<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<?xml-stylesheet title="XSL_formatting" type="text/xsl" href="/blogs/shared/nolsol.xsl"?>

<rss version="2.0" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">
<channel>

<title>
London Talk
 - 
Fernanda Nidecker
</title>
<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/</link>
<description>Novidades, curiosidades sobre o cotidiano na capital britânica.</description>
<language>pt</language>
<copyright>Copyright 2013</copyright>
<lastBuildDate>Thu, 17 Sep 2009 16:56:25 +0000</lastBuildDate>
<generator>http://www.sixapart.com/movabletype/?v=4.33-en</generator>
<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs> 


<item>
	<title>Licença paternidade</title>
	<description><![CDATA[<p>O governo britânico anunciou esta semana uma medida que está despertando reações acaloradas. A partir de abril de 2011, pais terão direito a licença paternidade de seis meses, três deles pagos.</p>

<p>Atualmente, os pais têm direito a apenas duas semanas e, as mães, a até um ano. Com a nova lei, as mulheres poderão voltar ao trabalho seis meses após o nascimento do bebê e a partir daí os homens poderão exibir suas habilidades nas atividades que envolvem cuidar de um bebê que depende de você 24 horas por dia, como trocar fraldas, dar mamadeira, banho, colocar para dormir, etc.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="baby_crying226.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/baby_crying226.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>O benefício não é inédito e reproduz o que já acontece em países ainda mais avançados nessa área, como Dinamarca, Suécia e Noruega. E ainda reflete tempos modernos, em que as mulheres dão valor às suas carreiras e temem que o ano que passam fora do trabalho atrapalhe seu crescimento profissional.</p>

<p>Assim, elas podem voltar ao trabalho tranquilas, sabendo que seus bebês estão com o pai e não em uma creche disputando a atenção com outros ou com babás de procedência duvidosa. </p>

<p>Mas pesquisas do governo indicam que poucos homens parecem animados com a ideia de ficar em casa limpando bumbum de neném. </p>

<p>Estimativas prevêem que a adesão à medida, totalmente opcional, atrai apenas um em cada dez homens. </p>

<p>Alguns jornais britânicos reagiram ao anúncio do governo e um deles, o <a href="http://www.telegraph.co.uk/comment/personal-view/6196220/Paternity-leave-Its-not-natural.html">Daily Telegraph</a>, publicou um artigo de opinião em que o autor diz que licença paternidade "é algo contra a natureza masculina".<br />
 <br />
Eu achei a ideia o máximo e só lamento que quando ela entrar em vigor, o meu bebê, já encomendado, terá nascido. E você, o que acha?</p>]]></description>
         <dc:creator>Fernanda Nidecker 
Fernanda Nidecker
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/09/licenca_paternidade.shtml</link>
	<guid>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/09/licenca_paternidade.shtml</guid>
	<category>london</category>
	<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 16:56:25 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Gravidez e gripe suína</title>
	<description><![CDATA[<p>Confesso que fiquei meio assustada esta semana ao me sentir diretamente envolvida em uma das polêmicas que esquentaram o debate sobre a gripe suína aqui na Grã-Bretanha.</p>

<p>Grávida de pouco mais de três meses, na semana passada passei quatro dias trancada em casa com suspeita da tal gripe. No meio do meu isolamento, ligo a tevê e vejo que uma grávida de 39 anos que havia contraído o vírus H1N1 morreu poucas horas após dar à luz, e que seu bebê estava em estado crítico. </p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="gravidez226.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/gravidez226.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>Tento me acalmar e penso que a maioria das gestantes que contrai gripe suína tem sintomas leves e se recupera e uma semana. Eu, àquela altura, já estava me sentindo bem melhor e, como nem sabia se tinha a doença ou não (aqui eles não fazem mais os testes), tentei me convencer de que não havia muito perigo.</p>

<p>Mas, no fundo, o medo de que o possível vírus pudesse ter feito mal ao meu bebê me acompanhou o fim de semana inteiro. </p>

