, o mundo - como um todo - caminha na direção oposta. E que político vai considerar adotar metas que poderiam ser classificadas pela oposição de "rédeas ao crescimento econômico"?</p>

<p>O problema é que os Estados Unidos não ratificaram Kyoto, o que significa que só os outros países industrializados é que até hoje têm a obrigação internacional de reduzir as suas emissões. Ninguém, entre eles, quer que a situação continue assim. O Japão quase parou as negociações em Cancún, no ano passado, ao dizer que estaria fora de um segundo período de compromisso sob Kyoto, voltando atrás relutantemente. </p>

<p>Até o momento, só a União Europeia aceita incluir as propostas de cortes de emissão apresentadas voluntariamente em Cancún em um documento formal. Mesmo assim, só se for com salvaguardas para evitar que fiquem presos a um acordo praticamente sozinhos entre os industrializados.</p>

<p>A Austrália e a Noruega apresentaram no Panamá uma nova proposta de acordo que na prática acaba com Kyoto, criando um novo acordo a ser assinado em 2015, mas que já começaria a ser operacionalizado em Durban, com a oficialização das metas de redução apresentadas voluntariamente no ano seguinte. </p>

<p>Com isso, cada país teria até 2018 para aprovar e instrumentalizar o acordo internamente. Até lá, todos torcem, a crise já terá passado.</p>

<p>O único problema é saber como convencer os países em desenvolvimento a aceitar jogar Kyoto no lixo e recomeçar a partir do (pouco) que existe.</p>

<p>O embaixador argentino Jorge Arguello, em nome do grupo dos países em desenvolvimento (G77 + China) disse, no Panamá, que "o único resultado significativo para Durban é a continuação de Kyoto".</p>

<p>Será que Durban vai marcar o fim de Kyoto ou o fim das negociações como um todo? Ou qual será a terceira via?</p>]]></description>
         <dc:creator>Eric Camara 
Eric Camara
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/2011/10/nesta_sexta-feira_termina_mais.shtml</link>
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	<category>planeta</category>
	<pubDate>Fri, 07 Oct 2011 17:57:21 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Tartarugas-marinhas do Brasil entre as mais saudáveis</title>
	<description><![CDATA[<p>Duas das doze populações de tartarugas marinhas mais saudáveis do planeta estão na costa brasileira, segundo um estudo recém publicado por 30 dos maiores especialistas no assunto na publicação especializada PLoS ONE.</p>

<p>Os pesquisadores de mais de 20 países identificaram os riscos de acordo com a região em que as populações de tartarugas se encontram.</p>

<p>As tartarugas de couro (<em>Dermochelys coriacea</em>) do Atlântico Noroeste e as tartarugas verdes (<em>Chelonia mydas</em>)do Atlântico Sudoeste entraram na lista das mais saudáveis.</p>

<div class="imgCaptionRight" style="float: right; ">
<img alt="marine turtles, credit: conservation international" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/ci_healthy_turtlemap_final.jpg" width="304" height="393" class="mt-image-right" style="margin: 10px 0 5px 20px;" /><p style="width:304px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin-left:20px;"> </p></div>

<p>Para o Brasil, o resultado é mais um indicador do sucesso do Projeto Tamar, criado em 1980, e largamente reconhecido como responsável pela excelente conservação das tartarugas no litoral brasileiro.</p>

<p>Nem tudo, entretanto, é boa notícia no artigo. Os pesquisadores também elaboraram uma lista com as 11 espécies mais ameaçadas - cinco delas são naturais do norte do Oceano Índico e vivem em águas pertencentes à Índia, Bangladesh e Sri Lanka.</p>

<p>Um grande número de animais é vítima da atividade pesqueira na costa indiana. Segundo os especialistas, o país enfrenta dificuldades em proteger as áreas de desova no litoral.</p>

<p>No Oceano Pacífico, a situação também é grave da costa leste americana até a América do Sul, segundo a pesquisa. O litoral atlântico da África também é apontado como área de risco para as tartarugas-marinhas.</p>

