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<title>
London Talk
 - 
Maria Luisa Cavalcanti
</title>
<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/</link>
<description>Novidades, curiosidades sobre o cotidiano na capital britânica.</description>
<language>pt</language>
<copyright>Copyright 2013</copyright>
<lastBuildDate>Fri, 16 Apr 2010 13:27:32 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Verdadeiramente ilhados</title>
	<description><![CDATA[<p>Costumo dizer que viajar de avião é uma dessas situações únicas em que não temos controle nenhum sobre nossas vidas. Somos obrigados a cumprir com horários e regras, nos deixamos levar por ordens das mais descabidas, perdemos nossos pertences de vista e, finalmente, confiamos nossa existência a ilustres desconhecidos, que, como nós, alguns dias estão de bem com seus trabalhos, outros dias nem tanto.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="heathrow226d.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/heathrow226d.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>Diante disso, não ajuda nada o fato de a Grã-Bretanha ser uma ilha. Avião aqui não só é a maneira mais rápida de se chegar a outros países, como também é a mais prática e a mais barata.</p>

<p>Basta, então, fazer a matemática. Ter que viajar de avião + não ter controle sobre a viagem = virar refém do que os outros querem e decidem.</p>

<p>E agora as autoridades britânicas decidiram que as cinzas lançadas por um vulcão na Islândia representam um risco para os aviões. Ninguém entra, ninguém sai.</p>

<p>Meu pai, que voltaria a Londres ontem à noite após um giro pelo Leste Europeu, não entrou. Meu marido, que partiria para o sul da França a trabalho, não saiu.</p>

<p>Se fosse só isso, estava razoável. Mas ambos perderam a quinta-feira tentando achar caminhos alternativos para chegar onde precisavam.</p>

<p>Meu pai, entusiasta de aviões, aviação e companhias aéreas, estava lidando com a situação calmamente. Depois de uma viagem de quatro horas de Praga a Berlim, foi até o aeroporto da capital alemã, onde descobriu que só conseguiria embarcar no sábado. Ele ainda tentou achar voos e trens para Paris ou Bruxelas, mas estava tudo lotado.</p>

<p>Meu marido, que já sobreviveu a um pouso de emergência e, obviamente, odeia voar, está até hoje inconformado. Tinha uma passagem de uma companhia aérea low-cost, cujos website e linhas telefônicas não funcionavam para que ele pudesse remarcar seu voo. Quando finalmente conseguiu, não havia mais lugares para nenhum dia até a segunda-feira, quando já teria que estar na França para dar uma palestra de manhã cedo. A opção de ir de trem se dificultou por uma greve geral dos ferroviários franceses e pelas poucas passagens a preços até quatro vezes mais altos que o normal. A saída foi simplesmente desistir.</p>

<p>Eu, por tabela, estou sofrendo também. Agora que a nuvem de cinzas está chegando à Alemanha, começo a duvidar se meu pai estará aqui para o almoço de domingo. Ou pior: para o voo que parte para o Brasil na terça-feira que vem. Meu marido, ao ter de cancelar a palestra, praticamente fechou a porta para uma importante colaboração em sua carreira.</p>

<p>Sei que o fenômeno das cinzas pegou a Europa toda de surpresa, e que não voar é uma decisão crucial para a segurança dos passageiros. Mas o que me impressiona é como os aviões ainda estão submetidos às chamadas "forças da natureza" - e como nós dependemos cada vez mais deles.<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Maria Luisa Cavalcanti 
Maria Luisa Cavalcanti
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2010/04/verdadeiramente_ilhados.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Fri, 16 Apr 2010 13:27:32 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Londres no País das Maravilhas</title>
	<description><![CDATA[<p>Que Oscar, que nada.</p>

<p>Neste fim-de-semana, o filme que deve dar o que falar aqui em Londres é <em>Alice no País das Maravilhas</em>, do cineasta Tim Burton.</p>

<p>Não só porque a fita estreia nesta sexta-feira. Além dos cinemas, também teatros, museus, lojas, restaurantes e até casas noturnas da cidade prepararam eventos especiais sobre o tema.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="alice283.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/alice283.jpg" width="226" height="283" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>Um dos mais pitorescos é o Chá da Tarde do Chapeleiro Maluco, servido no luxuoso Sanderson Hotel até o fim deste mês. Os chefs prometem um "twist" no tradicional chá britânico, com bolinhos da Rainha de Copas, pirulitos de abacaxi que mudam de temperatura na boca e picolés que explodem ao tocar a língua.</p>

