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BBC BRASIL Londonices
 - 
Rogério Simões
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Observações e curiosidades sobre a cidade-sede dos jogos olímpicos de 2012.</description>
<language>pt</language>
<copyright>Copyright 2013</copyright>
<lastBuildDate>Mon, 08 Mar 2010 11:02:55 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Dunga Futebol Clube</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="dungablog.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/esporte/dungablog.jpg" width="203" height="270" class="mt-image-none" style="" /></span>O técnico Dunga está acostumado a pressões. O péssimo futebol brasileiro na Copa de 90 entrou para a história como a "Era Dunga", devido ao apreço do então técnico da Seleção, Sebastião Lazaroni, pelo futebol feio, mas guerreiro e supostamente eficiente, do seu volante. Para a Copa dos EUA, quatro anos depois, o "povo" e a imprensa brasileiros queriam uma mudança total de rumo, e a decisão de Carlos Alberto Parreira de manter Dunga como maestro da Seleção irritava o grande público. Dunga era um dos mais criticados na equipe, mas aguentou firme. Quando veio o tetra, em uma decepcionante final sem gols, decidida nos pênaltis, o volante era um dos mais aliviados. Para ele, a conquista foi uma resposta aos críticos. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=bPr2TQ3KC_0">Técnica apenas não era suficiente, disse Dunga anos depois</a>. Segundo ele, o grupo de 94 aliou habilidade a organização.</p>

<p>A três meses de mais um Mundial, a Seleção tem o ex-capitão agora como técnico, em uma espécie de segunda "Era Dunga". O treinador já disse que o grupo está formado, apesar de pressões pela convocação de Ronaldinho e Alexandre Pato. Mas que grupo é esse? Até os anos 70, a ideia no Brasil era de que a Seleção deveria ser formada pelos melhores jogadores do país, ponto final. Com eles em mãos, cabia ao treinador ajeitá-los da melhor forma possível. Deu certo com Zagallo, em 1970, que conseguiu encaixar Gerson, Rivellino, Pelé e Tostão num mesmo time. Mas não funcionou com o mesmo Zagallo na Alemanha Ocidental (1974), para onde o Brasil levou uma cesta de ótimos jogadores que, em campo, não falavam a mesma língua. Para a Argentina (1978), o problema foi o mesmo: Cláudio Coutinho comandava uma Seleção que um dia tinha Reinaldo, com sua eterna contusão no joelho, outro dia Roberto Dinamite ou Dirceu. Até mesmo Rivellino, fora de forma, estava por lá, dando o ar da graça na disputa pelo terceiro lugar, contra a Itália.</p>

<p>O conceito mudou um pouco nos anos 80. Em vez de "os melhores jogadores do Brasil", a receita passou a ser "os melhores jogadores da atualidade". Eram chamados apenas aqueles que estivessem realmente em um bom momento. Mesmo assim, não deu certo em 1982, quando Telê Santana tentou fazer com que Serginho, acostumado a ter um time (São Paulo) lhe servindo o tempo todo, funcionasse ao lado de Zico e Sócrates. A mistura de craques a qualquer custo voltou a não dar resultados em 2006, com o fracasso da turma Kaká, Ronaldo, Adriano e Ronaldinho, à época uma constelação de craques que, ao entrar em campo, acabava devendo ao torcedor.</p>

<p>Dunga não quer correr riscos. Para a Copa de 2010, resolveu não fazer exatamente uma "seleção brasileira". Optou por uma "seleção de brasileiros". A sua seleção. O seu time. Como se fosse técnico de um clube, Dunga "contratou" aqueles jogadores que lhe agradam, não necessariamente os "melhores do Brasil" ou mesmo "os melhores da atualidade". O Brasil será representado na África do Sul pelo DFC, Dunga Futebol Clube, uma coleção de jogadores brasileiros nos quais o treinador aposta suas fichas e que, na sua opinião, funcionam bem juntos, como equipe.</p>

<p>Por isso Dunga já deixou claro que Ronaldinho ou Pato "já tiveram suas chances". Não importa se isso ocorreu dois anos atrás ou que ambos estejam agora jogando bem pelo Milan, em um dos mais difíceis campeonatos nacionais do planeta. Pouco importa também se Júlio Baptista está ou não jogando mal na Roma, se Robinho está ou não em boa fase, se Elano (hoje no Galatasaray) joga ou não por um grande clube, numa difícil liga, e mesmo se está bem ou não. Ou se Adriano continua ou não tendo problemas internos no Flamengo. Todos esses nomes devem estar na Copa, enquanto Ronaldinho e Pato devem ver o torneio pela televisão. Dunga quer uma equipe de brasileiros bem-sucedida, não uma "seleção dos melhores".</p>

