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<title>
Direto dos EUA
 - 
Bruno Garcez
</title>
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<description>Um enfoque diferente sobre fatos que marcam a vida na maior potência mundial.</description>
<language>pt</language>
<copyright>Copyright 2013</copyright>
<lastBuildDate>Sat, 26 Sep 2009 17:39:37 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Rio x Chicago...Lula x Obama</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="lulahonduras.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/eua/lulahonduras.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-none" style="" /></span>O Brasil vai a campo com um craque e aquele que é talvez hoje seu maior garoto propaganda.</p>

<p>Os Estados Unidos nem pretendiam convocar o seu craque, que ia ficar em casa treinando para outras partidas. Mas de última hora, confirmou-se que ele vai participar da disputa.</p>

<p>E contarão também sua esposa, uma senhora notória por sua elegância, eloquência e braços dignos de uma atleta. </p>

<p>E a disputa tem ares de amistoso, mas um título honroso está em jogo, o de sediar os Jogos Olímpicos de 2016.</p>

<p>O Brasil, como bem lembrou o presidente-garoto-propaganda durante entrevista coletiva concedida em Pittsburgh, após a conclusão da cúpula do G20, nunca sediou nenhuma Olimpíada. </p>

<p>Já os Estados Unidos, recorda o mesmo, já foi sede de 4 Jogos Olímpicos e de 4 Jogos de Inverno. </p>

<p>Um placar de 8 x 0 pede um reforço. E é o que o Brasil se propõe a fazer, escalando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua esposa, dona Marisa, para acompanhar o sorteio em Copenhague, da cidade que irá sediar as Olimpíadas, dentro de 6 anos.</p>

<p>Em Pittsburgh, Lula e Obama brincaram sobre o tema.</p>

<p>O americano fez menção ao fato de que o Brasil deu preferência a comprar caças franceses em vez de americanos. E mandou um chiste para cima do "técnico" da equipe adversária:</p>

<p>"Por isso, vou brigar por Chicago com mais vontade". Lula nem esperou a bola quicar e mandou: "Poderá ser a sua segunda derrota".</p>

<p>Bem-humorado, o presidente driblador estava brindando a imprensa com tiradinhas. Fez uma divertida comparação com as dificuldades enfrentadas pelo Brasil para conseguir entrar no Conselho de Segurança da ONU.</p>

<p>"É como um baile que tem mais cavalheiro do que dama, ninguém vai querer deixar mais homem entrar."</p>

<p>Como em todo bom clássico, os envolvidos procuram não demonstrar salto alto. Eis o que disse Lula:</p>

<p>"Acho que o Rio tá bem. Acho que pode ser que aconteça de o Rio não ganhar."</p>

<p>Mas para garantir que isso não aconteça, o líder da Seleção, digo do país, busca aliados até em times adversários.</p>

<p>"Uma coisa importante. Eu até marquei um jantar com o (primeiro-ministro espanhol José Luís Rodríguez) Zapatero lá em Copenhague porque tem que começar a pensar no segundo turno. Tem que fazer como em campanha política."</p>

<p>A Madri de Zapatero é uma das cidades nesse torneio para sediar os Jogos, mas é considerada um azarão. </p>

<p>Mas como todo técnico que se preza, além da modéstia e da prudência, Lula também manifestou confiança em seu escrete.</p>

<p>Se o Rio sair derrotado, a explicação só pode ser uma...errou o juiz. </p>

<p>"Será a primeira vez que derrotam uma cidade sem explicações. Porque a proposta do Rio é infinitamente melhor, os compromissos são muito grandes, feitos pela Prefeitura, Estado e União."</p>

<p>No Brasil, a galera também gosta quando o jogador resolve fazer uma graça. E o presidente encerrou a sua participação em campo com uma:</p>

<p>"Qual a cidade do mundo que pode oferecer uma hidromassagem a mar aberto como o Rio de Janeiro?"<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Bruno Garcez 
Bruno Garcez
</dc:creator>
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	<category>eua</category>
	<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 17:39:37 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>É raiva ou é raça?</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="joewilson.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/eua/joewilson.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-none" style="" /></span>A Casa Branca negou que tenha sido isso. Mas várias pessoas por aqui dizem que só pode ser isso.  </p>

<p>Cresce cada vez mais o número de políticos e ativistas da esquerda americana que afirmam que as críticas iradas que tem sido voltadas contra o presidente Barack Obama são motivadas pela cor da pela do líder americano. </p>

<p>O mais recente a dizê-lo foi o ex-presidente Jimmy Carter, em relação ao congressista republicano Joe Wilson, que interrompeu um pronunciamento do líder americano no Congresso aos gritos de ''Você mente''.</p>

<p>A opinião dele é endossada pelo ex-prefeito de Washington Marion Barry, um dos primeiros negros a exercer a prefeitura de uma grande cidade americana. </p>

<p>O humorista Bill Cosby chegou a dizer que as cenas que tem sido vistas em protestos contra o projeto de saúde universal de Obama lembram as cenas do filme <em>O Nascimento de Uma Nação</em>, de DW Grifith, que oferecia um retrato bem favorável da Ku Kux Klan. </p>

<p>Não fica só nisso. Aqui e ali vê-se caracterizações de Obama que utilizam inúmeros estereótipos negativos ligados aos negros nos Estados Unidos. </p>

<p>A presidente de um grupo de mulheres republicanas enviou um folheto recentemente que mostrava um jumento com a cabeça de Obama, cercado por galinha frita da Kentucky Fried Chicken, uma fatia de melancia e costeleta de porco assada.</p>

<p>Os manifestantes que têm ido às ruas para protestar visceralmente contra o plano de saúde do líder americano vêm ostentando cartazes em que Obama é visto com um bigodinho de Hitler, com uma suástica ao lado, e nos quais ele é chamado de socialista - em um deles com a maquiagem borrada idêntica à do personagem Coringa, do <em>Batman</em> mais recente. </p>

<p>Alguns vão além, e chegam colocar mensagens como ''Teddy (Kennedy), leve Obama com você''. E outros até mesmo levaram e ostentaram armas de fogo para a porta de assembléias populares nas quais o líder americano estava presente. </p>

<p>E, claro, vale lembrar o pastor batista Steven Anderson, que disse durante uma missa a seus fiéis que odiava Obama e torcia para que ele morresse. </p>

<p>Todas essas manifestações podem até não ser motivadas por racismo, e é sempre muito difícil tentar apontar se é ou não o preconceito que move determinada ação.</p>

<p>Até porque nem sempre aqueles que manifestam idéias marcadas pelo ódio fazem-no de forma assumida, consciente.  </p>

<p>Mas em um país em que quatro presidentes já foram assassinados enquanto exerciam seu mandato, o discurso de ódio extremo desperta um temor bem concreto. </p>