<p>Neste fim-de-semana, clubs organizam festas em que só entra quem for a caráter (concursos de chapéus e "melhores Alices" serão inevitáveis). E até o centro cultural Barbican vai fazer uma balada mais cedo, também dedicada ao mundo criado por Lewis Carroll.</p>

<p>Os fãs de carteirinha da obra podem ver o manuscrito original do autor, datado de 1862, em exibição na British Library até o mês de junho. Também estão expostos ali croquis originais dos figurinos de Colleen Atwood para o filme de Tim Burton, diários de Lewis Carroll e desenhos de Salvador Dalí sobre o livro.</p>

<p><em>Alice no País das Maravilhas</em> também inspirou as vitrines da cidade, com roupas, acessórios e peças de decoração abusando das cores fortes e dos naipes do baralho. A mega loja de departamentos Selfridges dedica até uma sala especial para os artigos à venda, como um novo perfume assinado por Alice Temperley e joias criadas por Stella McCartney.</p>

<p>É difícil prever quanto tempo a febre vai durar. Mas Londres parece estar gostando de ter alguns dias fora do comum.  <br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Maria Luisa Cavalcanti 
Maria Luisa Cavalcanti
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	<category>london</category>
	<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 12:15:21 +0000</pubDate>
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<item>
	<title>Minhas duas eleições</title>
	<description><![CDATA[<p>Como cidadã com dupla nacionalidade, estou me vendo neste ano em uma situação peculiar: votar em duas grandes eleições para escolher os líderes dos meus países.</p>

<p>Coincidentemente, esses dois países vão às urnas para decidir se dão continuidade aos muitos anos de mandatos da esquerda ou se preferem ver mudanças no poder.</p>

<p>Também nos dois, a corrida eleitoral já começou há tempos, com os pré-candidatos fazendo suas campanhas, os institutos de pesquisa oferecendo simulações dos resultados, os analistas políticos traçando este ou aquele cenário.</p>

<p>Mas as semelhanças param por aqui.</p>

<p>No Brasil, por mais desanimada que seja uma campanha, não há como fugir dela: temos propaganda eleitoral gratuita, cartazes e pixações, conversas na padaria e na fila do ônibus, gente fazendo boca-de-urna, carreatas. De alguma maneira ou de outra, você vai acabar falando de política.</p>

<p>Aqui na Grã-Bretanha não tem nada disso. Uma pessoa não muito interessada em política pode passar à margem do assunto e ir tocando a vida.</p>

<p>Para o eleitor britânico, o sinal da proximidade de uma votação é uma carta que o registro eleitoral manda para confirmar que naquele endereço há <em>x</em> pessoas habilitadas a votar. Eles aproveitam e perguntam também se você quer votar por correio.</p>

<p>Agora, com as eleições parlamentares previstas para maio, tenho recebido folhetos e mais folhetos dos candidatos da minha "constituency" (ou distrito eleitoral, que no meu caso engloba dois bairros do norte de Londres). Eles dizem o que conseguiram fazer pela comunidade local nos últimos anos e o que querem fazer se forem eleitos. O candidato conservador do meu bairro aproveitou também para dizer que ele é o único capaz de derrotar a atual MP trabalhista.</p>

<p>Os possíveis novos primeiros-ministros, o atual Gordon Brown e o rival David Cameron, dão entrevistas a vários órgãos de imprensa, rodam o país para fazer o "corpo a corpo" com o eleitorado, dão opinião sobre tudo. Pela primeira vez na história, farão um debate frente a frente. Mas o clima de "já ganhou" dos conservadores esvazia a eleição britânica de emoções.</p>

<p>O voto aqui não é obrigatório e eu, que saí do Brasil há tantos anos, poderia fazer como várias pessoas que conheço e simplesmente justificar minha ausência.</p>

<p>Mas como filha de pais que só votaram pela primeira vez aos 45 anos, estou contente de poder votar em dose dupla.</p>