<p>Ainda não é possível dizer se seu plano é a melhor opção. Se trouxer a taça, Dunga será aclamado como um gênio da estratégia. Se fracassar, será "crucificado" por imprensa e torcedores. Mas ele é o técnico e monta o time que quiser, apenas não se trata exatamente da "Seleção Brasileira". Mais honesto seria torcer para o Dunga Futebol Clube.</p>]]></description>
         <dc:creator>Rogério Simões 
Rogério Simões
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	<category>esporte</category>
	<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 11:02:55 +0000</pubDate>
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	<title>Button, o campeão da crise</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="button.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/esporte/button.jpg" width="226" height="282" class="mt-image-none" style="" /></span>Jenson Button está de volta à Grã-Bretanha. Passou esta terça-feira <a href="http://news.bbc.co.uk/sport1/hi/motorsport/formula_one/8315844.stm">dando entrevistas </a>a jornalistas britânicos ávidos por saber mais sobre as comemorações e o futuro daquele que, até o início do ano, era um improvável campeão.</p>

<p>A escuderia Brawn é fruto da crise que atingiu a economia mundial em 2007 e se agravou no ano passado. Até o início de março, ela não existia. Os japoneses da Honda haviam decidido, no final de 2008, que não tinham mais condições de despejar centenas de milhões de dólares na Fórmula 1 no meio de uma crise em que a venda de carros ao redor do mundo era uma das maiores vítimas. O engenheiro Ross Brawn, Button e seu colega de equipe Rubens Barrichello estavam, em tese, desempregados, à frente do espólio de uma escuderia japonesa que ninguém parecia disposto a comprar. Mas Brawn conseguiu, na última hora, reunir dinheiro suficiente para adquirir a Honda F1 e inscrever a nova equipe com o seu próprio nome. Mal sabia o experiente engenheiro inglês que estava fazendo história e conquistaria os títulos de piloto e equipe logo no primeiro ano da escuderia.</p>

<p>O escândalo envolvendo Nelsinho Piquet e Flavio Briatore foi apenas uma lembrança de que 2009 entraria mesmo para a história. Antes de começar, a temporada já vinha sendo marcada por brigas envolvendo equipes e o presidente da FIA, Max Mosley. No meio de embate, Eclestone chegou a mudar as regras do campeonato numa canetada, criando um sistema que daria o título ao detentor do maior número de vitórias. A mudança acabou sendo derrubada dias antes da primeira largada, e o campeonato foi disputado do mesmo jeito que os demais. Mas Ecclestone pelo menos sabia que, dentro das pistas, a mais importante categoria do automobilismo passava por uma mudança de poder. Em março, ainda confiante em um novo regulamento, <a href="http://www.guardian.co.uk/sport/2009/mar/19/button-formula-one-rule-change-bernie-ecclestone">apostou as suas fichas em Jenson Button</a>, já que, na sua opinião, o piloto da equipe Brawn tinha grandes chances de vencer as primeiras corridas do ano. Bernie Eclestone recuou, mas provou ser mesmo bom de palpite. </p>

<p>Em janeiro, a crise econômica ameaçava deixar a Fórmula 1 com pouco dinheiro. A própria equipe do novo campeão ainda corria atrás de patrocínios dias antes do início da temporada, na Austrália. Mas Button surpreendeu e chegou à frente dos pilotos e equipes mais famosos e badalados do circuito. Como nas relações internacionais, em que países menos poderosos têm ganhado projeção nunca vista, um ano de dificuldades coroou um piloto pouco acostumado ao pódio e uma escuderia novata. Nada poderia simbolizar melhor esta tumultuada temporada de Fórmula 1 do que o título de Jenson Button, o campeão da crise.<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Rogério Simões 
Rogério Simões
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	<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 16:00:46 +0000</pubDate>
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<item>
	<title>Existe futuro para Nelsinho?</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="nelsinho.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/esporte/nelsinho.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-none" style="" /></span>A FIA anunciou nesta segunda-feira o resultado da sua investigação sobre a batida de Nelson Piquet Jr. no Grande Prêmio de Cingapura do ano passado. Como já havia indicado em um comunicado na semana passada, a escuderia francesa Renault não questionou as acusações de Nelsinho. Ficou agora oficialmente provado que o chefe da equipe, Flavio Briatore, e seu engenheiro Pat Symonds exigiram que o piloto provocasse um acidente para beneficiar seu colega Fernando Alonso. O piloto espanhol, concluiu a FIA, não sabia da trapaça.</p>

<p>Briatore e Symonds ficaram com quase todo o peso da punição da entidade. O empresário italiano está banido para sempre da Fórmula 1, enquanto o engenheiro recebeu um gancho de cinco anos. Nelsinho, que colaborou com a FIA, foi agraciado com uma imunidade e poderá voltar a correr. Já a punição à Renault foi, na opinião de muitos, entre eles <a href="https://nontonwae.pages.dev/blogs/andrewbenson/2009/09/f1_must_dig_deep_to_discover_t.html#more">o comentarista Andrew Benson da BBC</a>, leve. A equipe não perdeu pontos no atual campeonato nem foi suspensa ou banida da Fórmula 1, como alguns imaginavam. A escuderia tem apenas sobre sua cabeça o que se pode chamar de uma suspensão suspensa de dois anos. Se cometer algum outro deslize, fica fora do esporte até 2011.</p>