<p>O de quando várias pessoas começam a torcer para que o presidente dos Estados Unidos morra, possa também surgir alguém disposto a contribuir para que isso aconteça. </p>]]></description>
         <dc:creator>Bruno Garcez 
Bruno Garcez
</dc:creator>
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	<category>eua</category>
	<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 13:41:19 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Tranquem as crianças!</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="socialistteaparty.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/eua/socialistteaparty.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-none" style="" /></span>Façam seus deveres de casa, se esforcem na escola, não respondam ao professor, não matem aulas e lavem as mãos com frequência. </p>

<p>Essas são algumas das mensagens contidas no discurso do presidente Barack Obama dirigido às crianças americanas. </p>

<p>A data do pronunciamento, esta terça-feira, coincide com a volta às aulas em todo o país.</p>

<p>O teor do discurso só foi revelado pela Casa Branca na segunda-feira. </p>

<p>Mas semanas antes de se saber qualquer coisa a respeito do conteúdo, os conservadores de todo o país já haviam se colocado em pé de guerra.</p>

<p>Eles acusavam o líder americano de estar tentando doutrinar suas crianças e de procurar passar uma mensagem socialista, em defesa de seu projeto de reforma de Saúde. </p>

<p>Mas no que eles se baseavam exatamente para fazer tais acusações? Um mistério.</p>

<p>É bem verdade que a secretaria de Educação cometeu um deslize, ao pedir que alunos escrevesem ao presidente dos Estados Unidos, indagando de que maneira eles poderiam ajudar o líder americano. </p>

<p>Pronto, bastou isso. Eis que, mesmo sem se saber uma única vírgula do que Obama falaria, já havia a suspeita de que um movimento de lavagem cerebral nas crianças americanas estava a pleno vapor.</p>

<p>Outro mistério é se, de fato, os conservadores que vieram a público dizer que temiam pela corrupção da infância americana tinham mesmo esses temores ou estavam só tentando incitar outros a pensar dessa maneira. </p>

<p>Mas a ação deles parece estar em sintonia com outras coisas que vêm acontecendo por todo o país nos últimos dias. </p>

<p>Como um senhor que compareceu com uma arma automática AR-15 a uma das assembléias populares comandadas pelo líder americano, o pastor batista que disse rezar para que Obama morra ou as sucessivas reportagens exibidas no programa de Glenn Beck, no qual ele mostra obscuras milícias negras que vêm surgindo nos Estados Unidos para defender o governo do primeiro líder afro-americano dos Estados Unidos.</p>

<p>Quem parece ter melhor identificado o que está se passando foi uma moça que fez uma intervenção tresloucada em uma dessas assembléias populares, ao dizer que não queria viver em um país como a Rússia e que o governo democrata havia ''despertado o monstro''.</p>

<p>A jovem em questão tinha argumentos dignos de um interno de hospital psiquiátrico, mas ela parece ter identificado o que está se passando.  </p>]]></description>
         <dc:creator>Bruno Garcez 
Bruno Garcez
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/eua/2009/09/tranquem_as_criancas.shtml</link>
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	<category>eua</category>
	<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 13:03:22 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Digo-te não!</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="filmeironman_226.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/eua/filmeironman_226.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-none" style="" /></span></p>

<p>Nem mesmo o temível Galactus, o devorador de mundos, teria sido capaz de feito tão audacioso e maligno. </p>

<p>A Disney acaba de adquirir todo o acervo da editora Marvel Comics por US$ 4 bilhões. </p>

<p>Uma bagatela, repito, uma bagatela, um custo com o qual até o Tio Patinhas estaria disposto a arcar, visto que o catálogo da Marvel é inestimável. </p>

<p>Mas não é só inestimável. É também invendável. Mas em tempos de grandes negócios e fusões, eis que ocorre uma transação digna de Wilson Fisk, o Rei do Crime. </p>

<p>Ninguém pode negar tudo que de bom a Disney já deu ao mundo, desde clássicos como <em>Fantasia</em> até pérolas modernas como <em>Wall-E</em>.</p>

<p>Mas quando se trata de mexer com o catálogo que reúne do Capitão América aos X-Men, do Homem de Ferro ao Surfista Prateado, só resta ao fã ardoroso repetir o bordão do Coisa, do Quarteto Fantástico: ''É hora do pau!".</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="filmespiderman.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/eua/filmespiderman.jpg" width="203" height="152" class="mt-image-none" style="" /></span>E a julgar por algumas ''bombas'' que a Disney soltou nos últimos anos, como <em>Neve pra Cachorro</em> e <em>Mansão Mal-Assombrada</em>, o catálogo da Marvel precisará de uma estrutura digna dos ossos de adamantium do Wolverine para não ser ameaçado. </p>

<p>A empresa fundada por Walt Disney está de olho no potencial que os personagens da Marvel vem tendo e seguirão tendo nas telas de cinema, com êxitos como<em> Homem de Ferro </em>e <em>Incrível Hulk</em>.</p>

<p>Mas a editora que primou pela ousadia corre sério risco de ter de incorrer em tramas que não fazem justiça a seu passado transgressor.</p>

<p>O Surfista Prateado não dará mais vazão às suas digressões filosóficas enquanto ronda pela Terra.</p>

<p>Pelo contrário, encontrará algum ''atalho'', um portal mágico ou coisa que o valha, para regressar a seu planeta natal e aos braços da amada Shala Bal.</p>

<p>Em vez de ''Hulk esmaga'', que dá mais do que conta do recado, talvez a criatura com a pele esverdeada por uma radiação de raios Gama adote um tom mais concilador e articulado, na linha de ''Caso os senhores não saiam de meu caminho, serei forçado a esmagá-los''. </p>

<p>Não para por aí. Tal qual o Vigia, que tudo vê, mas não pode intervir nos desígnios terrestres, consigo vislumbrar coisas ainda piores. </p>

<p>Com os personagens da Disney e da Marvel lado a lado, em breve poderão surgir parcerias bizarras e indigests, como a de um antigo gibi no qual o Super-Homem lutava contra Muhammad Ali em um outro planeta (!).</p>

<p>Em breve, Mickey Mouse poderá se tornar um estagiário no <em>Clarim Diário</em> e, consequentemente, o braço-direito de Peter Parker/Homem-Aranha. </p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="hulk_green203.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/eua/hulk_green203.jpg" width="203" height="152" class="mt-image-none" style="" /></span>O Pantera Negra - por sinal, o primeiro super-herói negro na história dos quadrinhos americanos, regressará a seu reino africano de Wakanda trazendo a seu lado um animalzinho doméstico...o Rei Leão.</p>

<p>Os X-Men passarão a fazer ''bicos'' atuando como os guarda-costas de Hannah Montana.</p>