<p>Os estudiosos afirmam que o denominador comum às regiões em que os animais são mais ameaçados são: populações pequenas, consumo humano de ovos e carne e comércio de cascos, além de captura acidental por barcos pesqueiros.</p>]]></description>
         <dc:creator>Eric Camara 
Eric Camara
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/2011/09/duas_das_doze_populacoes_de_1.shtml</link>
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	<category>planeta</category>
	<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 21:03:38 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Cai (de novo) preocupação com aquecimento global</title>
	<description><![CDATA[<p>Faltando cerca de dois meses para a próxima reunião das Nações Unidas sobre mudança do clima, a última edição de uma pesquisa bianual global sobre questões ambientais indica que a preocupação com o aquecimento global anda em queda na maioria das regiões do planeta.</p>

<p>As exceções são a América Latina - que subiu de 85% (2009) para 90% (2011) e a Índia (de 85% para 86%), segundo o estudo online realizado em 51 países pelo Instituto de Mudanças Ambientais da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, e pela empresa Nielsen.</p>

<p>Chama a atenção o fato de consumidores dos dois maiores emissores no planeta de gases que provocam o efeito estufa terem apresentado queda vertiginosa no interesse por temas relacionados a mudanças climáticas e aquecimento global.</p>

<div class="imgCaptionLeft" style="float: left; ">
<img alt="durban, south africa, climate change, conference, un, cop 17" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/COP17_304.jpg" width="304" height="171" class="mt-image-left" style="margin: 0 20px 5px 0;" /><p style="width:304px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);"> </p></div>

<p>Menos de metade dos americanos entrevistados (48%) se disseram preocupados com a mudança do clima. Na China, essa parcela é de de 64%, mas em 2009, eram 77%. Ao redor dos 51 países sondados, quase metade (48%) das pessoas disse ter "assuntos mais urgentes e importantes no mundo atual".</p>

<p>Talvez ainda mais revelador seja a conclusão de que 37% dos 25 mil entrevistados não acreditam que as mudanças climáticas tenham como causa a atividade humana. </p>

<p>O crescente desinteresse sobre o assunto vem sendo medido por diferentes pesquisas desde o início da crise econômica mundial, em 2008, e foi reforçado pelo fracasso da reunião climática de 2009, em Copenhague, que começou cercada de expectativas e acabou sem qualquer acordo concreto.</p>

<p>Cientistas - que apesar disso continuam a divulgar novas pesquisas que com indícios de que o aquecimento global é provocado pelo Homem e está acontecendo - e ambientalistas parecem não ter respostas para a pergunta capital: como renovar o interesse na questão?</p>

<p>Nos próximos meses, seguramente veremos novas pesquisas e iniciativas de ONGs tentando responder justamente esta pergunta. Será que vão conseguir fazer a opinião pública internacional pressionar os seus representantes por um acordo em Durban, na África do Sul, entre 28 de novembro e 9 de dezembro?<br />
 <br />
E a sua preocupação com o assunto, também diminuiu?</p>]]></description>
         <dc:creator>Eric Camara 
Eric Camara
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/2011/09/cai_de_novo_a_preocupacao_com.shtml</link>
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	<category>planeta</category>
	<pubDate>Fri, 09 Sep 2011 17:25:42 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Indigenistas temem massacre de índios isolados</title>
	<description><![CDATA[<p>Novas denúncias de invasões de traficantes na fronteira entre Brasil e Peru levaram o governo a anunciar o envio de tropas da Força Nacional e do Exército a uma pequena base da Funai (Fundação Nacional do Índio), no Acre.</p>

<p>A pequena base Xinane, da Frente de Proteção Etnoambiental Envira, a 32 km da fronteira peruana, fica a cinco dias de barco da cidade acreana mais próxima, Feijó, e foi criada para proteger uma tribo de índios isolados fotografada pela primeira vez há três anos.</p>