<p>O chato daqui vai ser mandar minha escolha pelo correio, sem aquela emoção de ir até a seção eleitoral e digitar o voto na urna, dar uma olhada no movimento, ouvir o que as pessoas estão dizendo.</p>

<p>Ainda bem que no fim do ano, tenho meu dia de ir à embaixada brasileira. A fila em 2006 foi bem maior que em 2002, e este ano acho que vai estar ainda maior. Mas tudo bem, compenso nas barracas de pastel montadas por ali.</p>]]></description>
         <dc:creator>Maria Luisa Cavalcanti 
Maria Luisa Cavalcanti
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2010/02/minhas_duas_eleicoes.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 16:29:18 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Próxima estação: pronto-socorro?</title>
	<description><![CDATA[<p>Desde que virei mãe, passei a fazer parte de um pequeno exército que luta por um espaço de 1 x 2 metros no canto dos ônibus.</p>

<p>De um lado, nós, andarilhas munidas de nossos carrinhos e nossos bebês, geralmente sobrecarregadas de sacolas de supermercado, brinquedos, bolsa de fraldas e nossos próprios pertences. Do outro, senhoras com seus carrinhos de feira, estudantes com malas, outras mães com dois ou três filhos grandes.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="metrodentro226.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/metrodentro226.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>Recentemente, comecei a perceber a presença de outros combatentes. Estes, armados pesadamente, desequilibrando a guerra: os donos de cachorro.</p>

<p>Pelas regras, eles deveriam ocupar esse tal canto, sem deixar seus bichos sentarem nos bancos nem obstruírem as portas. Mas diante da competição ferrenha, muitos desistem da disputa e levam os animais para o andar de cima ou para o "fundão". Ali se esparramam e deixam, sim, os cães colocarem as quatro patas nas cadeiras.</p>

<p>E não é só nos ônibus que eles andam. Já vi cachorro no metrô e nos trens, em uma situação que para mim é ainda mais intimidadora: e se, entre uma estação e outra, naquele vagão hermeticamente fechado, o bicho resolve ter um chilique?</p>

<p>Pedi ao Transport for London, que administra toda a rede de transporte público da cidade, mais informações sobre a permissão para cachorros como passageiros.</p>

<p>Segundo a empresa, os bichos têm que estar presos pela coleira e não podem se sentar nos bancos. Além disso, qualquer funcionário, motorista ou condutor tem autoridade para recusar um cachorro a bordo.</p>

<p>A Transport for London diz ainda que em bilhões de viagens realizadas a cada ano no metrô, os incidentes são raros, com "apenas quatro pessoas mordidas desde 2007".</p>

<p>Na prática, no entanto, parece que não é bem assim. Não é preciso ser mordido para que a experiência seja traumática. Uma rápida conversa com os colegas aqui da BBC Brasil mostrou que, como eu, ninguém se sente à vontade com os cachorros no transporte público. E você?</p>

<p></p>

<p></p>

<p><br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Maria Luisa Cavalcanti 
Maria Luisa Cavalcanti
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	<category>london</category>
	<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 15:27:18 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Neve em Londres: transtorno para os pais</title>
	<description><![CDATA[<p>Como todo brasileiro, acho a neve uma coisa de outro planeta.</p>

<p>Ainda me lembro da minha primeira neve em Londres, em 2003, quando eu e minha colega Flávia Nogueira (hoje na redação da BBC Brasil em São Paulo, curtindo a vida a dezenas de graus acima de zero) aproveitamos a hora do almoço e fomos fazer guerrinha de bolas de neve.</p>

<p>Uma surpresa para mim, no entanto, foi descobrir que os britânicos, como nós, também se deslumbram com a neve. É que os invernos por aqui costumam ser pouco frios, se comparados com outros países da Europa e com a América do Norte.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="criancas.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/criancas.jpg" width="452" height="340" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>Por isso mesmo, a Grã-Bretanha não se prepara para lidar com a neve. Os governos nacionais e locais dizem que não vale a pena investir em recursos como limpeza das calçadas, melhoria dos transportes e tal, porque quase nunca neva. Mas quando ela vem, tudo vira um caos.</p>

<p><a href="https://nontonwae.pages.dev/portuguese/noticias/2010/01/100107_friovideoebc.shtml">A falta de transportes públicos, os bloqueios nas estradas, os acidentes</a>, tudo isso tem sido tema de reportagens na BBC Brasil e aqui no London Talk.</p>