<p>Diante de um quadro desses, só caberá fazer como Conan, o Bárbaro e praguejar: ''Cães cimérios!''</p>

<p>Mas não basta a indignação. Os fãs têm que relembrar o chamado às armas do Capitão América, para os heróis que ele liderava: "Avante, Vingadores!''.</p>

<p>É preciso espalhar protestos pelos mundos real e virtual - um blogueiro gaiato já disse que agora todos os personagens da Disney são mutantes.</p>

<p>Mas será que o professor Xavier aceitaria ter Huguinho, Zezinho e Luizinho sob seu comando?</p>

<p>Se todos os poderes da Terra e de Asgard não funcionarem, o fã fiel da Marvel tem de ao menos manter sua carbeça erguida e, a exemplo do poderoso Thor, exclamar:</p>

<p>"Digo-te não!''.</p>]]></description>
         <dc:creator>Bruno Garcez 
Bruno Garcez
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/eua/2009/08/digote_nao.shtml</link>
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	<category></category>
	<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 17:48:47 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>O fim da dinastia</title>
	<description><![CDATA[<p><br />
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="irmaoskennedy.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/eua/irmaoskennedy.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-none" style="" /></span></p>

<p>Quando eu era criança, recebi de presente de meus pais um livro intitulado <em>Personalidades do Nosso Tempo</em>, da editora Conhecer. </p>

<p>O livrinho trazia biografias de uma página de nomes da política, como Fidel Castro e Henry Kissinger, ou mesmo do esporte e da arte, como Pelé e Federico Fellini.</p>

<p>Mas havia uma honrosa exceção. Em vez do nome e sobrenome como na página de outros nomes famosos, esta trazia apenas um sobrenome: Os Kennedy.</p>

<p>A biografia começava, naturalmente, com a saga do patriarca, Joseph, o filho de irlandeses nascido em 1888 que se tornou um próspero homem de negócios e que, em sua vida política, chegou a flertar com o fascismo.</p>

<p>Mas depois se concentrava, como também seria de se esperar, nas trajetórias dos dois filhos mais ilustres, John e Robert, ambas encerradas de forma trágica. </p>

<p>''Os Kennedy'', como o livro bem escolheu em destacar, foram muito mais que John ou Robert. </p>

<p>Mas com a partida do filho mais novo do clã, Edward, se o mesmo livrinho fosse reimpresso hoje em dia, o nome da família mais famosa dos Estados Unidos de certo não ganharia mais o mesmo destaque. <br />
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="kennedy226x170.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/eua/kennedy226x170.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-none" style="" /></span></p>

<p>O senador Edward Kennedy, conhecido por todos como Ted, viu na trajetória política mais do que seu destino natural. Era um legado, um fardo, deixado por seus irmãos.</p>

<p>O patriarca Joseph havia escolhido o filho mais velho, Joe. Um dia, pensou o velho, esse garoto vai ser presidente dos Estados Unidos. O sonho acabou abortado, quando Joe morreu na Segunda Guerra Mundial. </p>

<p>Em segundo na linha sucessória, estava John, que conseguiu cumprir o sonho da família, até que tudo terminasse de forma trágica, em Dallas, em 1963.</p>

<p>O aspirante ao cetro e a coroa era agora Robert, cujo destino também terminaria em tragédia, quase que idêntica à que acometeu o irmão. </p>

<p>A 'tocha' agora estava nas mãos do filho mais novo de Joseph. O jovem Edward era um Kennedy, logo a ele só cabia seguir a linha sucessória.</p>

<p>Mas as aspirações do senador Kennedy acabaram numa noite de 1969, quando o carro em que viajava perdeu o controle e caiu de uma ponte em Chappaquiddick, Massachusetts.</p>

<p>Junto com ele, estava uma ex-ativista de campanha de seu irmão, Robert, que morreu nos destroços. </p>

<p>Ele escapou ileso do acidente, mas sua carreira e suas aspirações presidenciais foram abaladas para sempre. Talvez não sem razão, visto que o senador só informou as autoridades do ocorrido na manhã seguinte, alegando ter estado sob profundo traumao. </p>

<p>Ele voltaria a tentar a presidência uma única vez. Em 1980, desafiando o presidente Jimmy Carter, de seu próprio partido. </p>

<p>Sem dúvida, a empreitada de Kennedy prejudicou ainda mais um líder já enfraquecido pelo declínio econômico e pela crise dos refens com o Irã.</p>

<p>Mas para ele, na ocasião, o mais importante era aproveitar aquela que poderia ser sua última chance de cumprir o destino natural...dos Kennedy.</p>

<p>Curiosamente, durante uma entrevista feita na época, o senador se enrolou todo, ao tentar responder uma pergunta simples. Por que ele queria ser presidente?<br />
 <br />
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="kennedyjornais.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/eua/kennedyjornais.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-none" style="" /></span><br />
Anos depois, sua sobrinha, Caroline, a filha de John, quis ser senadora pelo Estado de Nova York.</p>

<p>Mas sua queda, em definitivo, ocorreu durante uma entrevista ao <em>New York Times</em>, quando perguntaram...o que fazia dela a melhor candidata na disputa. </p>

<p>Sua resposta foi hesitante, confusa. </p>

<p>Por uma razão simples. Para um Kennedy, não havia uma razão para querer chegar lá. Era pura e simplesmente o caminho natural. O destino.</p>

<p>Mas agora que Ted Kennedy não está mais entre nós, o sobrenome mais famoso dos Estados Unidos perdeu quase que todo o brilho.</p>

<p>De certo, o sobreonome seguirá ainda abrindo muitas portas. Mas as portas da Casa Branca parecem ter se fechado de vez para os Kennedy. </p>]]></description>
         <dc:creator>Bruno Garcez 
Bruno Garcez
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/eua/2009/08/o_fim_da_dinastia.shtml</link>
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	<category>eua</category>
	<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 21:09:12 +0000</pubDate>
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<item>
	<title>Uma cerveja com Obama</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="obamaap226dentro.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/obamaap226dentro.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span>O tórrido verão de Washington e a forte umidade da cidade nesta época do ano pedem por uma cerveja gelada. </p>

<p>Mas a cerveja mais aguardada do dia não será servida em um ''happy hour'' qualquer, mas sim em um evento na Casa Branca. </p>

<p>O presidente Barack Obama abrirá as portas da residência presidencial americana para receber um professor universitário e um policial.</p>

<p>O objetivo do encontro é servir para que a dupla coloque suas diferenças de lado, diante de uma boa cerveja. </p>

<p>Antes que o presidente dos Estados Unidos assumisse esse papel de rei Salomão da cevada, eis o que ocorreu:</p>