<div class="imgCaptionLeft" style="float: left; ">
<img alt="must credit Gleyson Miranda/Funai/Survival http://www.uncontactedtribes.org/fotosbrasil" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/indios304.jpg" width="304" height="171" class="mt-image-left" style="margin: 0 20px 5px 0;" /><p style="width:304px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);">Gleyson Miranda/Funai/Survival http://www.uncontactedtribes.org/fotosbrasil </p></div>

<p>Uma operação da Polícia Federal no fim de julho levou à captura de um traficante, mas segundo informações da região, criminosos continuaram lá após a saída das forças de segurança.</p>

<p>O presidente da Funai, Márcio Meira, e a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, que sobrevoaram a região no dia 9, disseram acreditar que se realmente houver ocorrido algum ataque aos índios, não chegou a ser um massacre. </p>

<p>Indigenistas por sua vez, afirmam que por não terem sido registrados avistamentos confirmados, temem pela segurança da tribo. Para tentar prestar apoio aos índios, embora contra a recomendação das autoridades, um pequeno grupo de sertanistas continua na base.</p>

<p>O diretor da organização de defesa dos direitos indígenas Survival International, Stephen Corry, descreveu o desaparecimento dos índios como uma "angústia extrema". Corry criticou o governo peruano por "não fazer sua parte" no combate às invasões de traficantes.</p>

<p>A Força Nacional brasileira deverá ser deslocada para a região nesta semana e ficar na área até a chegada do Exército, prevista para o fim do mês.</p>]]></description>
         <dc:creator>Eric Camara 
Eric Camara
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/2011/08/novas_denuncias_de_invasoes_de.shtml</link>
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	<category>planeta</category>
	<pubDate>Mon, 15 Aug 2011 17:51:31 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Misturando física quântica com música eletrônica</title>
	<description><![CDATA[<p>O que o  Centro Europeu de Investigação Nuclear (Cern, na sigla em inglês) e a música eletrônica têm em comum? A edição deste ano do festival austríaco Ars Electronica.</p>

<p>Os organizadores do evento anual de artes digitais iniciado em 1979 decidiram neste ano dedicá-lo ao ambicioso projeto transnacional, famoso por seu gigantesco acelerador de partículas, construído na Suíça.</p>

<div class="imgCaptionRight" style="float: right; ">
<img alt="chambre des machines, installation, Nicolas Bernier, Martin Messier, must credit: Kirstie Shanley" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/heptaklavier304.jpg" width="304" height="171" class="mt-image-right" style="margin: 10px 0 5px 20px;" /><p style="width:304px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin-left:20px;">La Chambre de Machines - Crédito: Kirstie Shanley </p></div>

<p>Sob o título "Origens - Como tudo começa", além de música, entre 31 de agosto e 6 de setembro, o Ars Electronica deste ano vai promover palestras com cientistas e artistas, exibir filmes e animações e obras de arte relacionadas ao tema.</p>

<p>Um dos pontos altos, para quem gosta de música eletrônica, vai ser o show da noite de domingo, dia 4/9. </p>

<p>De instalações musicais, como o "heptapiano robótico" do austríaco Winfried Ritsch, e a Chambre des Maschines, de Nicolas Bernier e Martin Messier, até orquestras tocando Bruckner e Edgar Varèse, o evento almeja ir da origem até o ponto atual da música eletrônica.</p>

<p>A parceria do Cern também marca o início do papel de mecenas da instituição de pesquisa. </p>

<p>A partir de agora, ele vai dar o seu selo de aprovação a até dois projetos de artes por ano, desde, claro, que tenham inspiração na física quântica.</p>]]></description>
         <dc:creator>Eric Camara 
Eric Camara
</dc:creator>
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	<category>planeta</category>
	<pubDate>Fri, 05 Aug 2011 18:11:54 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Cruzando a Grã-Bretanha no seu e-carro</title>
	<description><![CDATA[<p>É ponto pacífico que os atuais carros elétricos têm um grande problema: a autonomia. Por isso mesmo, bilhões de dólares estão sendo investidos em formas mais eficientes de armazenar energia, leia-se, baterias melhores.</p>