<p>Mas outro problema que tem afetado cada vez mais a mim e outros colegas da BBC Brasil aqui em Londres é o fechamento das escolas. Sim, porque agora a maioria das escolas simplesmente decidiu que não vai funcionar se houver neve e gelo.</p>

<p>Quem depende de deixar filho na escola para poder ir trabalhar tem de faltar ao trabalho. E quem tem filho pequeno que ainda frequenta a creche, como eu, também tem que se ajustar porque os funcionários da creche têm filhos na escola e têm de faltar ao trabalho. Uma corrente de "não posso ir porque não tenho onde deixar meu filho", entendeu?</p>

<p>O problema passou a atingir tanta gente que <a href="http://news.bbc.co.uk/1/hi/education/8448262.stm">as escolas foram bastante criticadas nestes últimos dias</a>. E, com a previsão de que estamos tendo apenas uma amostra do que será este inverno, a única coisa que deve esquentar por aqui será este debate: o que dá às escolas o direito de simplesmente fechar e deixar tanta gente na mão?</p>

<p>Pelo menos, nos fins de semana, dá para curtir o lado bom da neve. Guerreiros de bolinhas, me aguardem.</p>]]></description>
         <dc:creator>Maria Luisa Cavalcanti 
Maria Luisa Cavalcanti
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2010/01/londres_abaixo_de_zero.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 14:23:10 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Chegou o Natal</title>
	<description><![CDATA[<p>Passei três semanas de férias no Brasil, mas parece que fiquei anos fora de Londres. Encontrei a cidade gelada, com temperaturas abaixo dos 10ºC, escura pela proximidade do solstício de inverno, e já começando a ser tomada pelo Natal.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="natal226d.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/natal226d.jpg" width="226" height="283" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>De início, pensei que algumas lojas estavam apenas tentando começar suas vendas mais cedo, diante da crise que persiste. Mas uma rápida olhada no noticiário me fez ver que o período das festas já foi, sim, oficialmente inaugurado na cidade. Na terça-feira, por exemplo, foi instalada a decoração natalina da Oxford Street, a principal rua comercial de Londres.</p>

<p>Reparei então que alguns restaurantes também já colocaram na porta cartazes se oferecendo para sediar as comemorações de fim de ano dos escritórios. Na <em>Time Out</em>, a Bíblia cultural da cidade, já estão listados os programas natalinos mais bacanas para se fazer, entre eles o balé <em>Quebra-Nozes</em>, o musical <em>Snowman</em>, as <em>frost-fairs </em>(tradicionais mercados natalinos) e os inúmeros ringues de patinação no gelo. Nas redes Prêt-a-Manger e Starbucks, o menu ganhou um tom "invernoso", com a entrada dos cafés com biscoito de gengibre e as típicas <em>mince pies</em>, aquelas tortinhas recheadas de frutas cristalizadas. Até os copos eles mudaram - os desta estação são decorados com floquinhos de neve.</p>

<p>Achei que tudo não passasse da mania britânica de planejar tudo com muita antecedência. Até ver que meus colegas aqui da BBC Brasil já estão em grandes preparativos para uma confraternização.</p>

<p>Fui vencida. Pelos próximos dois meses, respiremos Natal...</p>]]></description>
         <dc:creator>Maria Luisa Cavalcanti 
Maria Luisa Cavalcanti
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/11/chegou_o_natal.shtml</link>
	<guid>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/11/chegou_o_natal.shtml</guid>
	<category>london</category>
	<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 15:11:55 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Notting Hill, muito além do sábado</title>
	<description><![CDATA[<p>No último fim-de-semana, satisfiz uma das minhas maiores curiosidades desde que vim morar em Londres, há sete anos: conheci o jardim que serviu de cenário para o romance de Julia Roberts e Hugh Grant no filme <em>Um Lugar Chamado Notting Hill</em>.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="garden226.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/garden226.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>Graças ao <a href="http://www.opensquares.org/">Open Garden Squares</a>, uma iniciativa que uma vez por ano abre aos simples mortais vários desses jardins particulares e secretos de Londres, pude ver de verdade o portão que Anna Scott e William Thacker pulam em seu primeiro encontro, o cantinho em que se beijam, o banco em que namoram pacificamente à espera do primeiro bebê.</p>

