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Blog do Editor
 - 
Maria Luisa Cavalcanti
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<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/</link>
<description>O comando da BBC Brasil discute grandes temas internacionais, mídia e o jornalismo da BBC.</description>
<language>pt</language>
<copyright>Copyright 2013</copyright>
<lastBuildDate>Fri, 16 Nov 2007 15:02:26 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Londres sem tic-tac</title>
	<description><![CDATA[<p>Um dos maiores clichês associados à Grã-Bretanha é o da pontualidade. Mas quem circula a pé ou de ônibus por Londres, como eu, percebe que as ruas da cidade simplesmente não têm relógios! E o pior: os poucos que existem estão parados ou errados.<br />
Tanta negligência não combina com a terra que, a partir de Greenwich, dita a hora de todo o mundo, e ainda por cima abriga o relógio mais famoso do planeta!<br />
Sem falar que para uma pessoa como eu, obcecada por saber a hora certa (tenho um relógio até no banheiro!), é uma constatação altamente irritante.<br />
Recentemente, descobri que o webdesigner britânico Alfie Dennen, outro obcecado ou apenas um inconformado, resolveu fazer alguma coisa por esses relógios agonizantes. Criou um website (claro!), o <a href="http://www.stoppedclocks.com/">Stopped Clocks</a>, no qual os cidadãos de toda a Grã-Bretanha denunciam relógios parados e tentam pressionar os responsáveis para que eles voltem a funcionar. Resta saber quantos outros tantos obcecados são necessários para que isso realmente aconteça.</p>]]></description>
         <dc:creator>Maria Luisa Cavalcanti 
Maria Luisa Cavalcanti
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2007/11/post_9.shtml</link>
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	<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 15:02:26 +0000</pubDate>
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	<title>Nada feito</title>
	<description><![CDATA[<p>Recentemente, eu comentei aqui sobre a reforma no Stables Market, em Camden. Disse que uma petição pelo fim das obras estava disponível online no site do governo britânico para quem, como eu, quisesse assinar.<br />
Bom, agora recebi uma resposta do governo dizendo o que ocorreu com a petição. Ele explica que não pode atuar diretamente na área de construção e planejamento - isso é de responsabilidade das admnistrações regionais, a não ser que haja algum problema grave, o que não é o caso. Mas o governo lembra que estimula os <em>councils</em> a manterem os atuais mercados, e até criarem novos, pois "eles representam uma contribuição valiosa para a vitalidade dos centros urbanos".<br />
O curioso é que os próprios criadores da petição não comentam mais sobre o assunto. O site está abandonado.<br />
Neste caso, ponto para o governo por ao menos ter dado uma satisfação a quem, como eu, se sensibilizou com a questão.</p>]]></description>
         <dc:creator>Maria Luisa Cavalcanti 
Maria Luisa Cavalcanti
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2007/10/nada_feito.shtml</link>
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	<category></category>
	<pubDate>Tue, 30 Oct 2007 18:27:40 +0000</pubDate>
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	<title>Europa saudável</title>
	<description><![CDATA[<p>Recentemente, através de uma colega inglesa/francesa, descobri o Cartão Europeu de Saúde (European Health Insurance Card, ou EHIC).<br />
A idéia é simples: se você está visitando algum país da União Européia e precisa de um atendimento médico, procura a rede pública local, apresenta o cartão, paga e depois é parcialmente ou totalmente reembolsado pelo serviço público do país onde mora.<br />
O cartão, no entanto, só vale se você é residente permanente ou tem o passaporte de alguma nação européia. Aqui na Grã-Bretanha, pedir o cartão foi muito fácil: entrei no <a href="https://www.ehic.org.uk/Internet/home.do">site do EHIC </a>e quatro dias depois recebi em casa.<br />
Eles advertem, no entanto, que o cartão não substitui o seguro de saúde privado, pois não cobre alguns custos. Ele também não vale se você viaja com a intenção de receber tratamento médico no exterior.</p>]]></description>
         <dc:creator>Maria Luisa Cavalcanti 
Maria Luisa Cavalcanti
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2007/09/europa_saudavel_1.shtml</link>
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	<category></category>
	<pubDate>Wed, 26 Sep 2007 15:06:13 +0000</pubDate>
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	<title>Menos um</title>
	<description><![CDATA[<p>"Redevelopment" parece ser a palavra de ordem hoje em Londres. A cidade virou um canteiro de obras. No centro, prédios antigos são derrubados sem pena para darem lugar a construções envidraçadas e metalizadas. Nos bairros mais afastados, qualquer terreno está ocupado por guindastes e tratores.<br />
A pior face dessa onda de modernização e especulação imobiliária é, para mim, a descaracterização de pontos interessantes da cidade. Recentemente, o mercado de Spitalfields foi reduzido pela metade para dar espaço a um minishopping. Os artistas e designers que vendiam suas coisas ali foram espremidos e ganharam a concorrência de lojas de grife. O público também mudou, e o que era um ótimo programa de domingo virou uma chatice.<br />
Agora, quem está ameaçado do mesmo mal é o Stables Market, em Camden. Esta semana, dezenas de comerciantes locais fecharam seus pontos e foram realocados em outro mercado próximo. Muitos reclamam que perderam espaço e posições estratégicas. Mas o maior impacto virá mesmo quando o local virar outro shopping center, com suas Body Shops, H&Ms, Accesorizes, Offices, Gaps etc. Os admnistradores garantem que as obras são só para melhorar o local e que essa invasão não vai acontecer, mas moradores e freqüentadores já trataram de criar uma <a href="http://petitions.pm.gov.uk/camdenmarket/">petição</a> para tentar fazer frente à modernização desgovernada.<br />
Eu já assinei.</p>]]></description>
         <dc:creator>Maria Luisa Cavalcanti 
Maria Luisa Cavalcanti
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2007/08/menos_uma_atracao.shtml</link>
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	<category></category>
	<pubDate>Thu, 30 Aug 2007 20:36:49 +0000</pubDate>
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<item>
	<title>O super ah-sai-ee</title>
	<description><![CDATA[<p>A paranóia londrina pela alimentação saudável agora ganhou reforço brasileiro: o açaí (ou ah-sai-ee, segundo ensinam os rótulos).<br />
<img alt="20070713180217acaisite.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/worldservice/images/2007/07/20070713180217acaisite.jpg" width="203" height="271" /><br />
A frutinha chegou com tudo às lojas de produtos orgânicos e às redes de supermercado chiques da cidade, sendo festejada como "the Amazon Rainforest Superberry".</p>