<p>No dia 16 de julho, Henry Louis Gates, um professor da Universidade de Harvard chegou em casa cansado, após regressar de uma viagem à China, mas descobriu que não conseguia abir a porta de casa.</p>

<p>Resultado: resolveu arrombar a porta emperrada, com a agenda do motorista de táxi que o trouxe. </p>

<p>Tanto Gates como o motorista são negros. </p>

<p>Diante da movimentação suspeita na casa do professor, uma vizinha chamou a polícia. </p>

<p>Acionado, o sargento Jim Crowley chegou à casa de Gates quando ele já estava dentro de casa.</p>

<p>O policial chamou-o para conversar do lado de fora e para apresentar alguma prova de que ele era dono da residência. </p>

<p>Já enfadado com a situação e sentindo-se vítima de racismo, Gates desferiu uma ofensa contra o sargento. </p>

<p>Crowley pediu que o professor se acalmasse e ao julgar que seu pedido não foi atendido, levou-o para a viatura policial algemado. </p>

<p>Ao ser indagado sobre o polêmico incidente que rendeu inúmeras manchetes na impernsa americana, Obama, que é amigo do professor, disse que a polícia havia ''agido de maneira estúpida''. </p>

<p>O comentário, algo impensado, fez com que o presidente entrasse de cabeça na polêmica.</p>

<p>E levou-o também a voltar atrás em sua declaração, dizendo que talvez tanto Gates como a polícia do Estado de Massachusetts tenham reagido em excesso.</p>

<p>Depois da verborragia de Obama, foi a vez de os comentaristas televisivos e radiofônicos de direita caírem matando.</p>

<p>Glenn Beck, da TV Fox News, disse que o presidente era racista contra brancos. </p>

<p>Policiais de todo o país, muitos deles negros, saíram em defesa do sargento Jim Crowley.</p>

<p>O evento protocolar na Casa Branca não será e nem pretende ser o cenário ideal para que um policial, um presidente e um professor descutam a questão racial nos Estados Unidos.</p>

<p>O debate sobre raça é um tema que vem sendo cautelosamente evitado por Obama desde que ele chegou à Casa Branca. </p>

<p>O país prefere varrer o problema para debaixo do tapete ou esquecer o assunto indigesto descendo algumas cervejas.</p>

<p>Mas mesmo depois de haver eleito um negro para o cargo mais importante do mundo, os Estados Unidos, com uma minoria negra que responde por apenas 12% da população do país, possui uma população carcerária com 50% de negros.</p>

<p>Pesquisas mostram que afro-americanos ainda se sentem vítimas de racismo e de abuso policial. </p>

<p>Ah, sim, mas voltemos ao evento de hoje à noite. O presidente disse que irá beber Bud Light, Gates optou por uma Red Stripe e Crowley pretende saborear uma Blue Moon. </p>

<p>Quem dera que as principais divergências entre negros e brancos nos Estados Unidos se limitassem ao cardápio de uma cervejada.</p>]]></description>
         <dc:creator>Bruno Garcez 
Bruno Garcez
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	<category>eua</category>
	<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 16:27:03 +0000</pubDate>
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<item>
	<title>Invencível</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="michaelwalkoffame.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/michaelwalkoffame.jpg" width="226" height="282" class="mt-image-none" style="" /></span>Foi esse o título do último disco dele. Lançado em 2001. </p>

<p>Com 10 milhões de cópias vendidas, <em>Invincible</em> esteve longe, muito longe de alcançar os 109 milhões de <em>Thriller</em>.</p>

<p>Mas a trajetória do artista faz total justiça ao título.</p>

<p>Com 12 anos de idade,  ele alcançava as primeiras posições das paradas americana e britânica com uma canção...sobre um ratinho. </p>

<p>Uma década mais tarde, ele conseguia romper barreiras até então intransponíveis para um artista negro. </p>

<p>No início dos anos 80, a imberbe MTV não tinha por hábito exibir clipes de astros afro-americanos.</p>

<p><em>Thriller</em> e <em>Billie Jean</em> não só acabaram exibidos pela emissora, como também ganharam as TVs de todo o mundo e redefiniram o conceito de videoclipe.</p>

<p>O álbum que trazia as duas canções se tornou um sucesso sem paralelo na história da música.</p>

<p>E seu intérprete se tornou o artista mais popular dos últimos anos. </p>

<p>Foi recebido pelo presidente dos Estados Unidos e, deferência ainda maior, seu bailado ganhou loas de ninguém menos que Fred Astaire. </p>

<p>Muito antes de os Estados Unidos terem um presidente negro, ele superava tabus em um país que apenas alguns anos antes ainda segregava seus cidadãos e fazia vista grossa para linchamentos e crimes motivados pelo ódio</p>

<p>Brancos, negros e hispânicos nos Estados Unidos passaram a copiar seus passos, suas roupas e trejeitos.  Aos poucos, a tendência se repetia em todo o mundo.</p>

<p>Depois de <em>Thriller</em>, ele viveu uma maldição semelhante à que vitimou o cineasta e ator Orson Welles após <em>Cidadão Kane</em>. </p>

<p>Todos esperavam uma repetição da opra-prima inicial e não se contentaram com álbuns que mesclavam momentos brilhantes, pop competente e canções menos inspiradas.</p>

<p>Mesmo vivendo o que muitos caracterizavam como crise, ele seguia vendendo milhões e lotando estádios. </p>

<p>E o caminho aberto por ele, fazia do hip hop e do R 'n' B dois dos gêneros mais populares no planeta. </p>

<p>Sua vida atribulada, as acusações de abuso sexual contra crianças, as sucessivas cirurgias plásticas que deram a seu rosto o aspecto de uma máscara de cera incompleta ajudaram a derrubá-lo ainda mais. </p>

<p>Ele administrou suas finanças de forma inconsequente e logo estava afundado em dívidas, sofrendo processos de ex-assessores e tendo que sacar uma excursão do bolso para tentar equilibirar as contas. </p>

<p>Pouco antes de morrer, ele se preparava para uma megaturnê com 50 shows em Londres. </p>

<p>Mesmo não estando mais no auge, a notícia de que ele não mais estava entre nós levou americanos a montar vigílias improvisadas em diferentes partes do país, em sua homenagem. </p>

<p>Em uma de suas últimas entrevistas, para a revista <em>Ebony</em>, ele disse desejar que sua música lhe conferisse imortalidade. </p>

<p>Seu desejo se cumpriu. Michael Jackson não é só invencível. É também imortal. </p>]]></description>
         <dc:creator>Bruno Garcez 
Bruno Garcez
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/eua/2009/06/invencivel.shtml</link>
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	<category>eua</category>
	<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 03:51:18 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Não chores por mim</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="marksanfordap226dentro.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/marksanfordap226dentro.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span><br />
Em apenas uma semana, dois potenciais candidatos republicanos à sucessão de Barack Obama em 2012 admitiram - ou foram forçados a admitir - que tiveram relações extra-conjugais. </p>