<p>Enquanto a grande revolução não chega, motoristas dos e-carros têm que se contentar com a média de 150 km garantida por suas baterias. Ou seja, nada de longas viagens.</p>

<div class="imgCaptionLeft" style="float: left; ">
<img alt="electric car, charging" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/e-car2.jpg" width="304" height="171" class="mt-image-left" style="margin: 0 20px 5px 0;" /><p style="width:304px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);"> </p></div>

<p>Será? Pelo menos aqui na Grã-Bretanha, já é possível para o entusiasta cruzar o país com o seu carro elétrico. Uma empresa britânica lançou a primeira rede nacional de abastecimento elétrico em auto-estrada .</p>

<p>A Ecotricity já instalou 12 postos de abastecimento em postos Welcome Break e promete outros 17 no próximo ano e meio.</p>

<p>De momento, não é muita gente que vai se beneficiar disso. As estimativas oficiais põem a frota elétrica britânica em 2 mil carros, mas a expectativa é de que esse número seja multiplicado nos próximos anos, quando as grandes montadoras lançarão os seus e-carros no mercado.</p>

<p>Isso deve baratear o custo, ainda relativamente alto dos veículos e além disso, o governo britânico promete continuar com os subsídios de até 5 mil libras (mais de R$ 12,7 mil) a compra de carros elétricos.</p>

<p>O leitor mais atento pode ter reparado que usei a palavra "entusiasta" mais acima no texto. Por quê? </p>

<p>Bem, atualmente o pontos de recarga oferecem dois tipos de conexões para recarregar os carros.  Uma de 32A (amperes), que recarrega uma bateria em cerca de 20 minutos.</p>

<p>Se a bateria estiver praticamente vazia, a coisa muda de figura: pelo menos uma hora  (32A) ou até 12 horas para "encher o tanque" com a tomada doméstica de 13A. </p>

<p>Quem pensa em percorrer centenas de quilômetros pode, no mínimo, acrescentar algumas horas de viagem. </p>

<p>Você encararia?</p>]]></description>
         <dc:creator>Eric Camara 
Eric Camara
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/2011/07/abastecendo.shtml</link>
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	<category>planeta</category>
	<pubDate>Fri, 29 Jul 2011 20:00:34 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Trocando o carro por transporte público vitalício</title>
	<description><![CDATA[<p>A empresa que administra o transporte público da cidade de Murcia, na Espanha, lançou uma ideia original para reduzir a poluição e os problemas de estacionamento e engarrafamento: oferece um passe vitalício em  troca de um carro.</p>

<div class="imgCaptionRight" style="float: right; ">
<img alt="tranvia, murcia, train" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/tranvia304.jpg" width="304" height="171" class="mt-image-right" style="margin: 10px 0 5px 20px;" /><p style="width:304px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin-left:20px;"> </p></div>

<p>O cidadão interessado em se livrar do seu veículo - naturalmente legalizado, sem multas e em boas condições de uso - precisa apenas entrar em contato com a empresa pelo <a href="http://www.mejorentranvia.com/bono-vitalicio.php">site</a>. A Tranvía de Múrcia promete retornar "na maior brevidade possível".</p>

<p>A iniciativa de Murcia, que pelos mapas disponíveis na internet parece ser provida de um sistema de transporte público para lá de satisfatório, é mais uma na lista das cidades que tentam equacionar o bem-estar dos cidadãos e a sua vontade de ter carros. </p>

<p>Em Londres, o ex-prefeito Ken Livingstone criou o pedágio urbano, cobrado dos motoristas que trafegam pela zona central da cidade durante a cidade. Também aqui e em outras cidades europeias, foram criados esquemas de aluguel de bicicletas, na esperança de que o cidadão deixe o "poderoso" em casa e pedale. </p>

<p>São Paulo e Cidade do México criaram  o rodízio de placas, para ficar em poucos exemplos. As opções são muitas, mas até agora, não tenho conhecimento de qualquer lugar em que o número de carros nas ruas esteja caindo. </p>