<p>Ela vem como ingrediente de sucos e <em>smoothies</em> relativamente caros, com preços de até 4 libras (cerca de R$ 15). Mas em compensação, dizem os fabricantes das bebidas, o ah-sai-ee é "a fruta mais antioxidante encontrada na natureza", "uma usina nutricional natural", "a única que contém ômegas 6 e 9".</p>

<p>Por tudo isso, nosso açaí é o último adendo à moda das <em>superfoods</em> - alimentos teoricamente repletos dos nutrientes essenciais a uma vida saudável. Fazem parte desta lista o abacate, a soja, a romã, o espinafre, as sementes de linhaça e várias outras.</p>

<p>Só que até agora não houve comprovação científica para isso, e muita gente já deixa de variar a dieta só para se alimentar de <em>superfoods</em>. Por isso, desde o começo do mês a União Européia proibiu que produtos contendo esses ingredientes sejam "marketeados" como sendo <em>superfoods</em>.</p>

<p>Se isso vai afetar as vendas do ah-sai-ee? Ainda é cedo para dizer. Mas um consumidor mais atento vai perceber que a frutinha amazônica compõe apenas 20% dos preparados - o resto é, em geral, suco de uva.</p>]]></description>
         <dc:creator>Maria Luisa Cavalcanti 
Maria Luisa Cavalcanti
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2007/07/ahsaiee.shtml</link>
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	<category></category>
	<pubDate>Fri, 13 Jul 2007 11:16:47 +0000</pubDate>
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<item>
	<title>Medo em toda parte</title>
	<description><![CDATA[<p>Não consigo ser tão relaxada quanto a minha colega Mônica, mas um pouco de racionalidade com certeza ajuda a ir tocando o dia-a-dia nesta cidade.</p>