<p>E daí? </p>

<p>E daí que por aqui, isso quer dizer muita coisa.</p>

<p>O Partido Republicano nos últimos anos se tornou um bastião da moral e dos bons costumes. </p>

<p>Pelo menos no papel. </p>

<p>Logo, sempre que algém em seus quadros incide em atos pouco condizentes com tais práticas, está em flagrante contradição com a suposta cruzada moral da legenda. </p>

<p>A última vítima é o governador da Carolina do Sul, Mark Sanford.</p>

<p>O governador, após um suspeito sumiço que ninguém em sua assessoria sabia justificar, reconheceu que passara os últimos dias na Argentina. </p>

<p>Pelo relato dele, tudo começou como uma amizade, mas aos poucos, sua relação com uma ''querida amiga'' passou para algo mais sério. </p>

<p>Como que um personagem do mais triste tango de Gardel, Sanford disse que passou os últimos cinco dias chorando na Argentina. </p>

<p>Sanford admitiu hoje o caso e renunciou à Presidência da associação de governadores republicanos.</p>

<p>E, por tabela, abdicou de um cargo bem mais grandioso...</p>

<p>a Presidência dos Estados Unidos.</p>

<p>Há poucos dias foi a vez do senador por Nevada John Ensign ter admitido que teve um caso com a mulher de um ex-assessor. </p>

<p>Ensign também vinha sendo mencionado como um potencial presidenciável em 2012. </p>

<p>O Partido Republicano já vinha passando por uma fase difícil, após ter sido duramente varrido das urnas por Barack Obama. </p>

<p>Desde os anos 80, os representantes da legenda se apresentam como os ''coroinhas'' da política americana, sempre zelando pelos valores familiares e a fidelidade e pregando contra o aborto, o casamento gay ou a presença de homossexuais no Exército.</p>

<p>Das duas uma, ou o partido abandona a cartilha moralizante ou arrisca estar sempre sendo exposto, com a escapolida de um senador, o flagra a um governador ou a pulada de cerca de um congressista. </p>

<p>Se os republicanos apostarem em seguir pelo caminho atual, é bem provável que  as lágrimas que Mark Sanford contou ter derramado em Buenos Aires sejam vistas em profusão dentro de quatro anos, mas em Washington.</p>]]></description>
         <dc:creator>Bruno Garcez 
Bruno Garcez
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/eua/2009/06/nao_chores_por_mim_argentina.shtml</link>
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	<category>eua</category>
	<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 20:25:32 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>As reações à crise iraniana</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="khamenei190609_450.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/khamenei190609_450.jpg" width="450" height="304" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></span></p>

<p>O presidente Barack Obama se limita a dizer que as cenas de violência no Irã, que mataram ao menos oito pessoas, lhe causaram ''profunda preocupação''.</p>

<p>Hoje, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, pediu a suspenção de manifestações de rua contra o resultado da eleição e as supostas fraudes que atingiram o pleito, lançando ameaças veladas de repressão.</p>

<p>Obama se viu forçado a reagir.</p>

<p>Mas o líder americano manteve o tom cauteloso, dizendo que ''todo mundo está assistindo'' aos desdobramentos da crise e acrescentando que os manifestantes têm o direito de se exprimir sem o risco de sofrer violência.</p>

<p>Obama tem evitado questionar a lisura do processo e preferiu não se aprofundar nas amplas denúncias de fraude que se seguiram ao pleito. </p>

<p>Muitos nos Estados Unidos compreendem a preocupação do presidente em evitar que os americanos sejam vistos como ''penetras'' em assuntos internos iranianos.</p>

<p>E, com isso, ameaçar polarizar ainda mais o clima no país e oferecer um pretexto para uma repressão violenta ao movimento oposicionista do Irã. </p>

<p>Mesmo com toda a cautela, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, já está acusando os americanos de ingerência na política iraniana.</p>

<p>Mas o Congresso e o Senado dos Estados Unidos decidiram que é hora de agir, se anteciparam ao líder americano e aprovaram nesta sexta-feira moções condenando o regime do Irã. </p>

<p>Para o candidato presidencial derrotado, o senador John McCain, Obama deveria falar publicamente que ''esta é uma eleição fraudada, corrupta'' e que os Estados Unidos apóiam o povo iraniano contra um regime opressivo.  </p>

<p>A prudência do líder americano é o outro lado da moeda da ''real politik'' manifestada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. </p>

<p>Assim que indagado sobre os resultados da eleição, Lula afirmou que seria improvável ter havido fraude, visto que Mahmoud Ahmadinejad conquistou mais de 60% dos votos. </p>

<p>O líder brasileiro chegou a dizer que os protestos e denúncias lembravam a disputa de um Flamengo e Vasco, comentário quase quase idêntico ao do próprio Ahmadinejad, que comparou a divergência a um jogo de futebol. </p>

<p>Tanto o silêncio americano como o pragmatismo brasileiro se devem ao fato de que Estados Unidos e Brasil têm interesses em relação ao Irã que vão além do resultado da disputa eleitoral. </p>

<p>Os americanos buscam negociar diretamente com os iranianos o fim do programa nuclear do país. </p>

<p>E o Brasil, que deseja ter cada vez mais um papel ativo em fóruns multilaterais e finalmente assegurar o tão buscado assento no Conselho de Segurança da ONU, quer se cercar de amigos em tudo que é canto. </p>

<p>Por isso, o presidente Lula se apressou em dizer que o convite para Ahmadinejad visitar o Brasil segue de pé e que continua interessado em ir ao Irã.</p>

<p>Ele prefiu não levar em conta os inúmeros questionamentos sobre a legitimidade do regime iraniano, caso se confirme o quadro atual, e as perspectivas de uma explosão de violência no país, caso a tensão se intensifique. </p>

<p>Por isso, ainda que fazendo uso de expedientes totalmente distintos, ambos países estão colocando interesses nacionais acima da natureza do regime com o qual se negocia. </p>

<p>O líder da França, Nicolas Sarkozy, também demonstrou ponderação, mas salientou que não se pode deixar de identificar erros, quando estes são percebidos.</p>

<p>''Sou sempre favorável ao diálogo com o Irã, mas quando temos que condenar, nós condenamos.''</p>

<p>Lula e Obama deveriam analisar a frase do colega francês e encará-la como um conselho.  </p>]]></description>
         <dc:creator>Bruno Garcez 
Bruno Garcez
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	<category>eua</category>
	<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 21:28:34 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Karate Kid</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="obama_mosca450.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/obama_mosca450.jpg" width="450" height="239" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></span>Primeiro, ele deu o aviso: "Ei! Saia daí''. Mas o insolente intruso não atendeu ao pedido. </p>