<p>No Brasil, muitos dizem que deixariam o carro em casa se tivessem alternativas decentes. É fácil falar, diante das péssimas condições do transporte público na maioria das grandes cidades. E se você morasse em Murcia, trocaria seu carro definitivamente por ônibus, bondes e trens?</p>]]></description>
         <dc:creator>Eric Camara 
Eric Camara
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/2011/07/trocando_o_carro_por_transport.shtml</link>
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	<category>planeta</category>
	<pubDate>Wed, 13 Jul 2011 21:10:48 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Fundo de R$ 12,5 milhões vai proteger terras caiapós</title>
	<description><![CDATA[<p>Nos próximos cinco anos, comunidades  caiapós terão à disposição R$ 12, 5 milhões para projetos dedicados à proteção e monitoramento de suas terras no sudeste da Amazônia, beneficiando cerca de 7 mil pessoas que vivem na região.</p>

<p>Os cerca de 10,6 milhões de hectares de  terras em reservas caiapós - mais ou menos o território da Islândia - ficam na rota do chamado "arco do desmatamento" que concentra não só as maiores taxas de destruição na Amazônia como os maiores índices de confrontos por terra.</p>

<div class="imgCaptionLeft" style="float: left; ">
<img alt="must credit: Cristina Mittermeier/ iLCP, No further use" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/caiapo304.jpg" width="304" height="171" class="mt-image-left" style="margin: 0 20px 5px 0;" /><p style="width:304px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);">Crédito: Cristina Mittermeier/ iLCP </p></div>

<p>O Fundo Caiapó será gerido pelo Funbio (Fundo Brasileiro para a Biodiversidade) e deve utilizar a renda anual do capital investido para financiar a administração de longo prazo das terras indígenas. Todos os projetos terão que ser propostos e formulados por organizações indígenas. </p>

<p>A partir daí, passarão por uma comissão técnica e serão então submetidos às aprovações da Funai (Fundação Nacional do Índio) e de uma comissão formada por investidores do fundo. De início, as organizações  indígenas  que podem receber financiamento são: Associação Floresta Protegida, Instituto Kabu and Instituto Raoni. </p>

<p>O financiamento é dividido entre o Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que entra com metade do valor, e a organização não-governamental Conservação Internacional, que entra com a outra metade.</p>

<p>A ideia é depois dos cinco primeiros anos, o montante do fundo suba para R$ 23,4 milhões, mas a Conservação Internacional trabalha com a expectativa de que mais investidores possam participar da iniciativa.</p>

<p>De todo jeito, será uma boa injeção de capital em uma das áreas que mais sofrem pressão na Amazônia. Boa sorte!</p>]]></description>
         <dc:creator>Eric Camara 
Eric Camara
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/2011/07/nos_proximos_cinco_anos_comuni.shtml</link>
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	<category>planeta</category>
	<pubDate>Mon, 11 Jul 2011 15:24:23 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Energias renováveis têm investimento recorde</title>
	<description><![CDATA[<p>Em todo mundo, novos investimentos em energias renováveis subiram 32% no ano passado, atingindo a soma recorde de US$ 211 bilhões, de acordo com um relatório encomendado pelo Programa das Nações Unidas para Meio Ambiente (Pnuma). </p>

<p>Como tantos outros levantamentos, este também é puxado pela China, responsável por um quinto deste total de investimentos, US$ 48,9 bi.</p>

<p>O Brasil registrou queda de 5% no setor,  passando de US$ 7,3 bi (2009) para US$ 6,9 bi (2010) - em contraste com outros grandes países em desenvolvimento, como a Índia, onde o investimento subiu 25%, e, claro, a China, que aumentou em 28%.</p>

<p>Por outro lado, no período anterior (2008-2009), a queda brasileira tinha sido ainda mais vertiginosa: 44%. </p>

<div class="imgCaptionRight" style="float: right; ">
<img alt="solar panels, germany" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/solar.jpg" width="304" height="171" class="mt-image-left" style="margin: 10px 0 5px 20px;" /><p style="width:304px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin-left:20px;"> </p></div>