<p>Quando coisas como o 7 de Julho, a ameaça dos explosivos líquidos ou os carros-bombas da última sexta-feira acontecem, a reação dos familiares e amigos no Brasil é imediata: "Você não está com medo?". Sim, estou apavorada! Odiei saber que, novamente, o perigo está tão perto. Que coisas corriqueiras como pegar um ônibus, ir a um bar ou entrar em uma loja podem custar a minha vida ou a das pessoas que gosto.</p>

<p>Mas aí entra a racionalidade da Mônica: qual a possibilidade que isso aconteça?</p>

<p>Meu pai, no espaço de dois anos, foi vítima de dois assaltos com tiros em São Paulo. Em uma, minha prima foi baleada na perna. Na outra, foi meu pai quem levou o tiro.</p>

<p>Era domingo e ele cometeu o erro de ir ao caixa eletrônico. Mesmo trajando bermuda e camiseta, e dirigindo um velho Passat vermelho, algum idiota resolveu achar que se tratava de um milionário.</p>

<p>Me lembro até hoje do desespero de ver meu pai com um buraco nas costas, jorrando sangue. Por sorte - outros diriam milagre - a bala passou a 1 centímetro da coluna vertebral e ficou ali, inofensiva, nessa "carninha" fininha que temos nas costas.</p>

<p>São lembranças como essa que me fazem contar pontos a favor de Londres e continuar tocando a vida por aqui.<br />
Mas, claro, nada com a despreocupação absoluta de antes.</p>]]></description>
         <dc:creator>Maria Luisa Cavalcanti 
Maria Luisa Cavalcanti
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2007/07/medo_em_toda_parte.shtml</link>
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	<category></category>
	<pubDate>Wed, 04 Jul 2007 20:07:43 +0000</pubDate>
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<item>
	<title>Triste constatação</title>
	<description><![CDATA[<p>Quando a gente pensa em Europa, pensa logo em trem, essa maravilha dos transportes que a gente praticamente não tem no Brasil.<br />
Mas o que muita gente não sabe é que o sistema ferroviário britânico é possivelmente um dos piores e mais caros do continente.<br />
Vejamos: neste fim de semana, vou a um casamento em uma cidadezinha ao sul de Manchester. Vou ter que pegar dois trens e um pouco de estrada para conseguir chegar lá. Serão 291 km em quase quatro horas de viagem, a um custo de 60 libras. Ah! E a companhia de trem já me avisou que eu ainda corro o risco de enfrentar obras nos trilhos, ou seja, o trem pode ser substituído por um ônibus!<br />
No ano passado, fui de Paris a Marselha em um potente e confortável TGV, cobrindo 783 km em três horas exatas, a um custo de 15 libras. OK, 30 libras ida e volta.<br />
Mas peraí!! O trem mais veloz e que viaja mais longe custa metade do outro, que pode até ser um ônibus?!<br />
Eu não sou a única a reclamar. Uma pesquisa recente mostrou que pela primeira vez os britânicos estão muito insatisfeitos com a relação qualidade/preço dos trens do país. E com razão: para se ir à Escócia, em um sofrimento que pode durar mais de seis horas, com sorte, um pobre mortal pode ter que desembolsar mais de 100 ou 150 libras!<br />
<a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/england/6750393.stm">Uma reportagem da BBC</a> explicou que a culpa é do governo. Ou seja, como os trens não são mais subsidiados, as empresas pagam uma fortuna pelo direito de usar os trilhos, alugar os trens e tudo o mais. Na França e provavelmente em outros países europeus, o governo ainda financia esse tipo de transporte.<br />
É duro de engolir quando se sabe que os serviços aqui estão cada vez menos confiáveis e seguros. Sem falar na sujeira e abandono dos trens e das estações.<br />
Mas infelizmente, outra coisa que os britânicos não sabem fazer direito é reclamar. Então o jeito é ir se conformando...</p>]]></description>
         <dc:creator>Maria Luisa Cavalcanti 
Maria Luisa Cavalcanti
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2007/06/triste_constatacao.shtml</link>
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	<category></category>
	<pubDate>Fri, 15 Jun 2007 16:54:23 +0000</pubDate>
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	<title>Paranóia food</title>
	<description><![CDATA[<p>Eu não sei exatamente quando foi que a mudança começou. Mas posso dizer que foi em um determinado momento do ano passado, depois que, coincidentemente, caiu nas minhas mãos uma cópia do livro "Você É o que Você Come", da médica escocesa Gillian McKeith.</p>

