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<title>
London Talk
 - 
Carolina Oliveira
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<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/</link>
<description>Novidades, curiosidades sobre o cotidiano na capital britânica.</description>
<language>pt</language>
<copyright>Copyright 2013</copyright>
<lastBuildDate>Fri, 10 Apr 2009 18:53:32 +0000</lastBuildDate>
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	<title>&quot;E esse tempo, hein?&quot;</title>
	<description><![CDATA[<p>Quem já não passou meia hora conversando com um estranho em uma festa, para depois perceber que, no final das contas, não passou de conversa fiada e nada muito interessante foi falado ou descoberto?</p>

<p>Aqui em Londres uma coisa que se respeita muito é o espaço de cada indivíduo. Sendo assim, conversas com estranhos podem ser um pouco limitadas a assuntos mais superficiais. Conversas do tipo "Então, o que você faz?", "Há quanto tempo está morando em Londres?" e outras trivialidades impessoais estão sempre no cardápio social.</p>

<p>Com o objetivo de reeducar as pessoas na Arte da Boa Conversa, a School of Life, em Londres, organiza jantares em restaurantes bacanas com direito a três pratos, vinho e um cardápio de conversas. <span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="conversationmenu_blog.gif" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/conversationmenu_blog.gif" width="310" height="200" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>Eu, curiosa, fui conferir. Sentei em uma mesa com uma senhora escritora, um organizador de festas e um menino muito perdido, recém-chegado da África do Sul.</p>

<p>Para cada prato, o cardápio de conversas sugere um tema e várias perguntas para começar o papo, com a seguinte instrução: "Pergunte coisas que você realmente quer saber. Arrisque no que você está disposto a dividir com a pessoa. Diga coisas que nunca disse antes. Ouça com compaixão e a cabeça aberta."</p>

<p>O primeiro prato foi acompanhado, já de cara, por uma conversa bem pessoal, sobre família e como a infância influenciou a vida de cada um. </p>

<p>Durante o prato principal, conversamos sobre o amor, sobre como o medo pode ser um grande incentivador, sobre sonhos não concretizados, e até sobre vermes (sim, vermes - não me pergunte como!). </p>

<p>A sobremesa foi mais descontraída. Recebemos alguns cartões-postais com diversas cenas e tínhamos que imaginar o que estava acontecendo em cada um deles e que tipo de conversa os personagens poderiam estar tendo em cada cena.</p>

<p>Foi uma experiência enriquecedora e as conversas que tive pareceram fluir muito naturalmente. Poderia ser assim sempre.</p>

<p>Agora, toda vez que o assunto 'tempo' (o favorito nas terras da Rainha) aparece na conversa, lembro do menu. Pode ser que esteja perdendo a oportunidade de aprender algo fascinante ou fazer uma boa amizade.<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Carolina Oliveira 
Carolina Oliveira
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/04/e_esse_tempo_heim.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Fri, 10 Apr 2009 18:53:32 +0000</pubDate>
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	<title>Dança do Carrinho de Chá</title>
	<description><![CDATA[<p>Já sei o que você deve estar pensando... Mas não. Não é uma nova dança de pagode, nem de axé. Muito pelo contrário... acho que, na escala de 'sensualidade', essa dança fica bem mais perto do zero - diria que quase abaixo, dependendo do dançarino.</p>

<p>A Tea Trolley Dance, como é conhecida em inglês, foi inventada por Sally Child, uma 'lady' inglesa bem tímida e com voz suave, mas que se transforma na pista de dança com vestidos mega-coloridos e rodados. O lema por trás dessa dança, segundo Sally, é: 'se vale a pena dançar uma dança, vale a pena dançá-la mal'.<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="teatrolley203.gif" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/teatrolley203.gif" width="203" height="152" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>Foi ela quem me recebeu quando cheguei no 'Baile Dourado de Tea Trolley Dance' no último sábado. Com um cálice de vinho quente na mão, ela me levou a uma mesa onde estavam inúmeros papeizinhos dourados, cada um com um nome: Tarzan, Tamzin, Tia, Tyrone, Talullah, Tinkerbell... eram os nomes dos carrinhos de chá. Escolhi o carrinho Tinkerbell para ser meu par.</p>

<p>A noite começou com uma demonstração da dança. Sally e uma assistente, com seus carrinhos em mãos, mostravam como se dança a dança. Cada passo, batizado com um nome de bolo ou doce, era imitado pelo grupo e seguido por muitas risadas, pois parece que a idéia era dançar mal mesmo e levar tudo na brincadeira.</p>

