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<title>
BBC BRASIL Londonices
 - 
Rodrigo Durão Coelho
</title>
<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/esporte/</link>
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Observações e curiosidades sobre a cidade-sede dos jogos olímpicos de 2012.</description>
<language>pt</language>
<copyright>Copyright 2013</copyright>
<lastBuildDate>Sat, 28 May 2011 18:48:49 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Gol e título elevam Messi a alturas ainda maiores</title>
	<description><![CDATA[<p>A vitória do Barcelona neste sábado sobre o Manchester United por 3 a 1 na final da Liga dos Campeões marcou mais um passo na caminhada de Lionel Messi rumo à consagração como um dos maiores nomes da história do futebol.</p>

<p>O argentino quebrou o tabu de nunca ter marcado um gol em solo britânico e deu praticamente 50% da assistência para o terceiro gol catalão, além de fazer uma partida brilhante. </p>

<p>Messi conquistou assim sua terceira Liga dos Campeões e confirma seu favoritismo para mais um título de melhor jogador do mundo. Aos 23 anos de idade, já tem um CV bem mais impressionante do que tinha seu compatriota Diego Maradona com a mesma idade. </p>

<p>No entanto, por mais excelente que tenha sido a participação do argentino, a ponto de ter sido de fato escolhido o melhor em campo, Messi não foi o único destaque da partida em Wembley.</p>

<p>A final do campeonato de 2010/11 em Londres vinha sendo antecipada como um embate entre os dois melhores times da atualidade, cada um representando uma escola e filosofia distintas, mas igualmente competitivas, bem-sucedidas e respeitadas por fãs de futebol. <br />
<div class="imgCaption" style=""><br />
<img alt="" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/esporte/messi283.jpg" width="226" height="283" class="mt-image-none" style="" /><p style="width:226px;font-size: 11px; color: rgb(102, 102, 102);"> </p></div><br />
Não era mais uma edição do maniqueísmo adorado por muitos comentaristas, retranca x ofensividade, fantasia x pragmatismo. Se o Barcelona representa o futebol de sonhos, o Manchester United é, há anos, uma força esmagadora dentro e fora da Inglaterra, acostumado a vencer adversários com talento e seriedade. </p>

<p>Por isso, a expectativa era alta. E os jogadores não decepcionaram. </p>

<p>O combate começou como um de cavalheiros: equilibrado, aberto, sem faltas, cartões amarelos ou necessidade de um minuto sequer de acréscimos ao final do primeiro tempo. E com gols. Do espanhol  Pedro e do inglês Rooney. </p>

<p>Mas mesmo nesta etapa inicial, o Barcelona soube apresentar em campo suas qualidades. Toques vertiginosos, inúmeros deles, para frente, para os lados, na diagonal, para espaços invisíveis do campo. O talento extraordinário de seus jogadores funcionando sempre pelo coletivo. A ponto de cansar aquela que é considerada talvez a melhor dupla de zaga do mundo, Vidic e Rio Ferdinand.</p>

<p>"É um pouco como ver nuvens carregadas se aproximando da sua casa. Você sabe que mais cedo ou mais tarde vai começar a chover", disse o comentarista da BBC Mark Lawrenson pouco antes do gol de Pedro, dado o volume de jogo. </p>

<p>Se o placar e talvez o futuro da partida estavam empatados quando o jogo recomeçou, o segundo tempo foi o momento em que o Barcelona assumiu as rédeas, especialmente após o gol de Messi, seu 53º da temporada. </p>

<p>Daí para frente, o time catalão pareceu esquecer onde estava, passou a brincar com o egoísmo de costume, sem deixar o rival tocar na bola. A equipe aumentou a velocidade de seu jogo, o número de passes certos e de chutes contra o gol de Van der Sar, que disputava em Londres sua última partida. Todos sabiam que o gol do Barcelona, marcado por David Villa após outro momento sublime de Messi, costurando a defesa inglesa, era inevitável. </p>

<p>"Eles não jogam com um centroavante porque o Villa e o Pedro cortam pelas pontas, o que aumenta a chance dos defensores adversários cometerem erros", tentou explicar o capitão do Manchester United, Vidic, após o jogo. "Eles jogam um futebol excelente e mereceram ganhar", reconheceu.</p>