<p><img alt="gillian203.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/gillian203.jpg" width="203" height="152" /></p>

<p>Um belo dia, redes de <em>fast-food</em> que até então só ofereciam sanduíches, muffins, brownies e batatinhas a seus clientes passaram a exibir pacotinhos de castanhas, frutas secas, sementes de girassol e de abóbora. Capuccinos e <em>lattes</em> passaram a ser quase um crime - a não ser que sejam feitos com leite de soja ou de arroz.</p>

<p>Blergh, você deve estar pensando.</p>

<p>Pois é, um brasileiro normal, que come arroz, feijão, churrasco, coxinha, caipirinha, pingado e pão na chapa tem mesmo que torcer o nariz para essas coisas. Mas eu, que adoro tudo isso, confesso que acabei me rendendo à "paranóia food".</p>

<p>A culpa é do tal livro da dra. Gillian. Lá, ela lista todas as razões do mundo pela qual leite, carne vermelha, açúcar, farinha de trigo, álcool e café são os maiores inimigos do ser humano: "eles tiram sua energia, tornam a digestão lenta, atrapalham seu sono, esgotam o seu metabolismo e (pânico dos pânicos) engordam".</p>

<p>Bom mesmo é tomar suco de clorofila, ingerir colheradas de geléia real, se encher de chá de urtiga, comer broto de cevada. Quinoa, spirulina, feijão mung, spelt? Manjares dos deuses!</p>

<p>Muito por causa da dra. Gillian, e do livro que também é programa de TV, tudo o que antes ficava confinado às lojinhas de produtos orgânicos e naturais, hoje já está à mão nas principais redes de supermercado. Pessoas que vêm de países famosos por sua gastronomia - Espanha, Itália, França - de repente se esquecem das origens e atacam essas comidas estranhas. Americanos e ingleses parecem ser os mais paranóicos. Todo mundo compra - e paga uma fortuna!</p>

<p>Enquanto isso, comidas que são sabidamente saudáveis, como frutas, verduras e legumes, estão, como diria minha mãe, pela hora da morte. Uma caixa de morangos na época de safra custa o equivalente a quatro ou mais barras de chocolate! Uma berinjela custa o mesmo que uma passagem de ônibus.</p>

<p>Em defesa da dra. Gillian, tenho que admitir que, depois que segui alguns de seus mandamentos, perdi alguns quilos. Mas a mudança também ocorreu depois de eu me permitir mais massas e doces. O que me leva a concluir que o segredo é, justamente, fugir da paranóia.</p>]]></description>
         <dc:creator>Maria Luisa Cavalcanti 
Maria Luisa Cavalcanti
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2007/05/paranoia_food_1.shtml</link>
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	<category></category>
	<pubDate>Thu, 31 May 2007 16:50:24 +0000</pubDate>
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<item>
	<title>A ver navios</title>
	<description><![CDATA[<p>Segunda-feira acordei com um susto: o Cutty Sark estava pegando fogo.</p>

<p><img alt="cuttysark203.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/cuttysark203.jpg" width="203" height="152" /></p>

<p><a href="https://nontonwae.pages.dev/portuguese/pop/070521_video_novocuttysark_pop.shtml">Veja imagens do incêndio.</a></p>

<p>Sou freqüentadora de Greenwich e várias vezes passei em frente ao famoso navio do século 19. Apesar de atraída pelo apelo histórico do barco, toda vez, eu pensava: "Não vou entrar, posso voltar outra hora".</p>

<p>Pois bem, e agora?</p>

<p>É muito triste pensar que alguém possa ter ateado fogo na embarcação, que é o que a polícia está suspeitando. É como se um dia o mesmo acontecesse, sei lá, com o Pátio do Colégio.</p>

