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Blog do Editor
 - 
Iracema Sodre
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<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/</link>
<description>O comando da BBC Brasil discute grandes temas internacionais, mídia e o jornalismo da BBC.</description>
<language>pt</language>
<copyright>Copyright 2010</copyright>
<lastBuildDate>Thu, 01 May 2008 22:01:04 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Eleições &apos;coloridas&apos; em Londres</title>
	<description><![CDATA[<p>Foi a primeira vez que a população se envolveu tanto numa eleição para prefeito em Londres. O voto não-obrigatório e as rígidas regras que limitam a propaganda eleitoral impediram que a cidade fosse engolida pelo carnaval das campanhas que é feito no Brasil e em outros países. <br />
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="candidates_pa_body203_203x152.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/candidates_pa_body203_203x152.jpg" width="203" height="152" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>Mas, desta vez, os três principais candidatos eram considerados personagens interessantes ou "colourful", como diria a mídia daqui, e a disputa foi apertada. </p>

<p>O atual prefeito, Ken Livingstone, do partido Trabalhista (centro na foto), não perde oportunidade de se meter em uma polêmica. A minha preferida foi a luta dele contra os pombos de Trafalgar Square, bem no centro de Londres. Ele chamou os bichos de ratos com asas, enfurecendo os muitos habitantes da cidade que alimentam os pombos com farelos de pão e os tratam como parte da família.</p>

<p>Ele também enfrentou os críticos e colocou em prática o "congestion charge", uma taxa de cerca de R$ 25 paga por carros que circulam no centro e no oeste da capital e que tem como objetivo desafogar as ruas engarrafadas de Londres.</p>

<p>Ken também fala o que vem à cabeça. Mesmo que depois tenha que desdizer o que disse antes, sem perder a pose jamais.</p>

<p>Seu principal opositor nas urnas, Boris Johnson, do partido Conservador (à direita na foto), é quase uma celebridade local. Ele estudou nos tradicionalíssimos Eton College e Universidade de Oxford, já apresentou programas de televisão, editou uma revista e é especialista em gafes, como diriam seus críticos.</p>

<p>Declarações ofensivas de Boris conseguiram irritar cidades inteiras, como Portsmouth ("cidade cheia de drogas, obesidade e parlamentares trabalhistas"); Liverpool (ao dizer que a população teve uma reação exagerada quando um conterrâneo foi morto por rebeldes iraquianos); o famoso chef Jamie Oliver ("eu me livraria dele") e o governo de Papua Nova Guiné ("por dez anos, nós conservadores nos acostumamos a orgias de canibalismo e matança de líderes ao estilo de Papua Nova Guiné"). </p>

<p>O terceiro candidato com mais chances, entre os dez que estavam concorrendo, é o liberal democrata, ex-chefe da polícia e homossexual assumido, Brian Paddick (à esquerda na foto).</p>

<p>Em 2002, ele foi acusado por um ex-namorado de ser usuário de maconha. Paddick foi afastado do cargo enquanto as alegações eram investigadas, mas centenas de pessoas foram às ruas para pedir a volta dele. Ele foi inocentado das acusações.</p>

<p>Em 2005, ele brigou com o chefe da polícia londrina, Sir Ian Blair, por causa da maneira como o caso da morte de Jean Charles de Menezes foi conduzido.</p>

<p>Inegavelmente, era uma eleição de personalidades fortes e muita excentricidade que mexeu com a cidade. Pena que eu não tenho passaporte britânico para poder votar...<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Iracema Sodre 
Iracema Sodre
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2008/05/eleicoes_coloridas_em_londres.shtml</link>
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	<pubDate>Thu, 01 May 2008 22:01:04 +0000</pubDate>
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	<title>Minha maratona por Londres</title>
	<description><![CDATA[<p>Domingo foi o dia da maratona de Londres e enquanto milhares de pessoas corriam - umas para levantar dinheiro para caridade, outras se preparando para as Olimpíadas de Pequim ou por pura diversão - eu começava a minha maratona particular.</p>

<p><img alt="londonmarathon.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/londonmarathon.jpg" width="300" height="166" /></p>