<p>E o Barcelona na segunda parte da etapa final foi mesmo tão superior que o placar de 3 a 1 pareceu pouco. Como poucas vezes, nos últimos anos, o Manchester United foi tão acuado, especialmente jogando na Inglaterra contra um time europeu. Não porque tenha jogado mal, mas porque o adversário conseguiu ser ainda mais fabuloso.</p>

<p>E foi reconhecido pela própria torcida perdedora que, ao final, com a tradicional dignidade britânica, aplaudiu os vencedores. </p>

<p>O velho chavão de que no final "quem ganhou foi o futebol" se aplica perfeitamente. </p>

<p>Agora o Barcelona enfrenta possivelmente um clube sul-americano no Mundial de Clubes. </p>

<p>O Santos de Neymar, quem sabe?</p>]]></description>
         <dc:creator>Rodrigo Durão Coelho 
Rodrigo Durão Coelho
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	<category></category>
	<pubDate>Sat, 28 May 2011 18:48:49 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Derrota com dignidade</title>
	<description><![CDATA[<p>Logo no início da semi-final de quinta-feira, quando Lúcio deu um chapéu em um adversário no meio-campo, a garota negra sul-africana ao meu lado começou a rir. </p>

<p>O namorado dela, entre mau humorado e resignado, disse apenas: Samba.</p>

<p>Como se o Brasil e seu samba marchassem com a certeza do inexorável em passo firme e constante para aniquilar qualquer um que se ponha em seu caminho. </p>

<p>Mas não foi assim que aconteceu.</p>

<p>Durante quase todo o tempo regulamentar dessa noite glacial em Johanesburgo, a eufórica torcida africana tratou de elevar a temperatura ambiente com seus cantos, cores e eternas vuvuzelas.</p>

<p>Contagiou os limitados jogadores que, superando-se com determinação, decidiram que o Brasil não iria ter o que queria facilmente.</p>

<p>A ponto de, no final do segundo tempo, o gol brasileiro ter a consistência física de um banho de água gelada sobre a platéia, devolvendo-a a uma realidade de temperatura negativa e futebol inferior. </p>

<p>O jogo terminou ainda em meio ao choque coletivo e as hordas foram deixando as dependências em silêncio traumatizado. Mas não por muito tempo.</p>

<p>Menos de dez minutos após o final da partida, as vuvuzelas já ocupavam o espaço sonoro no Ellis Park, mostrando que, apesar da derrota e eliminação do torneio, a África do Sul não fez feio.</p>

<p>"Perdemos por causa de um único erro. O jogo poderia ter acabado com outro placar, poderia ter dado qualquer coisa", me disse o jovem Dominick.</p>

<p>Tanto ele como seus amigos diziam que aprovavam o desempenho de sua seleção.</p>

<p>O técnico Joel Santana parece ter opinião parecida. </p>

<p>"Estou feliz, orgulhoso e satisfeito com meu time hoje", disse ele nas entrevistas pós-jogo.</p>

<p>"Talvez com mais um ano de trabalho, nós possamos chegar no ponto de derrotar o Brasil."</p>]]></description>
         <dc:creator>Rodrigo Durão Coelho 
Rodrigo Durão Coelho
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/esporte/2009/06/derrota_com_dignidade.shtml</link>
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	<category>esporte</category>
	<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 14:00:31 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Ladrões tentam roubar policiais brasileiros na África do Sul</title>
	<description><![CDATA[<p>A Justiça sul-africana condenou a 5 anos de prisão dois assaltantes menos de 24 horas após eles terem tentado roubar o quarto de hotel de dois policiais brasileiros, na cidade de Pretória.</p>

<p>Os brasileiros vieram ao país observar a atuação da polícia local durante a Copa das Confederações.</p>

<p>Os dois assaltantes, de 21 anos de idade, foram pegos ao tentar entrar no quarto dos policiais durante a madrugada. </p>

<p>Um porta-voz da polícia local disse que a rapidez do processo judicial é resposta à promessa de agir com eficiência durante os eventos da Fifa.</p>

<p>Mas a vontade de coibir excessos pode acabar gerando outros. </p>

<p>O apresentador de TV Walter Mokoena, conhecido por suas explosões temperamentais, foi suspenso por tempo indeterminado da estatal SABC após pedir, ao vivo, a demissão de Joel Santana nesta segunda-feira.</p>