<p><img alt="cuttysarkfogo203.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/cuttysarkfogo203.jpg" width="203" height="152" /></p>

<p>Os ingleses, claro, já foram rápidos em colocar logo um <a href="http://www.cuttysark.org.uk/index.cfm">site</a> no ar pedindo doações para a reconstrução do navio - e elas estão vindo do mundo inteiro.</p>

<p>Acho que não vou chegar a tanto.</p>

<p>Minha parca contribuição será continuar indo a Greenwich, para curtir o parque lindo e o mercadinho agitado, levar as visitas para conhecer o Observatório e colocar "um pé de cada lado do mundo", e tomar uma pint à beira do rio no pub Trafalgar.</p>

<p>O Council local estava com medo de perder os turistas por causa do incêndio, mas acho que eles não precisam se preocupar, pois a vila ainda vale muito uma visitinha.</p>]]></description>
         <dc:creator>Maria Luisa Cavalcanti 
Maria Luisa Cavalcanti
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2007/05/a_ver_navios.shtml</link>
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	<category></category>
	<pubDate>Wed, 23 May 2007 20:29:28 +0000</pubDate>
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<item>
	<title>Easy-engajamento</title>
	<description><![CDATA[<p>Tudo começou quando a revista <em>Time Out </em> dedicou uma edição a tudo o que Londres está pouco a pouco perdendo: praças, galerias de arte, teatros, escolas etc. Ali descobri que uma rua muito fofa perto da minha casa, com lojinhas e cafés originais, corria o risco de ser dominada pelas grandes redes, como Starbucks. A revista dizia: basta ir online e assinar uma petição pedindo que a rua seja salva. Me conectei e assinei na hora.<br />
<img alt="petition_in.gif" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/petition_in.gif" width="170" height="121" /><br />
Desde então, já endossei pedido para que a Fashion Week de Londres tenha mais gordinhas na passarela, para que uma rua do século 18 seja preservada e para que o Parlamento adote logo uma lei para cortar a emissão de gás carbônico.</p>

<p>O melhor é que tudo isso está a poucos cliques de distância. Basta achar o site certo e pronto.</p>

<p>Recentemente, descobri que você mesmo pode criar a petição que quiser e colocar no ar para as pessoas assinarem. E no próprio <a href="http://petitions.pm.gov.uk/">site do gabinete do primeiro-ministro</a>, com a garantia de que ele vai receber os pedidos pessoalmente.</p>