<p>E o medo, infelizmente, não pareceu injustificado. No domingo, os jornais britânicos estamparam em suas manchetes que a morte da gestante dias antes tinha sido um alerta para o governo, que decidiu relançar todas suas orientações feitas até agora para tentar minimizar os casos da doença entre grávidas.</p>

<p>Consideradas parte do grupo de risco por terem o sistema imunológico mais vulnerável, elas não apenas têm mais chances de pegar qualquer gripe, como também de sofrer complicações. </p>

<p>A coisa cresceu quando a National Childbirth Trust, uma fundação que oferece apoio e orientações a gestantes e pais, recomendou que as mulheres adiassem os planos de engravidar até que a pandemia acabe.</p>

<p>O governo reagiu na hora, rebatendo que a declaração foi "exagerada" e argumentou que o momento não é de pânico, mas de precaução. Apesar de as orientações às grávidas serem relativamente simples, como evitar locais cheios e fechados e viagens desnecessárias, as autoridades não descartaram a possibilidade de recomendar que as gestantes não saiam de casa a partir do outono, quando a epidemia deverá atingir o pico. </p>

<p>É difícil saber como agir nessas horas. Ao mesmo tempo em que sei que devo me proteger, quero levar uma vida normal e não cair na paranóia. Como centenas de grávidas em Londres, eu trabalho de segunda a sexta e preciso do transporte público para chegar ao emprego e transitar pela cidade. E assim pretendo continuar levando a vida.</p>

<p>O jeito mesmo é redobrar a atenção com a higiene. Lavo as minhas mãos o tempo todo e não saio de casa sem o gel antibactericida na bolsa. No mais, é rezar para que essa praga acabe logo. Salve-se quem puder...  <br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Fernanda Nidecker 
Fernanda Nidecker
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/07/gravidez_e_gripe_suina.shtml</link>
	<guid>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/07/gravidez_e_gripe_suina.shtml</guid>
	<category>london</category>
	<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 18:38:13 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Caça aos esquilos</title>
	<description><![CDATA[<p>Uma das minhas surpresas quando vim morar em Londres foi descobrir que os ingleses detestam esquilos. </p>

<p>Para tentar explicar melhor, diria que o mesmo sentimento de nojo e raiva que os brasileiros têm por ratos e baratas, os ingleses expressam pelos pequenos roedores.</p>

<p>Lembro que a primeira vez que vi um esquilo cinza achei lindo e fui logo querendo passar a mão. </p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="esquilo300.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/esquilo300.jpg" width="226" height="300" class="mt-image-none" style="" /></span><br />
Para meu espanto, meu marido inglês me repreendeu e começou a "dar uma aula" sobre como os esquilos cinzas tinham sido importados no século 19 da América do Norte e exterminado os nativos de cor vermelha.</p>

<p>E que, além disso, eles se reproduzem como uma praga, vivem fuçando o lixo e espalham doenças que podem matar as árvores.</p>

<p>Eu nunca levei o papo do meu marido muito a sério até perceber que o discurso dele refletia um fenômeno na sociedade britânica.</p>

<p>Prova disso foi o envolvimento do príncipe Charles no assunto, ao virar patrono da recém-criada Red Squirrel Survival Trust (Fundação pela Sobrevivência dos Esquilos Vermelhos), que defende o extermínio de toda a população de esquilos cinzas.  </p>

<p>E parece que o príncipe está praticando o que prega. Segundo alguns jornais daqui da Grã-Bretanha, qualquer esquilo que dê bobeira na sua casa de campo acaba morrendo.</p>

<p>A notícia provocou a indignação de grupos de defesas dos animais e levou os assessores de Charles a emitirem um comunicado dizendo que os roedores morrem "humanamente". O documento não revela que métodos são aplicados para dar fim à vida dos bichinhos, limitando-se a dizer que "não é por envenenamento".</p>