<p>Procurei o local por anos e anos, e cheguei até a acreditar em um boato internético de que ele não exisitiria, e que cada cena teria sido feita em um jardim diferente da cidade. Mas uma representante do Open Garden me garantiu: foi tudo filmado no Lansdowne and Elgin Crescent Gardens.</p>

<p><em>Notting Hill</em>, o filme, e Notting Hill, o bairro, têm o poder de me fazer sonhar com uma vida perfeita, onde minha casa seria enorme e linda, onde eu teria grana para frequentar sem culpa os restaurantezinhos, as livrarias e as lojas fofas da região, onde haveria flores e romance a cada esquina e onde Londres seria eternamente ensolarada.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="nottinghill226.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/nottinghill226.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>Mas mesmo com os pés no chão e apenas alguns trocados na carteira, há muito o que se ver e curtir por ali.</p>

<p>O grande atrativo do bairro ainda é o mercado de Portobello Road, que acontece todos os sábados. Confesso que cansei um pouco deste programa, talvez pelo excesso de visitantes e também por ele parecer ter virado um grande "camelódromo".</p>

<p>Mas Notting Hill vai muito além do sábado: a feira de produtos orgânicos às quintas, os agitos às sextas, as matinês no Electric Cinema aos domingos - o melhor dia também para quem quer explorar as lojas com calma e silêncio.</p>

<p>E se você não quer esperar até 12 e 13 de junho do ano que vem para o novo Open Garden, pode olhar os jardins do alto dos ônibus 7, 23 e 52.</p>

<p>Ou fazer como Anna e Will e entrar sem ser convidado. Às vezes algum morador acaba esquecendo o portão aberto - o que já aconteceu comigo, <em>by the way</em>.</p>]]></description>
         <dc:creator>Maria Luisa Cavalcanti 
Maria Luisa Cavalcanti
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/06/notting_hill_muito_alem_do_sab.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 12:45:19 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Minhas férias</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="ikea226.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/ikea226.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>Quem não sonha em passar duas semanas de férias em Londres?</p>

<p>Eu, que moro aqui há sete anos, sempre aproveitei as folgas para viajar. Mas desta vez, me vi com duas semanas livres, marido trabalhando, grana curta, família vindo visitar logo e nada planejado. Fiquei por aqui mesmo.</p>

<p>Só que a Londres de quem mora na cidade é bem diferente da Londres dos turistas.</p>

<p>Começa que a primeira coisa que tratei de colocar em dia não foi a agenda cultural, mas sim o meu sono - quem tem filho pequeno vai me entender.</p>

<p>E como minha segunda prioridade foi cuidar da casa, gastei um dia na Ikea. Para quem não conhece, a loja é um planeta de móveis e objetos de decoração superbaratos. Fica fora do centro e é daqueles programas que você passa o ano todo adiando. Mas em dia de semana, sem hora marcada, sem marido e sem criança, é o Paraíso.</p>

<p>Aproveitei também a ida à "periferia" para fazer compras em um desses mega-supermercados que a gente não vê no centro e que são bem mais baratos.</p>

<p>O resto do tempo se completou com visitar amigos, ir ao médico, organizar contas, levar o filho para vacinar e para cortar o cabelo, terminar a temporada 4 de <em>Housewives</em>, e aproveitar um pouquinho o sol nos parques perto de casa. Tudo sem sair da zona 2, que, em meus tempos de turista, eu achava que devia ser o fim do mundo. </p>

<p>Como eu não poderia passar sem um pouquinho de glamour, me joguei um dia nas lojas da Oxford Street. Em uma loja de departamentos, deixei que me fizessem uma supermaquiagem de graça. Saí de lá com uma sacolinha cheia e sem culpa - há três anos não comprava nem um batom.</p>

<p>Também saí uma noite para encontrar amigos em uma galeria de arte alternativa no agitado bairro de Clerkenwell, que, apesar de central, também fica fora do circuito turístico das baladas.</p>