<p>Assim, dotado de profunda concentração e disciplina, o presidente-ninja fez de sua mão um instrumento letal...</p>

<p>Para a mosca que insitiu em interromper uma entrevista que ele concedia à rede CNBC.</p>

<p>A destreza do líder americano em eliminar sem hesitação o pobre inseto foi vista em todas as TVs mundiais.</p>

<p><a href="https://nontonwae.pages.dev/portuguese/multimedia/2009/06/090617_video_obamamosca.shtml">Clique aqui para ver o vídeo em que Obama elimina a mosca sem piedade</a></p>

<p>Mas, agora, um grupo de ativistas pró-direitos dos animais está condenando o presidente, por julgar que ele agiu não com a sabedoria de um senhor Miyagi, mas mais como um jiu-jitsu boy da Barra da Tijuca. </p>

<p>O grupo Pessoas em Defesa do Tratamento Ético para Animais (Peta, na sigla em inglês) enviou a Obama um dispositivo intitulado Katcha Bug Humane Bug Catcher.</p>

<p>Uma ferramenta que o próprio Buda teria saudado, uma vez que permite aprisionar uma mosca e, creio eu, quando esta não mais representa um tormento, permite soltá-la novamente.</p>

<p>''Nós defendemos a compaixão para todos os animais, até para os mais pitorescos, pequenos e menos simpáticos. Acreditamos que as pessoas devem demonstrar compaixão para com todos os animais '', explicou um porta-voz do Peta, Bruce Friedrich.</p>

<p>Para muitos que pensavam o contrário, e aqui nos Estados Unidos estes não parecem ser tão poucos assim, Friederich afirmou que ao matar uma mosca diante das câmeras, Obama ''demonstrou que não é perfeito''. </p>

<p>O vice-secretário de imprensa Josh Earnest afirmou que a Casa Branca não iria se pronunciar sobre o assunto. </p>

<p>O silêncio do ninja-no-comando só pode ser indicativo de que ele atualmente está em reclusão e em jejum, a fim de se livrar de pensamentos impuros. </p>

<p>De certo, uma forma de preparação para desferir um golpe certeiro capaz de consertar a economia americana, conseguir a aprovação de um amplo programa de Saúde e encontrar uma solução para o impasse no Oriente Médio.</p>

<p>Uma tarefa que nem mesmo o mestre do Kung Fu, Kwai Chang Caine (vivido pelo recém-falecido David Carradine), encararia de bom grado. </p>

<p>E um trabalho ainda mais difícil quando se vê que aquele que está incumbido de exercê-la não é perfeito. Longe disso. É tão somente um talentoso matador de moscas. </p>]]></description>
         <dc:creator>Bruno Garcez 
Bruno Garcez
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	<category>eua</category>
	<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 15:38:59 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Rebeldes com causa</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="borntobewild.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/borntobewild.jpg" width="450" height="280" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></span></p>

<p>Todos os anos na mesma data eles repetem a velha tradição. </p>

<p>Empunhando suas Harley Davidsons, Indian e inúmeras outras marcas que deleitam os conhecedores, eles invadem a capital americana na véspera da data que homenageia soldados americanos mortos nos campos de batalha, o dia 25 de maio, conhecido aqui como Memorial Day.</p>

<p>Eles são tatuados em sua maioria, usam coletes de couro adornados com símbolos de caveira e calças jeans surradas.</p>

<p>O visual retrô e a presença constante de imagens ligadas à bandeira americana pode levar a crer que eles são como uma versão sessentona e barriguda do personagem central do filme <em>Sem Destino</em>, com Peter Fonda.</p>

<p>Mas os ideiais que estes senhores grisalhos abraçam estão mais para os do militar vivido por John Wayne em <em>Os Boinas Verdes</em>, um libelo a favor da presença americana na Guerra do Vietnã, do que para os princípios hippies.</p>

<p>Não é à toa que o local que eles escolheram para desfilar suas máquinas fica nas imediações do Memorial erguido em homenagem aos soldados que lutaram na Guerra do Vietnã.</p>

<p>Muitos deles são, por sinal, veteranos do conflito no Sudeste Asiático, e até de guerras mais antigas, como a da Coréia.</p>

<p>E alguns até mesmo acreditam - e carregam dizeres para prová-lo - que ainda há prisioneiros de guerra perdidos em algum canto do Vietnã.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="indian.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/indian.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-none" style="" /></span></p>

<p>Foi nas fileiras militares que muitos deles firmaram seu amor por símbolos americanos que estampam em suas roupas e motos, como a tradicional águia calva e as onipresentes cores vermelha, azul e branca, da bandeira do país.</p>

<p>Já que falamos em Peter Fonda, talvez eles até tenham algum respeito por ele, já que o filho de Henry Fonda empunhava uma Harley não apenas nas telas, mas é um notório amante de motos.</p>

<p>Mas Jane Fonda é para eles algo mais do que uma vilã. É  o símbolo do que há de pior nos Estados Unidos. Um papel que ela assumiu desde que posou para fotos em uma bateria antiaérea vietnamita nos anos 60.</p>

<p>A atriz é lembrada com frases ofensivas estampadas em adesivos e camisetas como  ''Jane Fonda Call Home: 1800-Hanoi'' ou outras bem mais agressivas como ''Jane Fonda = Bitch''.</p>

<p>Em 2007, um desses grupos de motociclistas, conhecido como Rolling Thunder tomou conta do Memorial da Guerra do Vietnã, com suas motos, assim que soube que militantes contrários ao conflito no Iraque usaria o local como palco de seu protesto.</p>

<p>Eu conversei com alguns dos participantes do Rolling Thunder há dois anos.</p>

<p>E eles me disseram que não queriam um embate físico com os militantes contrários à guerra, apenas garantir que o monumento aos combatentes no Vietnã não seria violado.<br />
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="knightsofiron.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/knightsofiron.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-none" style="" /></span></p>

<p>Eles também me contaram que não gostavam do termo motoqueiros e que preferiam ser chamados de ''entusiastas do motociclismo''.</p>

<p>Alguns dos membros do Rolling Thunder chegaram a ser recebidos em diferentes ocasiões na Casa Branca pelo ex-presidente George W. Bush.</p>

<p>No passado, o visual e a vida em duas rodas fariam destes senhores ícones incontestes da rebeldia. Hoje em dia, talvez a história seja outra...</p>]]></description>
         <dc:creator>Bruno Garcez 
Bruno Garcez
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/eua/2009/05/rebeldes_com_causa.shtml</link>
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	<category>eua</category>
	<pubDate>Tue, 26 May 2009 21:40:18 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Spock x Darth Vader</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="spock1_466.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/spock1_466.jpg" width="450" height="193" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></span></p>