<p>Eu ainda continuo achando os esquilos uma graça. Não me incomoda em nada chegar ao meu prédio e ver vários deles subindo e descendo das árvores atrás de nozes e frutinhas. Lá perto de casa tem tanto esquilo, que a rua embaixo da minha, que também dá nome a um ponto de ônibus, se chama "The Squirrels" (Os Esquilos).</p>

<p>Nunca fizeram mal a ninguém. Às vezes eles até vêm pegar comida na mão. Se depender de mim (e de vários outros brasileiros que pensam como eu), os esquilos vão continuar por aí, soltos pelos parques e ruas, correndo de um lado para o outro.<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Fernanda Nidecker 
Fernanda Nidecker
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/06/caca_aos_esquilos.shtml</link>
	<guid>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/06/caca_aos_esquilos.shtml</guid>
	<category>london</category>
	<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 12:04:27 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>A obsessão inglesa pelo calendário</title>
	<description><![CDATA[<p>Eu nunca fui chegada à mania brasileira de deixar para marcar tudo em cima da hora e não respeitar horários.</p>

<p>Mas aqui na Grã-Bretanha, a gente vive o outro lado da moeda. Os ingleses gostam de agendar tudo - até uma visita ao pub com os amigos - com muita antecedência. Um mês, pelo menos. Na pior das hipóteses, duas semanas. </p>

<p>Uma rápida olhada no calendário que meu marido inglês pendurou na cozinha e me dou conta que ele já registrou os eventos que temos até setembro (!). São festas de aniversário, casamentos, jantares e piquiniques aos quais já confirmamos presença e só poderemos faltar por motivos de força maior. </p>

<p>Tanta organização e formalidade não abre muito espaço para mudanças de planos, o que em alguns casos pode levar a algumas saias justas...</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="brokenheart_203.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/brokenheart_203.jpg" width="203" height="152" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>Há um tempo atrás fomos convidados para ir à casa de uma amiga, que junto com o namorado de longa data, ofereciam um "dinner party" para quatro casais.</p>

<p>O email de convite foi enviado devidamente com mais de um mês de antecedência para garantir que os convidados reservassem a data. O jantar foi ótimo. Sabadão de inverno, casa cheia, atmosfera agradável, comida e música boa. </p>

<p>Dias depois me peguei pensando no casal anfitrião e comentei com meu marido que achava que os dois não iam demorar muito a juntar os trapos. Para meu espanto, ele me disse ter ouvido que o namoro tinha acabado.</p>

<p>"Quando, ontem?", eu perguntei. "Não, há duas semanas", disse ele. "Mas como o jantar já estava marcado há muito tempo, pegaria mal desmarcar em cima da hora".</p>

<p>"Como assim???", eu reagi. Haja cortesia e sangue frio para conseguir sustentar as aparências sem demonstrar uma gota de sentimento. </p>

<p>E não deu para perceber nada, juro. Como por aqui as manifestações de afeto entre casais são mais contidas, o fato de eles não terem trocado abraços e estalinhos durante o jantar não levantou qualquer suspeita.</p>

<p>Muitos ingleses são assim. Seguem os manuais de boas maneiras à risca. Não que isso seja um defeito, pelo contrário. Eu mesma já aderi a muitos desses hábitos, só acho que poderiam ser mais relaxados e aceitar os imprevistos da vida.</p>

<p>Nessas horas é que eu vejo que continuo mais brasileira do que nunca...<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Fernanda Nidecker 
Fernanda Nidecker
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/06/os_ingleses_e_os_manuais_de_bo.shtml</link>
	<guid>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/06/os_ingleses_e_os_manuais_de_bo.shtml</guid>
	<category>london</category>
	<pubDate>Mon, 02 Jun 2008 15:45:22 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Em defesa das galinhas</title>
	<description><![CDATA[<p>A intensa campanha dos <em>celebrity-chefs</em> para mudar os hábitos alimentares do britânicos ganhou um novo capítulo neste início de ano.</p>

<p>Depois de revolucionar o cardápio das escolas públicas – que deixaram de servir frituras e hoje optam por refeições mais saudáveis - Jamie Oliver começou 2008 com uma proposta que visa “desafiar os britânicos a refletirem antes de comer”. </p>