<p>Já pensou se a moda pega no Brasil? Creio que os únicos técnicos da seleção nacional que não tiveram suas demissões pedidas na TV foram aqueles que exerceram a função antes da invenção do aparelho.</p>

<p>Pena. O progresso do time passa tambem pelas  críticas e discussões democráticas.</p>]]></description>
         <dc:creator>Rodrigo Durão Coelho 
Rodrigo Durão Coelho
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/esporte/2009/06/joel.shtml</link>
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	<category>esporte</category>
	<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 12:27:19 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>O momento da África do Sul</title>
	<description><![CDATA[<p>"A África do Sul vai vencer o Brasil por 7x0. Os brasileiros não são muito bons", diz a garçonete em Johanesburgo, antes de esparramar a risada farta pelo ar.<br />
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="confcup226170.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/confcup226170.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-none" style="" /></span><br />
Ela sabe que eu sei que ela está brincando. Mas, chega uma hora em que você tem que se perguntar: o que é o futebol além de uma enorme brincadeira de adultos?</p>

<p>Claro que não é só isso. É negócio seríssimo, riquíssimo e, para muita gente, emburradíssimo também. Coloco, nessa última categoria, os hooligans e os pragmáticos do futebol força, entre outros. Nada a ver com a África do Sul.</p>

<p>Aqui, durante essa Copa das Confederações, o futebol tem sido uma festa. E a festa tem sido boa porque é perceptível o esfoço tanto de organização como do público para que ela assim seja.<br />
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="concup226170.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/concup226170.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-none" style="" /></span><br />
Todos sabemos que o torneio é um ensaio para detectar eventuais problemas e resolvê-los até o Mundial. </p>

<p>Ocorre que, quase na reta final da competição, os problemas surgidos aqui são menores do que o previsto. </p>

<p>É preciso, por exemplo, melhorar o sistema de escoamento do público após as partidas e algumas cidades-sede necessitam ampliar sua rede hoteleira para receber o número previsto de torcedores e profissionais de imprensa. </p>

<p>Mas não se ouviu falar de incidentes que explicitam incompetência crônica ou a alta taxa de criminalidade. Nesse último assunto, vi que nos últimos dois dias vêm aumentando as manchetes na linha de que "criminalidade pode manchar Copa das Confederações".</p>

<p>Elas se referem a dois incidentes, a nebulosa história dos jogadores egípcios e o do integrante da comissão técnica brasileira que dizem ter sido furtados em seus hotéis. </p>

<p>Um porta-voz da polícia veio a público na segunda-feira pedir para que esses incidentes sejam julgados apenas como eventos isolados que são e não amplificados a ponto de gerar uma onda de pânico irracional, com danos para a reputação da África do Sul como país organizador.</p>

<p>Porque o país já começou essa história toda sob uma desconfiança generalizada. </p>

<p>Ainda na segunda-feira, cruzei com Neto, ex-Corinthians e atualmente Band, em um banco de Johanesburgo. Ele se dizia surpreso com a vontade de agradar dos sul-africanos e chegava a temer que isso pudesse comprometer algum aspecto de segurança ou organizacional da Copa de 2010. </p>

<p>Pode ser que sim. Mas talvez seja melhor julgar os sul-africanos pelos resultados concretos do que por previsões. <br />
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="confedcup226170.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/confedcup226170.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-none" style="" /></span><br />
Porque, como bem sabe a garçonete do início do post, se é para tentar prever o futuro, que pelo menos ele seja pintado por nossas mentes como algo inspirador. Uma goleada sobre o Brasil, por exemplo.</p>

<p>Se não, afinal de contas, a brincadeira perde a graça. </p>]]></description>
         <dc:creator>Rodrigo Durão Coelho 
Rodrigo Durão Coelho
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/esporte/2009/06/o_momento_da_africa_do_sul.shtml</link>
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	<category>esporte</category>
	<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 10:37:16 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>A queda do Império Italiano</title>
	<description><![CDATA[<p>Uma derrota por 3x0 já é uma goleada? Há divergências. </p>

<p>Mas não há dúvidas de que se qualquer uma das 4 grandes nações futebolísticas (Brasil, Argentina, Itália e Alemanha) perder por esse placar e, principalmente, mostrando um futebol tão diminuto como o da seleção italiana contra o Brasil, o céu certamente se abriria para que os humanos pecadores ficassem a mercê da ira dos deuses.  </p>