<p>Um deles é famoso por sempre manter o temperamento sereno, de falar frases de grande sabedoria e de não se deixar levar pelas emoções, como o senhor Spock, de <em>Jornada nas Estrelas</em>.</p>

<p>O outro tem fama de se mover pelas sombras, de tomar decisões em segredo e de manipular os demais a seu redor, como o Darth Vader, de <em>Star Wars</em>.</p>

<p>Pois Spock e Darth Vader escolheram a capital americana como palco de seu primeiro grande embate. </p>

<p>Barack Obama, que já foi comparado a Spock, elencou, com argumentos cuja lógica nem um vulcano refutaria, os motivos pelos quais a prisão de segurança máxima de Guantánamo deixou os americanos menos seguros e não o contrário.</p>

<p>Ele usou o mesmo argumento para condenar o uso de técnicas severas de interrogatório que muitos qualificam como sendo tortura.</p>

<p>Poucos minutos depois, o ex-vice-presidente americano Dick Cheney, comparado a Darth Vader em inúmeras ocasiões, lançou uma ardorosa defesa da manutenção da prisão de Guantánamo e das técnicas de interrogatório severas.</p>

<p>Estas práticas, segundo ele, teriam mantido o país mais seguro. Um argumento digno de um adepto do lado negro da Força, para o qual os fins sempre justificam os meios, dirão os críticos. </p>

<p>Para Cheney, os resultados mostrados por estas práticas, que ele defendeu com unhas e dentes durante a gestão Bush, são claramente eficazes e aqueles que não o percebem possuem ''uma falta de fé perturbadora'', como diria Lorde Vader.</p>

<p>O ex-vice líder acredita que os detidos no presídio de segurança máxima tem de permanecer por lá, bem longe dos Estados Unidos. Se pudesse, talvez ele até os enviasse para ainda mais longe, quem sabe a Prisão Imperial do planeta Dathomir.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="obamaarchives.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/obamaarchives.jpg" width="450" height="251" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></span></p>

<p>Já o sereno presidente, movido por princípios e pela lógica, acredita que ao manterem  indefinidamente detidos em Guantánamo os 240 prisioneiros que lá se encontram, os Estados Unidos estão minando sua própria reputação internacional e permitindo que uma ameaça seja um pretexto para ignorar a tradição de leis do país.  </p>

<p>Em princípio, muitos americanos concordaram com o presidente de que a existência do presídio de segurança máxima seria uma aberração legal, mas não querem ver os detidos trazidos para as suas regiões. </p>

<p>Dick Cheney quando abandonou o poder era visto com mais aversão por muitos americanos do que a provocada pela visão de Jabba, o Hutt.</p>

<p>Mas agora, como mostra uma pesquisa da rede CNN ele pode até não ser um Luke Skywalker, mas sua popularidade já passou de minguados 29% para 37%.</p>

<p>O efeito do embate sem precedentes entre o líder eleito e o ex-vice é o de alimentar ainda mais as já significativas diferenças entre os americanos. </p>

<p>Afinal, quem é amigo de Spock dificilmente aceitaria tomar uma cerveja romulana na cantina do planeta Tatooine com Darth Vader. E vice versa. </p>]]></description>
         <dc:creator>Bruno Garcez 
Bruno Garcez
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/eua/2009/05/spock_x_darth_vader.shtml</link>
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	<category>eua</category>
	<pubDate>Fri, 22 May 2009 12:52:24 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>São tantas indagações</title>
	<description><![CDATA[<p>Manhã de sol na capital americana. O dia parecia promissor. </p>

<p>Após haver adiado a entrevista coletiva que daria na semana passada, a secretária de Estado havia se dignado a conversar com a imprensa estrangeira hoje pela manhã. </p>

<p>Mas, claro, a fim de cercar o evento com ainda mais expectativa, nada como adiar o início marcado para a entrevista em trinta e cinco minutos.</p>

<p>E após esse adiamento, um pequeno atraso também, para que tudo não pareça de mão beijada. </p>

<p>Assim que Hillary Clinton apareceu no auditório do Foreign Press Center, de Washington, os repórteres latino-americanos ainda tinham uma remota esperança de que ela responderia às nossas perguntas. </p>

<p>Afinal, no próximo dia 1° de junho ela comparecerá à posse do presidente eleito de El Salvador, Maurício Funes.</p>

<p>De lá, partirá para Honduras, onde acontece a reunião da Organização de Estados Americanos.</p>

<p>A entidade está discutindo o reingresso de Cuba na organização, tema que é visto com -para dizer o mínimo - extrema cautela pelos americanos. </p>

<p>A região se presta a diversas perguntas atualmente.</p>

<p>O México tenta se recuperar dos efeitos devastadores da gripe suína sobre sua economia, o presidente da Guatemala, Álvaro Colom, é acusado de ter mandado assassinar um rival e o venezuelano Hugo Chávez há poucos dias estatizou mais empresas, entre elas uma americana. </p>

<p>Ou seja, não faltaria assunto para que ela falasse com os latino-americanos presentes ao recinto. </p>

<p>Mas conversa vai, conversa vem e nada de sermos acionados. Os nomes que eram chamados, ao que consta, eram pessoas que já haviam sido informadas de antemão que fariam perguntas. </p>

<p>Gente de várias partes do mundo, mas nenhum deles da América Latina.</p>

<p>''Estamos comprometidos com a África. Espero viajar para lá até o final do ano'', assegurou a secretária de Estado a uma jornalista nigeriana.</p>

<p>''Nossas fronteiras são muito porosas'', respondeu a um repórter do Canadá, refutando, no entanto, a hipótese de que o país ao norte seja uma rota de entrada para supostos terroristas. </p>

<p>Ela também expressou gratidão ''à liderança e o apoio'' dados pela Itália no combate à milícia Talebã no Afeganistão e assegurou a um colega australiano que os Estados Unidos não estão abrindo mão de seus aliados na região do Pacífico. </p>

<p><a href="http://www.state.gov/secretary/rm/2009a/05/123645.htm">Cliquei aqui para ler a transcrição na íntegra, em inglês, da entrevista coletiva de Hillary Clinton.</a></p>

<p>Mas eu fiquei sem saber o que ela acha do possível reingresso de Cuba à OEA, se ela acredita que aliados como o Brasil deveriam pressionar os cubanos por reformas democráticas, se ela vê perspectivas de que o governo Obama incentive o fim das tarifas cobradas sobre o etanol brasileiro e muito mais. </p>

<p>Minha colega Patricia Campos Mello, do Estadão, queria saber sobre o peso do Brasil nas relações entre Estados Unidos e Venezuela, quais eram as reponsabilidades e deveres nas relações entre americanos e brasileiros.</p>