<p>Mas o documento elaborado pela Bloomberg New Energy Finance e pela Escola de Finanças de Frankfurt também destaca o investimento brasileiro entre os principais do período, na área de  energia eólica em 2010.</p>

<p>"Projetos fundamentais em andamento incluem o leilão eólico de 211 megawatts (MW) do portfólio da IMPSA Ceará e 195MW do Renova Bahia, ambos no Brasil, e a fazenda eólica de 200 MW em Hebei Weichang Yudaokou, China."</p>

<p>Mas a Europa não fica atrás. Na Itália, o investimento foi três vezes e meia maior que em 2009 (248%), subindo para US$ 8,4 bi, em grande parte responsável por incentivos do governo à energia solar.</p>

<p>A Alemanha, que já era a campeã mundial em energias renováveis, dobrou os seus investimentos, alcançando US$ 41 bi em 2010. O carro-chefe no período foram compras de paineis solares para casas particulares.</p>

<p>Para o diretor do Pnuma, Achim Steiner, a expansão é uma "crescente contribuição ao combate ao aquecimento global, e à falta de energia e insegurança energética, além de estimular empregos verdes e a realização das Metas de Desenvolvimento do Milênio."</p>]]></description>
         <dc:creator>Eric Camara 
Eric Camara
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/2011/07/em_todo_mundo_investimentos_em.shtml</link>
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	<category>planeta</category>
	<pubDate>Fri, 08 Jul 2011 19:38:15 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>&apos;Caçando&apos; morcegos com seu iPhone</title>
	<description><![CDATA[<p>Para quem tem interesse em estudar  morcegos, é uma oportunidade e tanto: uma parceria entre a Sociedade Zoológica de Londres (ZSL, na sigla em inglês) e o Fundo para a Conservação de Morcegos lançou um aplicativo de celular capaz de capturar os gritos ultrasônicos dos mamíferos voadores.</p>

<div class="imgCaptionRight" style="float: right; ">
<img alt="bat, ibat, software" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/ibat.jpg" width="400" height="302" class="mt-image-right" style="margin: 10px 0 5px 20px;" /><p style="width:400px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);margin-left:20px;"> </p></div>

<p>Usuários de iPhone ou Android interessados em investir em um detector ultrasônico pode baixar de graça o programinha <em>iBat</em>. Com este kit, estarão aptos a gravar os chamados de mais de 900 espécies de morcegos. O próximo passo é subir as gravações para o site <em><a href="http://www.ibats.org.uk/">iBats</a> </em>, que identifica os morcegos "interceptados" pelos celulares. </p>

<p>O projeto já conta com 700 voluntários em 16 países e seus representantes dizem já ter avançado no conhecimento sobre as populações de morcegos e até identificado novas espécies. Atualmente, apenas a Grã-Bretanha e países do Leste Europeu, além de Rússia e Japão monitoram os seus morcegos via <em>iBats</em>. A expectativa é que o novo aplicativo leve mais entusiastas a se lançarem ao estudo dos morcegos.</p>

<p>De acordo com estudiosos, os mamíferos voadores são um importante indicador do estado de saúde do meio ambiente local. Por isso, o governo britânico deve desembolsar o equivalente a mais de R$ 63 milhões nos próximos cinco anos para apoiar a iniciativa.</p>

<p>A ideia dos organizadores agora é encontrar investimentos para incorporar o microfone ultrasônico aos celulares, para facilitar a participação de cada vez mais cientistas cidadãos. Quem sabe você será o primeiro no Brasil?</p>]]></description>
         <dc:creator>Eric Camara 
Eric Camara
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/2011/06/para_quem_quiser_morcegar_onde.shtml</link>
	<guid>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/planeta_clima/2011/06/para_quem_quiser_morcegar_onde.shtml</guid>
	<category>planeta</category>
	<pubDate>Mon, 27 Jun 2011 19:41:21 +0000</pubDate>
</item>


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