<p>Ou não?</p>

<p>Surpreendentemente, não é isto que está ocorrendo. <br />
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="marcelolippi212266.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/marcelolippi212266.jpg" width="212" height="266" class="mt-image-none" style="" /></span><br />
Após o jogo, um mal-humorado Marcello Lippi falou que não vai mudar nada no planejamento italiano para a Copa de 2010. Perguntado se não estava na hora de renovar, o técnico italiano retrucou dizendo "e chamar quem?"</p>

<p>Uma enquete feita pelo site da revista <em>Goal</em> perguntou ao longo da semana passada se o treinador deveria sair caso a Itália perdesse para o Brasil. A maioria votou para que ele ficasse. </p>

<p>Nesta segunda-feira, o tom da imprensa esportiva italiana é mais de resignação do que revolta.</p>

<p>O técnico achar que não tem ninguém melhor para chamar do que esses jogadores talvez seja um sintoma da grande crise que atinge o futebol italiano.</p>

<p>Nos clubes, ela já era visível há tempos. </p>

<p>Desde 2006, especificamente, quando Milan, Juventus, Lazio e Fiorentina foram condenados por tentar manipular jogos. </p>

<p>O resultado que vem sendo visto é que a Serie A está deixando, pela primeira vez em 25 anos, de atrair os melhores jogadores do mundo. Kaká foi, dos grandes, o mais recente a trocar a Itália pela Espanha mas pode não ser o último. </p>

<p>Aparentemente até a multi-campeã Internazionale se tornou pequena demais para Ibrahimovic, que diz querer jogar em um time com chances de ganhar a Liga dos Campeões.</p>

<p>Mesmo discurso do lateral-direito Maicon, até o momento, ainda companheiro do sueco. </p>

<p>A venda de Kaká oficializou o status reduzido do Milan, que deixou de ser um tubarão voraz, colecionando talento à vontade, para ocupar a desconfortável posição de time vulnerável aos euros de outros, obrigado a vender seu maior talento. </p>

<p>Todo esse baixo astral talvez tenha a ver com as declarações irritadas do goleiro Buffon na semana passada, que disse que a Itália nunca iria jogar o "futebol champagne". Quem quiser assistir a isso, que vá ver a Espanha ou o Brasil, bufou. <br />
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="italiano226170.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/italiano226170.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-none" style="" /></span><br />
A Espanha, quem diria, que até recentemente não passava da fúria descontrolada e inconsequente, é apontada agora como favorita ao lado do Brasil.</p>

<p>Azar da sul-africana Shaakira.</p>

<p>Na saída do estádio Loftus Park na noite de domingo, a garota de 19 anos ainda carregava a bandeira italiana nas mãos e pintada na bochecha, além de vestir um agasalho do time. </p>

<p>"Comecei a torcer pela Itália em 2006, depois da Copa", disse.</p>

<p>"Talvez não tenha sido uma boa ideia."</p>]]></description>
         <dc:creator>Rodrigo Durão Coelho 
Rodrigo Durão Coelho
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/esporte/2009/06/a_queda_do_imperio_italiano.shtml</link>
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	<category>esporte</category>
	<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 10:46:55 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Egípcios e o sexo, uma história de azar</title>
	<description><![CDATA[<p>Na manhã de sexta-feira surgiu a notícia de que cinco jogadores egípcios haviam sido furtados em seu hotel, após a impressionante vitória contra a Itália. </p>

<p>Neste domingo, a imprensa sul-africana acrescenta detalhes à história.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="egypt_afp234.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2009/06/21/egypt_afp234.jpg" width="234" height="178" class="mt-image-none" style="" /></span></p>

<p>Segundo o <em>Sunday World</em>, um porta-voz da polícia local, onde o crime foi primeiro relatado, disse que cinco prostitutas foram levadas ao hotel naquela noite e, coincidentemente, desapareceram simultaneamente com os dólares dos jogadores. </p>

<p>O <em>Sunday World</em> diz ainda que a reação inicial dos egípcios não foi das melhores.</p>

<p>"Eles acusaram os empregados. Somos negros, portanto ladrões", teria dito um guarda do hotel ao jornal.</p>

<p>Tentei durante boa parte da manhã de domingo entrar em contato com o porta-voz da seleção egípcia, mas seus dois telefones permanecem desligados.</p>