<p>Mas nós só estávamos participando daquele bate-papo como espectadores. </p>

<p>Uma omissão no mínimo estranha para quem participará em breve de um encontro da principal entidade intergovernamental do hemisfério. </p>

<p>Mas a negligência parece indicar o quão prioritária a América Latina será para o governo de Barack Obama. </p>

<p>A maior curiosidade, claro, era saber se Hillary irá ou não ao Brasil ao final deste mês, como já havia sido divulgado até mesmo por fontes no Itamaraty.</p>

<p>O Departamento de Estado não confirmou a viagem ou uma possível data. E como não podemos falar com a chefona, não tivemos como dar qualquer sinalização de que sim ou não ou de onde ou quando.</p>

<p>A residência de Hillary Clinton aqui em Washington fica a poucos metros da Embaixada do Brasil, mas, pelo visto a proximidade é mero acaso. </p>

<p>Hoje pela manhã, os Estados Unidos pareceram estar mais longe do que nunca da América Latina. </p>]]></description>
         <dc:creator>Bruno Garcez 
Bruno Garcez
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/eua/2009/05/sao_tantas_indagacoes.shtml</link>
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	<category>eua</category>
	<pubDate>Tue, 19 May 2009 20:21:46 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Parem as máquinas!</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="mina226.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/mina226.jpg" width="226" height="350" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></span><br />
Quem ligou a TV nos Estados Unidos por volta de 11h da manhã do horário de Washington nesta quinta-feira, poderia pensar que Carrie Prejean era a chefe de Estado americana.</p>

<p>Mas o único título que Carrie possui é o de Miss Califórnia e mesmo este esteve ameaçado até  esta terça-feira, quando o magnata Donald Trump, organizador do concurso de miss, anunciou, para júbilo da nação, que ela iria manter a sua coroa.</p>

<p>Carrie corria o risco de ser destronada porque teria violado os princípios do concurso, ao ter feito fotos sensuais quando tinha apenas 16 anos, nas quais pode ser vista com as costas desnudas e com os braços encobrindo os seios.</p>

<p>A emotiva entrevista da miss nesta terça-feira, ao lado de Trump, foi destaque nos principais canais de notícias. CNN e Fox exibiram-na na íntegra.</p>

<p>Carrie e Trump aproveitaram para justificar a realização das fotos. As imagens são lindas, de acordo com o magnata. Ela tinha tinha apenas 16 anos e as fotos não haviam sido destinadas à publicação, justificou-se a miss.</p>

<p>Mas Carrie também não deixou de tratar de outra polêmica na qual esteve envolvida e que alçou-a à fama nacional, mas que pode ter lhe custado a coroa de Miss América, cujo disputa ocorreu em abril deste ano. </p>

<p>Ela se disse vítima de uma campanha de ódio, desde que respondeu ser contrária ao casamento gay, em uma pergunta feita por um dos jurados do concurso. </p>

<p>O autor da pergunta, o jornalista de celebridades assumidamente gay Perez Hilton, depois postou no youtube um ataque contra a miss, acusando-a de ser uma ''p...estúpida''.</p>

<p>Carrie, na verdade, não fez um ataque aos homossexuais em sua resposta, pelo contrário, frisou que não queria ofender ninguém, mas que, por formação, acreditava que o casamento era um ato entre um homem e uma mulher.</p>

<p>No clima altamente polarizado das emissoras de TV a cabo americanas, a liberal MSNBC passou a atacá-la e a Fox News assumiu a sua defesa de forma ardorosa.</p>

<p>Agora, Carrie não habita apenas as passarelas dos concursos de beleza, mas passou também a ser uma celebridade do mundo de notícias. </p>

<p>Dou de barato que em breve ela irá assinar algum livro ou apresentar um talk show.</p>

<p>A miss pode ter deixado de se sagrar a mais bela dos Estados Unidos, mas parece ter conseguido muito mais do que isso. E as emissoras de TV do país agradecem.<br />
 </p>]]></description>
         <dc:creator>Bruno Garcez 
Bruno Garcez
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	<category>eua</category>
	<pubDate>Tue, 12 May 2009 17:02:12 +0000</pubDate>
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	<title>Faça o que eu digo, mas...</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="_44978655_ap_republican_bristol203x30.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/_44978655_ap_republican_bristol203x30.jpg" width="203" height="300" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></span>A campanha por abstinência sexual entre adolescentes acaba de ganhar uma garota-propaganda de peso, Bristol Palin, a filha da governadora do Alasca e candidata derrotada à vice-presidência pelo Partido Republicano, Sarah Palin. </p>

<p>Durante um evento organizado por uma entidade que visa reduzir a gravidez entre adolescentes, Bristol, de 18 anos, disse que ''a abstinência é a única maneira pela qual você pode estar 100% prevenida contra a gravidez''. </p>

<p>Mas ela também acrescentou: ''Independentemente do que eu fiz...''.</p>

<p>E o que foi que ela fez?</p>

<p>Ah, sim, em setembro do ano passado, Sarah Palin anunciou ao mundo que Bristol estava grávida, poucos dias após ter sido escolhida como candidata a vice na chapa de John McCain.</p>

<p>Três meses após o nascimento de seu menino, batizado como Tripp, Bristol chegou a dizer, em uma entrevista, que os adolescentes deveriam evitar o sexo, mas que pregar a abstinência ''não é nada realista''. </p>

<p>Ao contrário de Bristol, que mudou subitamente de opinião, o pai de Tripp, o ex-namorado Levi Johnston, ainda pensa como ela costumava pensar. </p>

<p>Johnston afirmou à rede CBS que ''dizer aos jovens: 'você não pode ter sexo', não vai funcionar''. </p>

<p>Ele também defendeu o uso de preservativos e frisou que ele e Bristol na época do namoro fizeram uso regular destes, mas, numa certa ocasião, a camisinha falhou.</p>

<p>Ou seja, Bristol, que atualmente prega a abstinência, deixou de ser casta e pura não em uma ocasião fortuita, não em um ardor do momento, nem em um ligeiro deslize que nunca voltou a se repetir, mas sim em diversas ocasiões. </p>

<p>Agora, ela mudou de opinião. E as pessoas, naturalmente, estão sujeitas a modificar seus pontos de vista. </p>

<p>Mas o fato de que Sarah Palin é uma das grandes esperanças da ala direita do Partido Republicano e que tem claras pretensões de disputar a presidência americana em 2012 talvez tenha ajudado a filha a refletir um pouco mais sobre o que diz em público.</p>]]></description>
         <dc:creator>Bruno Garcez 
Bruno Garcez
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	<category>eua</category>
	<pubDate>Fri, 08 May 2009 16:05:08 +0000</pubDate>
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