<p>Tive a infeliz idéia de fazer compras nesse dia em que tudo estaria obviamente um caos, já que a largada é em frente à minha casa, em Blackheath, no sudeste de Londres.</p>

<p>Esperei umas duas horinhas depois do início do evento e fui de ônibus – uma viagem de cinco minutos – até Lewisham, onde ia gastar meu dinheiro.                                                 </p>

<p>Pensei comigo mesma: “Dei sorte. Consegui chegar rápido, daqui a pouco estou de volta para o almoço”. Ledo engano. Meu tour involuntário de mais de uma hora pela cidade estava prestes a começar. </p>

<p>Quando estava a três pontos da minha casa, o ônibus da volta, o 108, deu uma virada inesperada para o lado oposto ao que ele deveria ir e seguiu sem parar por quase um quilômetro.</p>

<p>Eu, com preguiça de andar carregando sacolas pesadas, fui falar com o motorista. Perguntei o que tinha acontecido.  “Diversion, darling” (Desvio, querida), respondeu ele. E eu: “Mas depois você vai voltar para cá?” Ele assentiu com a cabeça.</p>

<p>Claro que ele não voltou. O tempo foi passando e eu reconhecia cada vez menos os arredores. O pânico foi tomando conta de mim. E não só de mim. Tinha uma velhinha inglesa, com uma expressão de terror no rosto, perguntando em voz alta, mas para si mesma aparentemente, onde o motorista estava indo e alguns adolescentes discutiam se o ônibus ia ou não para o destino deles. </p>

<p>Eu perguntava para o motorista sobre o meu caminho e ele me ignorava solenemente. Olhava para a frente, como se não houvesse ninguém ali.</p>

<p>Depois de 40 minutos, estava eu no ponto final em Stratford, no leste da cidade, cheia de sacolas. Peguei outro ônibus (lotado) da mesma rota para voltar, numa viagem de outros quarenta minutos da mais pura felicidade, só que desta vez, pelo menos, o motorista era uma pessoa decente.</p>

<p>Ele avisava as pessoas durante o caminho que havia mudanças na rota por causa da maratona, dizia que não ia passar por tais lugares, explicava que determinado ponto era o mais perto que ele ia chegar de tal bairro etc. </p>

<p>Antes desta maratona, eu já preferia os trens e o metrô de Londres aos ônibus. Agora, então…</p>]]></description>
         <dc:creator>Iracema Sodre 
Iracema Sodre
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2008/04/minha_maratona_por_londres_1.shtml</link>
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	<category></category>
	<pubDate>Mon, 14 Apr 2008 17:02:41 +0000</pubDate>
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<item>
	<title>Entre a cruz e a caldeirinha</title>
	<description><![CDATA[<p>Na hora de ter filho, os brasileiros que vivem em Londres têm duas opções, nenhuma exatamente ideal. Podemos escolher ter o bebê no Brasil, um dos países onde mais se faz cesáreas no mundo, ou na Grã-Bretanha, onde se desencoraja a cirurgia mesmo quando a operação pouparia sofrimento.</p>

<p>Eu tive sorte. Meu parto, no Queen Elizabeth Hospital, em Londres, foi normal, sem anestesia (logo com muita dor), mas também sem traumas. Infelizmente, a experiência de muitas brasileiras que optam por ter seus filhos por estas bandas – ou são forçadas pelas circunstâncias - nem sempre é tão tranqüila.</p>

<p><img alt="babynhs.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/babynhs.jpg" width="308" height="208" /></p>

<p>Aqui mesmo, na redação da BBC Brasil, há histórias de partos complicados, que deixaram cicatrizes e memórias ruins, e que poderiam ter sido evitadas.</p>

<p>Entre os brasileiros, a fama do NHS, o sistema público de saúde britânico, é de que o tratamento nos hospitais é frio, as parteiras forçam a barra para que o parto seja normal e você, muitas vezes, não tem controle algum sobre o que vai acontecer.</p>

<p>Na minha opinião, várias das críticas são pertinentes. Só que a situação no Brasil, mesmo nos hospitais particulares, também não é essa maravilha toda, como algumas pessoas querem acreditar. Pelo menos não para quem gostaria de ter parto normal.</p>