<p><a href="https://nontonwae.pages.dev/portuguese/pop/081125_video_teatrolley_pop.shtml">Só assistindo ao vídeo para se ter uma idéia da coisa toda.</a></p>

<p>E depois da demonstração, o baile começou regado a muito chá preto com leite e vinho quente. Foi uma noite muito engraçada, que só podia ser fruto da discreta excentricidade inglesa. Fiquei pensando se a 'dança do carrinho de chá' emplacaria no Brasil... será?</p>]]></description>
         <dc:creator>Carolina Oliveira 
Carolina Oliveira
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/11/danca_do_carrinho_de_cha.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 16:38:15 +0000</pubDate>
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	<title>Alguns segundos de &apos;fama&apos;</title>
	<description><![CDATA[<p>Acho que a maioria das pessoas, em algum momento na vida, já pensou ou sonhou em aparecer nas telas de cinema. Bom, eu certamente já (quando era criança, queria ser três coisas: astronauta, manicure e atriz. Que bom que a gente cresce!).</p>

<p>Mas voltando ao assunto, na sexta-feira passada, realizei esse desejo não tão secreto de aparecer na 'telona'. Ok, não foi tão glamouroso como nos meus sonhos, mas... Fui figurante de um filme, que está sendo filmado aqui em Londres, sobre a vida de imigrantes brasileiros aqui, que conta a história do Jean Charles, aquele brasileiro que foi morto pela polícia no metrô de Londres.</p>

<p>A cena era de uma festa, e o clima na gravação não deixava para menos. Apesar de não saber se a câmera focou ou não em mim, adorei a experiência.</p>

<p>Infelizmente, não conheci o Selton Mello, que faz o papel principal no filme (confesso que fui mais para conhecê-lo do que qualquer outra coisa), mas conheci outras pessoas superinteressantes. Foi uma noite de sexta-feira bem diferente.</p>

<p>Aqui em Londres conheço algumas pessoas que trabalham como figurantes no tempo livre. É uma maneira de ganhar um dinheirinho e ainda aparecer na TV ou no cinema. </p>

<p>Eu não fiz por dinheiro, mas gostei tanto que na próxima segunda-feira vou repetir a dose. A produção do filme está trazendo o Sidney Magal para fazer um show em Londres, vai ser uma das cenas. E para quem gostou da idéia, e quiser aparecer no show, que é grátis... vai ser dia 08/09 (segunda-feira), das 18h às 23h, no Clapham Grand, 21-25 St John's Hill, SW11 1TT. E acho que dessa vez o Selton vai estar lá.</p>]]></description>
         <dc:creator>Carolina Oliveira 
Carolina Oliveira
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/09/alguns_segundos_de_fama.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 16:09:29 +0000</pubDate>
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	<title>London Freeze</title>
	<description><![CDATA[<p>Na quarta-feira pela manhã um amigo me mandou esse link:</p>

<p><a href="http://www.londonfreeze.org/">http://www.londonfreeze.org/</a></p>

<p>Ali diz, "Prepare uma pose para o London Freeze, 30 de abril 2008, estação de Liverpool Street, 18:24 - 18:28. Espalhe".</p>

<p>Não entendi muito bem, mas percebi que era um chamado para algo parecido com os "flash mobs", em que um grupo de pessoas se encontra de repente em um lugar, faz alguma ação meio estranha e sem sentido aparente por alguns minutos (como guerra de travesseiros, aplausos, ou até uma 'festa' em que cada pessoa dança ao som de seu iPod) e depois se dispersa rapidamente.</p>

<p>As pessoas ficam sabendo dessas intervenções por links ou e-mails, como este do London Freeze, que são repassados de amigo para amigo.</p>

<p>Fomos então, eu e a Ilana Rehavia, armadas com câmeras de vídeo, para ver o que ia acontecer na estação de Liverpool Street.</p>

<p>Chagando lá, já dava para sentir um certo clima de expectativa no ar. O saguão da estação estava lotado de gente de olho no relógio e vários curiosos com câmeras a postos, só esperando o ponteiro chegar no 18:24.</p>

<p>Chegou. De repente dezenas de pessoas viraram estátuas. Criatividade é o que não faltou nas escolhas das poses.<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="freeze203.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/freeze203.jpg" width="203" height="152" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>O mais engraçado foi ver as reações dos que ficaram de fora da brincadeira, sem a menor idéia do que estava acontecendo ali.</p>