<p>No fim, as duas semanas passaram voando. Ficou faltando organizar um montão de coisas e curtir mais a vida cultural londrina. Uma semaninha a mais teria caído bem. Mas aí, com três semanas, melhor ir para o Brasil, né?<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Maria Luisa Cavalcanti 
Maria Luisa Cavalcanti
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/04/minhas_ferias.shtml</link>
	<guid>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/04/minhas_ferias.shtml</guid>
	<category>london</category>
	<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 12:42:42 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>A &apos;xepa&apos; do inverno</title>
	<description><![CDATA[<p>Se tem uma coisa boa de passar o Natal em Londres é que no dia 26 de dezembro as lojas começam a fazer a liqüidação de inverno - a maior do ano.</p>

<p>Há sete anos aqui, praticamente não perdi nenhuma. E posso dizer que ganhei algumas "manhas" para atravessar a temporada sem grandes dramas:</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="sale203.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/sale203.jpg" width="203" height="152" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span><br />
- A primeira regra é não criar grandes expectativas. Itens de marcas caras vão sempre ser caros, ainda mais porque o desconto dado em geral não passa dos 30%. Muitas lojas mais populares também não colocam na liqüidação roupas que atravessam as estações, como jeans, camisas, acessórios etc..</p>

<p>- A segunda regra é sair de casa cedo, com sapatos confortáveis e sem hora marcada para voltar. Para aproveitar bem a liqüidação, é preciso fuçar e ter paciência para enfrentar filas, ruas lotadas, chuva e outros perrengues.</p>

<p>- Eu costumo dar uma xeretada nas lojas lá por fins de novembro, para já ir vendo o que me interessa e se realmente vale a pena esperar para comprar na liqüidação. Muitas vezes, se aquele item já está se esgotando em novembro, não vai sobrar para dezembro.</p>

<p>- Na dúvida entre comprar ou não comprar, compre. A maioria das lojas aceita devolução ou troca até 28 dias depois, desde que você guarde o recibo. Melhor levar para casa e resolver lá do que correr o risco de não encontrar mais o que você queria.</p>

<p>- Guardar o recibo, aliás, é sempre uma boa. No meio de janeiro, algumas lojas baixam ainda mais os preços e várias aceitam reembolsar o valor que você pagou a mais por ter comprado alguns dias antes.</p>

<p>- Esta também é uma ótima época para investir em artigos que não baixam muito de preço no resto do ano, como móveis, lençóis, toalhas, itens de decoração, eletrônicos, livros, lingerie, artigos de perfumaria e cosméticos.</p>

<p>- Se puder, fuja da Oxford Street. As grandes redes estão por Londres inteira. E a cidade tem áreas comerciais muito mais agradáveis e menos lotadas, como o Covent Garden e a Kensington High Street. Como toda paulistana, adoro a conveniência de um shopping e fiquei satisfeita com o Brent Cross, no noroeste de Londres.</p>

<p>Boas compras!</p>

<p></p>

<p><br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Maria Luisa Cavalcanti 
Maria Luisa Cavalcanti
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/12/a_xepa_de_janeiro.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Fri, 26 Dec 2008 18:20:12 +0000</pubDate>
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<item>
	<title>Londres vazia, finalmente</title>
	<description><![CDATA[<p>Sou de São Paulo, mas nunca vi cidade mais muvucada do que Londres.</p>

<p>A primeira vez que peguei o metrô na hora do rush, fiquei assustada com a fila para conseguir sair da estação. E andar na rua? Dependendo do horário, há congestionamento de gente nas calçadas! Certa vez, em um sábado à tarde, na Oxford Street, a principal rua de comércio da cidade, cheguei a ficar imprensada entre a multidão e uma vitrine.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="londoneye203.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/londoneye203.jpg" width="203" height="152" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>Londres praticamente nunca fica vazia. Aquele vazio de Carnaval paulistano, sabe? Uma das poucas ocasiões é na época do Natal. Hoje ao sair de casa, vi que sobrava lugar para estacionar. Às 11h não havia praticamente ninguém nas ruas, nem mesmo na "high street" do bairro. O ônibus fez rapidamente o trajeto que em dias normais pode demorar até uma hora.</p>

<p>Mas é no dia 25 de dezembro que tudo pára. Não há transporte, comércio, farmácia, museu, restaurante, cinema, nada. Na rua, só os turistas desavisados, coitados - obrigados a sair a pé no frio e visitar monumentos fechados para não amargar o dia inteiro enterrados no Bed & Breakfast.</p>