<p>Várias amigas minhas, no Rio, São Paulo ou Brasília, escolheram obstetras que se diziam pró-parto normal e prometeram que fariam de tudo para evitar a cesárea, mas nunca as prepararam com dicas básicas sobre respiração, informação sobre os tipos de anestesia disponíveis e suas conseqüências, as fases do trabalho de parto etc.</p>

<p>E, no fim, adivinhem? Cesárea, claro. Rende mais para os médicos e anestesistas, é rápido e conveniente. Muitas vezes, as justificativas para a cirurgia (as pessoas esquecem, mas a cesárea é uma baita cirurgia) são completamente infundadas. </p>

<p>Então, para usar um ditado das antigas, estamos entre a cruz e a caldeirinha. Qual vocês preferem?<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Iracema Sodre 
Iracema Sodre
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2008/04/entre_a_cruz_e_a_caldeirinha.shtml</link>
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	<category></category>
	<pubDate>Thu, 10 Apr 2008 15:38:52 +0000</pubDate>
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<item>
	<title>Uma obsessão e o apartamento multimilionário</title>
	<description><![CDATA[<p>Os britânicos admitem que, por aqui, ter a sua própria casa ou apartamento é uma obsessão nacional. </p>

<p>As vitrines das agências imobiliárias (aparentemente há uma em cada esquina. Só no “village” onde eu moro são quase dez) vivem cheias de gente olhando as fotos e os detalhes das propriedades, que para os padrões brasileiros são ridiculamente caras.</p>

<p>Na grande Londres, o preço médio das propriedades colocadas à venda é de 356 mil libras (quase R$ 1,2 milhão). E isso porque no último trimestre houve uma queda de 5,7%. </p>

<p>Mas, graças a uma economia forte e uma certa facilidade de se conseguir crédito, as pessoas continuam comprando casas. E reformando. E vendendo. E comprando casas de praia.</p>

<p><img alt="Park-view.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/Park-view.jpg" width="350" height="203" /></p>

<p>Nos últimos anos, a grande moda é investir no exterior. Há tantos britânicos dispostos a gastar suas libras comprando casas no sul da França, da Espanha, de Portugal ou onde quer que o sol brilhe, que os mercados nesses lugares acabaram ficando inflacionados também.</p>

<p>Agora, eles tentam descobrir lugares com “potencial”, onde os preços ainda têm para onde subir, como Croácia, Romênia…</p>

<p>A obsessão é refletida nos programas de televisão: Escape to the Country; Changing Rooms; Homes Under the Hammer; Relocation, Relocation; A Place in the Sun; Property Ladder. E estes são apenas alguns dos que eu me lembro, assim, de cabeça.</p>

<p>Agora, parece que Londres também vai ter o apartamento mais caro do mundo. O candidato é a cobertura de um prédio que está em construção e que, além da vista envidraçada para o Hyde Park, deve contar com ar purificado, “panic rooms” (onde os endinheirados podem se proteger em situações de risco) e janelas à prova de balas.</p>

<p>Nos prédios do One Hyde Park, com conclusão prevista para 2010 (Simulação na foto acima), vai haver um spa, quadras de squash e uma sala exclusiva para degustação de vinhos.</p>

<p>E o preço da cobertura, especula-se, pode chegar à bagatela de 100 milhões de libras. Perto de meio bilhão de reais. Haja dinheiro.<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Iracema Sodre 
Iracema Sodre
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2008/03/uma_obsessao_e_o_apartamento_m.shtml</link>
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	<category></category>
	<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 15:42:36 +0000</pubDate>
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<item>
	<title>Em meio a arranha-céus, as fazendas</title>
	<description><![CDATA[<p>A primeira que eu vi me pegou desprevenida. Eu estava fazendo uma caminhada do Parque de Greenwich (por onde passa o famoso meridiano que marca a longitude zero do nosso globo terrestre) até a região de Canary Wharf - o segundo maior centro financeiro e de negócios de Londres - quando me deparei com vacas, cavalos, carneiros, galinhas e até lhamas. Era a fazenda urbana de Mudchute. Urbana mesmo, bem no meio de uma das maiores metrópoles do mundo.</p>

<p><img alt="mudchute.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/mudchute.jpg" width="220" height="300" /></p>