<p>Se você é um engajado-preguiça, como eu, nada mais conveniente. <br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Maria Luisa Cavalcanti 
Maria Luisa Cavalcanti
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2007/05/syengajamento.shtml</link>
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	<category></category>
	<pubDate>Fri, 18 May 2007 15:07:19 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Inquilinos, uni-vos!</title>
	<description><![CDATA[<p>Quem vive de aluguel em Londres sabe o drama que é.<br />
Eu me mudei em abril – meu sexto endereço em cinco anos. Como passei os últimos três no mesmo lugar, fiquei chocada em ver como o mercado se transformou em uma guerra.<br />
Achar a casa ideal até que não é difícil: praticamente todas as grandes imobiliárias têm página na internet. Alguns sites reúnem todas as ofertas, como o <a href="http://www.findaproperty.com/">FindAProperty</a> ou o <a href="http://www.primelocation.com">Primelocation</a>. Outros, como o <a href="http://www.moveflat.com">Moveflat</a>, trazem anúncios de pessoas que estão procurando alguém para dividir. O problema está mesmo em garantir que aquele espaço seja seu, pois sempre tem alguém que consegue fazer isso antes, mesmo quando a imobiliária ainda nem pôs as mãos nas chaves. Se gostar de algo, faça a oferta na hora e prepare-se para já pagar uma bolada.<br />
OK, então você deu sorte e encontrou o que queria. Reze, então, para que a bondade paire sobre o seu <em>landlord</em> (ou <em>landlady</em>, como são conhecidos os proprietários). Digo isso porque já vivi e já ouvi mil histórias cabeludas sobre esses seres: desde aqueles que resolvem vender a casa três meses depois que você entrou àqueles que secretamente freqüentam o apartamento quando você não está.<br />
Minha vida mudou no dia em que descobri que inquilino nem sempre é o lado fraco e tem, sim, alguns direitos. Todos os <em>boroughs</em> (admnistrações regionais) têm um serviço de aconselhamento gratuito para quem vive de aluguel: basta procurar no site deles, cujo endereço é, em geral, composto do nome do <em>borough</em> (como Camden, por exemplo) mais a terminação “.gov.uk”. Outra fonte de ajuda gratuita é o <a href="http://www.citizensadvice.org.uk/">Citizens Advice Bureau</a>, que tem escritórios espalhados por toda a cidade. E o site <a href="http://www.shelter.org.uk/">Shelter</a> é um ótimo lugar para se informar sobre seus direitos – do contrato à manutenção da casa.<br />
Por fim, minha mais recente descoberta é o site <a href="http://www.uswitch.com">Uswitch</a>, ideal para quem acha que está gastando demais com luz, gás, telefone e tudo o mais. Eles simulam suas contas e indicam operadoras mais econômicas para o seu perfil.<br />
A única coisa contra qual, por enquanto, nós não conseguimos lutar é contra os preços absurdos do aluguel. Infelizmente.<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Maria Luisa Cavalcanti 
Maria Luisa Cavalcanti
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2007/05/inquilinos_univos.shtml</link>
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	<category></category>
	<pubDate>Tue, 01 May 2007 11:36:42 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Fim de semana inviável</title>
	<description><![CDATA[<p>Nós brasileiros, que estamos acostumados a passar horas em um ônibus sem nem mudar de Estado, achamos que na Europa tudo é pertinho. “Eu, se fosse você, passaria todos os fins de semana em Paris”, costumo ouvir dos amigos em São Paulo.<br />
Claro que eu adoraria passar todos os fins de semana em Paris!<br />
Mas não é tão simples assim. A começar pelos preços. Para conseguir as tão anunciadas barganhas em trens e companhias aéreas, é preciso se planejar com muita, muita antecedência. Também é virtualmente impossível conseguir um bom <em>deal</em> para sair de Londres em uma sexta-feira e voltar no domingo.<br />
Depois tem algo de que a gente só se lembra na hora de sair de casa: o longo e caro trajeto até o aeroporto. Outro dia, por causa de reparos no metrô, minha ida a Heathrow, o maior aeroporto daqui, custou mais do que a passagem de avião! Pior ainda se o vôo sair de Gatwick, Stansted e Luton, para os quais você depende de trens controlados por só uma ou duas operadoras. E lá no destino o drama continua: se você quer ir a Viena, na Áustria, às vezes tem que voar para Bratislava, na Eslováquia!!<br />
Mas o drama se dá mesmo nos aeroportos. O que já era chato – fazer check-in, passar pela segurança, aguentar atrasos – ficou infernal depois que foram descobertos supostos planos de explodir aviões com líquidos. Não tem mais essa de fazer uma malinha e se mandar. Se a tal malinha tiver um xampu, esqueça. Vai pra fila do despacho.<br />
Greves, overbookings e atrasos tão problemáticos como o Brasil está sofrendo hoje são mais raros. A União Européia estabeleceu que os passageiros têm vários direitos se os vôos atrasarem mais de quatro horas. Mas prepare-se: quando a companhia aérea percebe que vai atrasar, ela atrasa mesmo - como se de propósito - por três horas e meia.<br />
E a volta? Bom, filas intermináveis na imigração e o inevitável interrogatório na hora de ter o passaporte checado. Outro dia vi um brasileiro agonizar por pelo menos 20 minutos, enquanto eu esperava minha vez. Nem sei se ele conseguiu entrar ou não no país.<br />
Por essas, quem, como eu, sonha com uma lei que imponha fins de semana de três dias, precisa fazer um upgrade e começar a sonhar logo com um de quatro. <br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Maria Luisa Cavalcanti 
Maria Luisa Cavalcanti
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2007/04/fim_de_semana_inviavel.shtml</link>
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	<pubDate>Tue, 03 Apr 2007 13:20:57 +0000</pubDate>
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