<p><img alt="frangos203.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/frangos203.jpg" width="203" height="152" /></p>

<p>Em vez dos tradicionais programas em que aparece muito à vontade brincando com ingredientes que, num passe de mágica, viram pratos requintados, o chef resolveu levar um drama às telas: a triste e breve vida dos frangos criados em confinamento (<em>battery chicken</em>, em inglês).</p>

<p>A camanha ganhou o apoio de Hugh Fearnley-Whittingstall, outro chef famoso por aqui. Juntos, eles mostraram como os frangos, com tempo médio de vida de 40 dias, ficam trancados em galpões, amontoados uns nos outros, 24 horas por dia. </p>

<p>Por não poderem circular livremente, muitas aves desenvolvem problemas de articulação e mal conseguem sair do lugar. Tudo o que fazem é comer, beber e defecar. E o contato permanente com as fezes muitas vezes causa ferimentos nos pés das aves. </p>

<p>Com a campanha, os chefs pretendem convencer os consumidores a comprarem apenas <em>free-range chicken</em>, que são os frangos criados soltos pela granja, livres para se locomover.</p>

<p>Mesmo sendo mais caros, dizem eles, a carne <em>free-range</em> é mais saborosa e o consumidor estará “respeitando o bem-estar dos animais que crescem e são mortos para nos alimentar”. </p>

<p>A iniciativa foi abraçada por instituições como a Sociedade Real para a Prevenção dos Animais, que criou uma petição online no <a href="http://supportchickennow.co.uk ">supportchickennow.co.uk </a>para pressionar supermercados e restaurantes a reduzirem a compra de frangos criados em confinamento. </p>

<p>O esforço parece estar dando resultados. Essa semana, diversos jornais publicaram matérias comentando o aumento considerável na venda de <em>free-range chicken</em>. </p>]]></description>
         <dc:creator>Fernanda Nidecker 
Fernanda Nidecker
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/01/em_defesa_das_galinhas.shtml</link>
	<guid>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/01/em_defesa_das_galinhas.shtml</guid>
	<category>london</category>
	<pubDate>Fri, 25 Jan 2008 16:05:04 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Estranhezas da culinária britânica</title>
	<description><![CDATA[<p>Já faz algum tempo que eu me pergunto se algumas esquisitices da culinária britânica são relativamente recentes ou se carregam uma longa história por trás.</p>

<p>Acabei descobrindo uma pesquisa da University of Wales Institute, que diz ter identificado alguns dos pratos mais antigos de que se tem registro na Grã-Bretanha. </p>

<p>Dizem os pesquisadores que a receita mais antiga do país data do ano 6.000 a.C. e atende pelo nome de <em>nettle pudding</em>, uma espécie de pastelão de ervas, feito à base de urtiga, farinha de cevada, água, cebolinha e outras ervas. Para dar um gostinho, uma pitada de sal. O nettle pudding era cozido a vapor, embrulhado num pano.</p>

<p><img alt="marmite.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/marmite.jpg" width="203" height="152" /></p>

<p>A gostosura, que me pareceu mais um “pastelão de mato”, costumava acompanhar outro prato tanto quanto exótico: ouriço assado com ensopado de peixe defumado, bacon e leite (1 litro!). </p>

<p>Se nos dias de hoje o ouriço caiu de moda, deixou de herança uma série de outras receitas e ingredientes muito populares e de gosto um tanto duvidoso, como o <em>Marmite</em>.</p>

<p>Antes de mais nada, tenho que admitir que eu também já tive a minha fase (quem não teve?) de passar no meu pão esta pasta preta salgada feita à base de extrato de levedura e que faz parte da mesa dos ingleses desde o início do século passado.</p>

<p>Em matéria de <em>Marmite</em>, ou você ama ou você odeia. É 8 ou 80, não tem meio termo.</p>