<p>Ali, ao lado de prédios que estão entre os mais altos da Europa, a comunidade local administra o parque, onde ficam os animais, e um centro eqüestre, além de organizar passeios escolares e receber visitantes, sem cobrar nada (mas aceitando doações, claro). </p>

<p>É um programa ótimo para quem, como eu, tem filhos pequenos. Melhor ainda porque há mais de 17 destas fazendas urbanas espalhadas por Londres, ou seja, grandes chances de haver uma razoavelmente perto de casa, se você mora na cidade. Em toda a Grã-Bretanha, são cerca de 60.</p>

<p><img alt="mudchute2.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/mudchute2.jpg" width="300" height="225" /></p>

<p>A pioneira foi a de Kentish Town, no norte de Londres, criada em 1972, que teve inspiração em fazendas holandesas voltadas para crianças e também no movimento de jardins comunitários que ganhou espaço nos Estados Unidos, nos anos 60.</p>

<p>O objetivo é nobre: permitir que pessoas essencialmente urbanas - os chamados ‘urbanóides’, como essa que vos escreve - que dificilmente visitariam zonas rurais, tenham a oportunidade de interagir com animais e plantações. </p>

<p>Os administradores das fazendinhas também querem que as crianças aprendam a ligar o que elas vêem durante a visita com o que chega a seus pratos em casa todos os dias, além de estimular o interesse pela preservação da natureza.</p>

<p>Uma aula, ao vivo, que certamente vale a pena.</p>]]></description>
         <dc:creator>Iracema Sodre 
Iracema Sodre
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2008/02/em_meio_a_arranhaceus_as_fazen_1.shtml</link>
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	<category></category>
	<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 14:48:38 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>A moda do &apos;Boyzilian&apos;</title>
	<description><![CDATA[<p>A marca Brasil continua a ganhar espaço aqui no exterior. Mas dessa vez não há produto nem serviço sendo exportado. Simplesmente, o nome do nosso país é mais uma vez associado a uma conotação sexual/estética. </p>

<p>Seguindo a onda iniciada com a já famosa ‘Brazilian wax’, aquele tipo de depilação que não deixa quase nada para trás e caiu no gosto das estrangeiras (o método ganhou fãs entre as ricas e famosas e virou até verbete de dicionário britânico), agora parece que a técnica conquistou também o contingente masculino. </p>

<p>Mais uma vez, quem levantou a questão, talvez até sem querer, foi David Beckham. </p>

<p><img alt="1112_beckham_sp_lg.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/1112_beckham_sp_lg.jpg" width="445" height="330" /> (Foto publicitária)</p>

<p>O ex-galático e atual meio-campista do Los Angeles Galaxy estrelou uma campanha de roupas íntimas de um estilista famoso e a pose pouco sutil que estampou outdoors e páginas de revistas gerou a especulação sobre se ele tinha se rendido ao método de depilação louvado publicamente pela esposa, Victoria Beckham. </p>

<p>Se ele fez mesmo, não tenho idéia, mas o fato é que o ‘Boyzilian’ (o equivalente do Brazilian wax para o público masculino, como não podia deixar de ser) virou moda aqui por estas bandas.</p>

<p>Mereceu até matéria no prestigioso jornal <em>The Guardian</em>. Segundo a reportagem, a técnica faz sucesso entre gays e heterossexuais e há homens pagando até 120 libras - o equivalente a absurdos 410 reais - para se livrar dos pêlos íntimos no spa da Harrods, a chiquérrima loja de departamentos de Knightsbridge.</p>

<p>A dona de um salão especializado em depilação íntima de Upminster, no leste de Londres, disse ao <em>Guardian</em> que atende mais homens que mulheres: “Ele vêm de todas as classes sociais e profissões – contadores,  banqueiros, professores, boxeadores, modelos – mas notei que a maioria dos meus clientes trabalha na construção civil”.</p>

<p>Com toda essa moda, fico eu aqui pensando...será que no Brasil os homens já se renderam também?<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Iracema Sodre 
Iracema Sodre
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2008/02/a_moda_do_boyzilian_1.shtml</link>
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	<category></category>
	<pubDate>Wed, 20 Feb 2008 15:50:39 +0000</pubDate>
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