<p>Mas e Nelsinho? Que futuro poderá ter o filho do tricampeão Piquet? O ex-piloto e analista da BBC Martin Brundle <a href="http://news.bbc.co.uk/sport1/hi/motorsport/formula_one/8267241.stm">criticou duramente a imunidade dada ao brasileiro</a>. Para ele, um piloto que aceitou provocar um acidente a mando do chefe da equipe não merece continuar rodando por circuitos mundo afora. Brundle disse inclusive que, na sua opinião, Nelsinho não encontrará nenhuma equipe que o aceite, sua carreira teria chegado ao fim. Outros podem discordar, e pode ser que alguma equipe, impressionada com a honestidade com que Pique Jr. lidou com o caso após decidir denunciá-lo, venha a permitir que ele reinicie sua carreira. Certamente é com isso que Nelsinho sonha, considerando seu desejo de "começar a carreira do zero", <a href="http://news.bbc.co.uk/sport1/hi/motorsport/formula_one/8267241.stm">exposto em seu comunicado oficial.</a> Mas a verdade é que o nome Piquet, antes associado a conquistas brilhantes de um dos maiores pilotos da história da Fórmula 1, ficou marcado por um dos maiores escândalos já vistos no esporte. Isso nem mesmo uma improvável volta triunfante de Nelsinho às pistas deve mudar.</p>]]></description>
         <dc:creator>Rogério Simões 
Rogério Simões
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/esporte/2009/09/existe_futuro_para_nelsinho_pi.shtml</link>
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	<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 19:08:02 +0000</pubDate>
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	<title>A corrida maluca de Briatore</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="briatore.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/esporte/briatore.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-none" style="" /></span>O empresário italiano Flavio Briatore, assim como o engenheiro Pat Symonds, <a href="https://nontonwae.pages.dev/portuguese/noticias/2009/09/090916_renaultformulaumg.shtml">foi demitido</a> (ou "pediu demissão", como parece ser a versão oficial) da escuderia francesa de Fórmula 1 Renault. Além disso: a empresa decidiu não contestar as acusações de Nelson Piquet Jr de que Briatore o obrigou a bater o carro para favorecer seu colega Fernando Alonso. Ou seja, a Renault admite que a farsa existiu.</p>

<p>Nesta quarta-feira, falando à BBC, <a href="http://news.bbc.co.uk/sport1/hi/motorsport/formula_one/8259096.stm">o ex-dono de escuderia Eddie Jordan</a> disse que as demissões não deixam dúvidas sobre a culpa de Briatore e Symonds. E afirmou considerar "inacreditável" que um diretor de equipe da Fórmula 1 pudesse ordenar um piloto seu para bater o carro para favorecer seu colega, ignorando todas as implicações legais, éticas e de segurança. Mas foi exatamente isso que, de acordo com as informações divulgadas a partir do processo da FIA, ocorreu no GP de Cingapura do ano passado.</p>

<p>Se tudo realmente aconteceu como Nelsinho Piquet relatou, é assustador imaginar o que se passa na cabeça de Flavio Briatore. Para muitos, sua vontade de vencer deve lembrar o mundo da Corrida Maluca, com o empresário e bon-vivant italiano planejando formas de alterar o rumo natural de uma disputa esportiva por meio das artimanhas mais incríveis. Se não chega a ficar no alto de uma montanha esperando o carro líder passar para lançar uma rocha sobre ele, Briatore parece ter seguido pelo menos o espírito de Dick Vigarista: trapacear, independentemente das consequências.</p>

<p>A Fórmula 1 segue buscando uma fórmula mágica. Uma fórmula que a ajude a manter o interesse de milhões de seguidores mundo afora, cansados da falta de heróis atrás do volante, do determinismo da tecnologia ou da falta de uma genuína competição. O emocionante final da temporada passada sugeria um renascimento do esporte. Mas as brigas entre escuderias e FIA, além das confusões envolvendo regras, com mudanças feitas por Bernie Eclestone e logo depois suspensas, voltaram a ameaçar a vedete do automobilismo mundial. O imbroglio da Renault só piorou as coisas. O episódio envolvendo Briatore, Symonds e Nelsinho Piquet pode ser decisivo no futuro da competição. Para o bem ou para o mal.<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Rogério Simões 
Rogério Simões
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/esporte/2009/09/a_corrida_maluca_de_briatore.shtml</link>
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	<category>esporte</category>
	<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 16:32:19 +0000</pubDate>
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