<p>E cá pra nós, tudo bem que gosto não se discute, mas até agora eu não consegui entender como alguém consegue comer <em>haggis</em>, umas tripas recheadas com coração, fígado e pulmão de carneiro ou de porco.</p>

<p><img alt="haggis203.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/haggis203.jpg" width="203" height="152" /></p>

<p>Segundo manda a tradição escocesa, os ingredientes devem ser cozidos dentro do estômago do animal, mas com o passar dos séculos e com a produção em larga escala, o <em>haggis</em> acabou ganhando a forma dos outros embutidos.</p>

<p>O <em>haggis</em> pode ser apreciado a qualquer hora do dia, (até de manhã!?), como parte do famoso <em>Full English Breakfast</em>, o café da manhã inglês, que vem com baked beans (feijão com molho de tomate), bacon, ovo frito, lingüiça e champignon. </p>

<p>E aí, vai encarar?</p>]]></description>
         <dc:creator>Fernanda Nidecker 
Fernanda Nidecker
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2007/10/post_8.shtml</link>
	<guid>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2007/10/post_8.shtml</guid>
	<category>london</category>
	<pubDate>Tue, 16 Oct 2007 15:36:09 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Viúvas do cricket</title>
	<description><![CDATA[<p>Como tudo na vida tem dois lados, não posso negar que, de certa forma, fui beneficiada pelo verão chuvoso de Londres, principalmente aos domingos. É que na Inglaterra, domingo é dia de jogar cricket, esporte criado pelos ingleses e que, fora daqui, é difundido nas ex-colônias britânicas. </p>

<p>Namoradas e esposas deixam de ser prioridade nesses dias, a menos que sejam formalmente convidadas para participar do “Ladies day”. Mas como nada é de graça, fica por conta das “ladies”, a confecção do famoso “afternoon tea”, com chá preto e sanduíches para alimentar os jogadores no intervalo do jogo. </p>

<p>Os expectadores se servem depois. Já se criou até uma categoria para as mulheres dos jogadores, na qual me incluo: “cricket widow”, o equivalente a “viúvas do cricket” em português, para designar aquelas que não têm o prazer da companhia de seus maridos ou namorados durante os domingos ensolarados de verão. </p>

<p><img alt="cricket203.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/cricket203.jpg" width="203" height="270" /></p>

<p><br />
No meu caso ainda é pior porque, além de jogador, meu marido ainda é o capitão! Isto requer telefonemas durante a semana (que se acentuam no sábado à noite) para montar o time, e a anotação, num livro de capa dura, de todas as informações da partida após o seu término. </p>

<p>Os ingleses, em geral, são apaixonados por cricket. Basta começar a temporada, lá pra meados de abril, eles se reúnem nos pubs ou em casa e passam cerca de cinco horas e meia (em média, é esta a duração da partida) regadas a cerveja em frente à televisão.</p>

<p>Além de atrair milhares de expectadores, o esporte também motivou a formação de várias equipes amadoras, que dedicam o domingo ou o sábado (inteiros) a sua prática.</p>

<p>O cricket é jogado ao ar livre e requer que o campo esteja seco para que a bolinha dê uma “quicada” perfeita ao ser lançada pelo “bowler” (o arremessador). Portanto, domingo de chuva não tem cricket. </p>

<p>Se está chovendo eles ficam em casa, e eis o grande paradoxo, já que o mau tempo não permite o melhor programa do verão inglês: piquenique no parque e passeios à beira do Tâmisa. Então o jeito é ficar em casa e rezar para ele conceder umas horinhas da TV antes ou depois da transmissão do cricket começar.</p>

<p>Com o fim do verão, a temporada do cricket se encerra neste domingo, dando início à do rugby e do futebol. A disputa pela TV continua.<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Fernanda Nidecker 
Fernanda Nidecker
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2007/09/viuvas_do_cricket.shtml</link>
	<guid>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2007/09/viuvas_do_cricket.shtml</guid>
	<category>london</category>
	<pubDate>Fri, 21 Sep 2007 16:32:38 +0000</pubDate>
</item>


</channel>
</rss>

 