<p>É uma sensação muito estranha para quem, como eu, sempre aproveitou o feriadão natalino para tomar um sol, ir ao cinema ou almoçar fora. Ainda mais em São Paulo, onde praticamente tudo funciona.</p>

<p>Mas agora eu até acho bom esse "blackout" natalino de Londres. Se o tempo estiver bom, espero dar uma volta com a família no parque perto de casa. E depois, me encolher no sofá para assistir à montanha de filmes que os canais colocam no ar nesta época do ano - recarregar as baterias porque dia 26 começam as grandes liquidações. E lá vem a muvuca novamente!</p>]]></description>
         <dc:creator>Maria Luisa Cavalcanti 
Maria Luisa Cavalcanti
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/12/londres_vazia_finalmente.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Wed, 24 Dec 2008 16:02:18 +0000</pubDate>
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<item>
	<title>Ano Novo mais caro</title>
	<description><![CDATA[<p>Como é de praxe, o Ano Novo começa com os transportes em Londres custando mais caro.</p>

<p>Também como é de praxe, a Transport for London (TfL) - que administra o metrô, os ônibus, os trens urbanos e trams - inventa maneiras de parecer que não houve aumento.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="oyster203.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/oyster203.jpg" width="203" height="152" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span><br />
Alguns anos atrás, eles aumentavam o preço do bilhete para quem comprasse na hora e mantinham a tarifa do ano anterior para quem usasse o Pay As You Go do Oystercard (semelhante ao Bilhete Único de São Paulo). A idéia era incentivar as pessoas a ter o cartão magnético.</p>

<p>Pois bem, agora que praticamente todo mundo tem o Oyster, eles vão manter as tarifas dos bilhetes comprados na hora e vão aumentar as de quem usar o cartão!</p>

<p>Por exemplo, uma viagem de ônibus, que custa 90 centavos pelo Oyster (aproximadamente R$ 3,10), vai passar para 1 libra (cerca de R$ 3,50). No metrô, um trecho entre duas estações da Zona 1, que cobre o centro da cidade, vai passar a 1,60 libra (cerca de R$ 5,65), em vez de 1,50 libra (aproximadamente R$ 5,30).</p>

<p>Quem compra o passe semanal ou mensal também vai sentir a diferença no bolso - o aumento também beira os 10%, em média.</p>

<p>Os bilhetes comprados na hora da viagem terão preço mantido - 2 libras para o ônibus (pouco mais de R$ 7) e 4 libras para o metrô (cerca de R$ 14,10).</p>