<p>Às 18:28 em ponto, os que estavam congelados descongelaram e a estação foi inundada por uma salva de palmas.</p>

<p>Foi surreal.</p>

<p><a href="https://nontonwae.pages.dev/portuguese/pop/080502_video_freeze_pop.shtml">Assista aqui ao vídeo.</a></p>]]></description>
         <dc:creator>Carolina Oliveira 
Carolina Oliveira
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/05/london.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Fri, 02 May 2008 15:28:42 +0000</pubDate>
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	<title>Caminhando nas nuvens</title>
	<description><![CDATA[<p><img alt="gormley_field203.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/images/gormley_field203.jpg" width="203" height="152" /> O meu primeiro encontro com os trabalhos do artista Britânico Antony Gormley foi em 1996, quando vi 'Field for the British Isles' na Hayward Gallery. Uma multidão de quarenta mil mini-figuras de argila, cada uma feita por um habitante da cidade de St. Helen, na Inglaterra. Umas mais altas, outras mais gordinhas, com tons variados de marrom-argila – diversidade quase humana. Todas elas olhando para nós, visitantes, como se fossemos parte de um show, e elas a platéia. <a href="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/images/Gormley1b.shtml" onclick="window.open('https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/images/Gormley1b.jpg','popup','width=500,height=528,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false">Veja foto</a></p>

<p>Foi também o meu primeiro contato com a arte contemporânea. Lembro que saí da exposição encantada.</p>

<p>Desde então nunca mais tinha visto um trabalho do Gormley que me tocasse tanto. Isso até uns 10 dias atrás, quando estava passando pela ponte de Waterloo e notei uma estátua no topo do prédio do National Theatre.</p>

<p>E notei outra. E outra. E outra. Apareceram de um dia para o outro. Mágico. (Dizem que muitas pessoas ligaram para o serviço de emergência aqui em Londres, pensando que as estátuas eram reais e que estavam a ponto de pular.) <br />
<img alt="gormley203.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/images/gormley203.jpg" width="203" height="152" /></p>

<p>Gormley colocou estátuas nuas e solitárias dele mesmo no alto de vários prédios perto do Southbank Centre, no centro de Londres. Entitulado 'Event Horizon', o trabalho terá ao todo 31 estátuas espalhadas em cima de prédios e pontes (tem uma na Waterloo bridge também). Mas nem todas estão de pé ainda. Então cada dia que passo pela ponte eu ‘brinco’ de achar uma que ainda não tenha visto. O trajeto de ônibus para o trabalho fica bem mais interessante. Recomendo.</p>

<p>Outro detalhe legal é que todas as estátuas estão olhando em direção à Hayward Gallery, onde Gormley está expondo seus novos trabalhos. E se eu já tinha ficado impressionada com as estátuas na rua, a exposição me deixou de queixo caído. </p>

<p>Um dos trabalhos em 'Blind Light', é um cubo transparente cheio de uma nuvem de luz branca, em que os visitantes podem entrar. <img alt="gormleyfoto5VALE.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/images/gormleyfoto5VALE.jpg" width="310" height="152" />  Lá dentro, só se enxerga o que está a menos de dois palmos de distância, o resto é branco. E úmido. Totalmente desnorteante, mas muito engraçado. Especialmente quando, de repente, você dá de cara com algum outro 'perdido-na-nuvem'. E para achar a saída? No meu caso, só depois de uma volta inteira pelo cubo, com a parede transparente servindo de guia, e tendo que ver as pessoas do lado de fora olhando e rindo da cena. </p>

<p>Não vou falar do resto da exposição para não estragar a surpresa. Só digo que achei os trabalhos lindos e super acessíveis. E com certeza vão impressionar quem for conferir, de um jeito ou de outro. </p>

<p><a href="https://nontonwae.pages.dev/portuguese/pop/070523_video_gormley_pop.shtml">Veja a reportagem.</a></p>

<p>'Blind Light' fica na <a href="http://www.haywardgallery.org.uk/">Hayward Gallery</a> até dia 19 de agosto. Segunda-feira o ingresso é a metade do preço, e é bom chegar cedo para evitar as filas.</p>]]></description>
         <dc:creator>Carolina Oliveira 
Carolina Oliveira
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/london/2007/05/caminhando_nas_nuvens_1.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Wed, 23 May 2007 11:39:27 +0000</pubDate>
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