<p>Como é de praxe, os londrinos reclamam. Às vezes, a TfL atende. Em tempos de crise, resta ver que lado é que vai abrir mão primeiro..</p>]]></description>
         <dc:creator>Maria Luisa Cavalcanti 
Maria Luisa Cavalcanti
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/12/ano_novo_mais_caro.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Mon, 22 Dec 2008 16:02:13 +0000</pubDate>
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<item>
	<title>Londres sem tic-tac</title>
	<description><![CDATA[<p>Um dos maiores clichês associados à Grã-Bretanha é o da pontualidade. Mas quem circula a pé ou de ônibus por Londres, como eu, percebe que as ruas da cidade simplesmente não têm relógios! E o pior: os poucos que existem estão parados ou errados.<br />
Tanta negligência não combina com a terra que, a partir de Greenwich, dita a hora de todo o mundo, e ainda por cima abriga o relógio mais famoso do planeta!<br />
Sem falar que para uma pessoa como eu, obcecada por saber a hora certa (tenho um relógio até no banheiro!), é uma constatação altamente irritante.<br />
Recentemente, descobri que o webdesigner britânico Alfie Dennen, outro obcecado ou apenas um inconformado, resolveu fazer alguma coisa por esses relógios agonizantes. Criou um website (claro!), o <a href="http://www.stoppedclocks.com/">Stopped Clocks</a>, no qual os cidadãos de toda a Grã-Bretanha denunciam relógios parados e tentam pressionar os responsáveis para que eles voltem a funcionar. Resta saber quantos outros tantos obcecados são necessários para que isso realmente aconteça.</p>]]></description>
         <dc:creator>Maria Luisa Cavalcanti 
Maria Luisa Cavalcanti
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2007/11/post_9.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 15:02:26 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Nada feito</title>
	<description><![CDATA[<p>Recentemente, eu comentei aqui sobre a reforma no Stables Market, em Camden. Disse que uma petição pelo fim das obras estava disponível online no site do governo britânico para quem, como eu, quisesse assinar.<br />
Bom, agora recebi uma resposta do governo dizendo o que ocorreu com a petição. Ele explica que não pode atuar diretamente na área de construção e planejamento - isso é de responsabilidade das admnistrações regionais, a não ser que haja algum problema grave, o que não é o caso. Mas o governo lembra que estimula os <em>councils</em> a manterem os atuais mercados, e até criarem novos, pois "eles representam uma contribuição valiosa para a vitalidade dos centros urbanos".<br />
O curioso é que os próprios criadores da petição não comentam mais sobre o assunto. O site está abandonado.<br />
Neste caso, ponto para o governo por ao menos ter dado uma satisfação a quem, como eu, se sensibilizou com a questão.</p>]]></description>
         <dc:creator>Maria Luisa Cavalcanti 
Maria Luisa Cavalcanti
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2007/10/nada_feito.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Tue, 30 Oct 2007 18:27:40 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Europa saudável</title>
	<description><![CDATA[<p>Recentemente, através de uma colega inglesa/francesa, descobri o Cartão Europeu de Saúde (European Health Insurance Card, ou EHIC).<br />
A idéia é simples: se você está visitando algum país da União Européia e precisa de um atendimento médico, procura a rede pública local, apresenta o cartão, paga e depois é parcialmente ou totalmente reembolsado pelo serviço público do país onde mora.<br />
O cartão, no entanto, só vale se você é residente permanente ou tem o passaporte de alguma nação européia. Aqui na Grã-Bretanha, pedir o cartão foi muito fácil: entrei no <a href="https://www.ehic.org.uk/Internet/home.do">site do EHIC </a>e quatro dias depois recebi em casa.<br />
Eles advertem, no entanto, que o cartão não substitui o seguro de saúde privado, pois não cobre alguns custos. Ele também não vale se você viaja com a intenção de receber tratamento médico no exterior.</p>]]></description>
         <dc:creator>Maria Luisa Cavalcanti 
Maria Luisa Cavalcanti
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2007/09/europa_saudavel_1.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Wed, 26 Sep 2007 15:06:13 +0000</pubDate>
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<item>
	<title>Menos um</title>
	<description><![CDATA[<p>"Redevelopment" parece ser a palavra de ordem hoje em Londres. A cidade virou um canteiro de obras. No centro, prédios antigos são derrubados sem pena para darem lugar a construções envidraçadas e metalizadas. Nos bairros mais afastados, qualquer terreno está ocupado por guindastes e tratores.<br />
A pior face dessa onda de modernização e especulação imobiliária é, para mim, a descaracterização de pontos interessantes da cidade. Recentemente, o mercado de Spitalfields foi reduzido pela metade para dar espaço a um minishopping. Os artistas e designers que vendiam suas coisas ali foram espremidos e ganharam a concorrência de lojas de grife. O público também mudou, e o que era um ótimo programa de domingo virou uma chatice.<br />
Agora, quem está ameaçado do mesmo mal é o Stables Market, em Camden. Esta semana, dezenas de comerciantes locais fecharam seus pontos e foram realocados em outro mercado próximo. Muitos reclamam que perderam espaço e posições estratégicas. Mas o maior impacto virá mesmo quando o local virar outro shopping center, com suas Body Shops, H&Ms, Accesorizes, Offices, Gaps etc. Os admnistradores garantem que as obras são só para melhorar o local e que essa invasão não vai acontecer, mas moradores e freqüentadores já trataram de criar uma <a href="http://petitions.pm.gov.uk/camdenmarket/">petição</a> para tentar fazer frente à modernização desgovernada.<br />
Eu já assinei.</p>]]></description>
         <dc:creator>Maria Luisa Cavalcanti 
Maria Luisa Cavalcanti
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2007/08/menos_uma_atracao.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Thu, 30 Aug 2007 20:36:49 +0000</pubDate>
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