<p>Considerando por um momento que a história possa ser verdade, fiquei com pena dos egípcios.</p>

<p>Em lugar nenhum vi gente tão reprimida sexualmente como no Egito, onde a religião não permite que se faça sexo antes do casamento e os costumes e a situação financeira impedem que se case antes de se ter dinheiro e estabilidade. O que, para a maioria da população costuma ocorrer não antes dos 30 anos de idade.  </p>

<p>Não que os "faraós" furtados se enquadrem nisso. Eles são tão bem pagos quanto qualquer outros jogadores de ponta e, portanto, já possuem os pré-requisitos para ter uma vida sexual normal.</p>

<p>Mas lamento o azar desses garotos que, na noite em que conseguiram o impossível e quiseram comemorar a valer, despencaram em um escândalo que, no Egito, deve assumir proporções bem maiores do que teria no mundo ocidental. E deve contribuir para consolidar ainda mais a ideia de que sexo é errado e traz a ruína.</p>

<p>Um lado meu sente pena sim. Mas outro fica revoltado com a ignorância que leva a reações racistas, como a mencionada acima. Isso, claro, se o que a imprensa sul-africana publicou neste domingo tiver sido verdade.<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Rodrigo Durão Coelho 
Rodrigo Durão Coelho
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/esporte/2009/06/egipcios_e_o_sexo_uma_historia.shtml</link>
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	<category>esporte</category>
	<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 11:19:29 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>A depressão americana. E neozelandeza.</title>
	<description><![CDATA[<p>Curiosa essa Copa das Confederações. A suposta democracia do regulamento, que alguns céticos criticam por ser meramente política, de permitir o ingresso de vencedores de todas as confederações continentais, vem gerando uma onda de depressão na torcida dos times com pior desempenho.</p>

<p>É como se EUA e Nova Zelândia, potenciais na vida e em outros esportes, percebessem que estão bem abaixo da linha da pobreza futebolística.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="new_zealand226s.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2009/06/20/new_zealand226s.jpg" width="226" height="283" class="mt-image-none" style="" /></span></p>

<p>Cresce na mídia neo-zelandeza a ideia de que o país deveria abandonar a semi-amadora Oceania e seguir o exemplo autraliano, que desde 2006 é parte da Confederação Asiática. O argumento, bem-sucedido segundo os autralianos, é enfrentar uma competição melhor e consequentemente desenvolver o futebol de sua seleção.</p>

<p>Vozes vindas dos EUA seguem a mesma linha. Arguentam que rivais como Cuba e Jamaica não são exatamente testes duros o suficiente para desenvolver uma equipe que almeja bater as potências do esporte.</p>

<p>Outros já sentem saudade do espírito de luta demonstrado pela equipe de Lalas, na Copa de 94, que se mostrou um adversário digno do eventual campeão Brasil e pedem a cabeça do técnico Bob Bradley.</p>

<p>Se nota-se tristeza na parte da baixo da tabela, é perceptível ainda a consolidação de uma classe média lutadora, ocupada pelos países do Oriente Médio.</p>

<p>Não fosse pelo tolo pênalti cometido no último minuto do jogo contra o Brasil, o Egito começaria a partida desta noite contra os EUA em melhores condições de se classificar do que a Itália. Apesar de sua trepidante campanha nas eliminatórias, a organização tática e o espírito de luta dos campeões africanos estão sendo reconhecidos tanto nas ruas do Cairo como no exterior.</p>

<p>Por falar em espírito de luta, me lembrei de uma conversa que tive ano passado com o brasileiro Jorvan Vieira, então treinador iraquiano. Ele dizia que a equipe, finalmente depois de anos, voltou a treinar no país e não mais em vizinhos.</p>

<p>Mesmo assim, por motivos de segurança, para qualquer deslocamento dentro da capital Bagdá, Jorvan usava um comboio composto por 8 carros blindados, além do dele.  Três na frente, três atrás e um de cada lado do carro em que viajava. O técnico dizia ainda que quase todos os seus jogadores tinham perdido algum parente ou possuiam alguma história triste da guerra para contar.</p>

<p>Acredito que superar este tipo de dificuldades para jogar bola possa ser positivo. Os resultados em campo, pelo menos, mostram isso. <br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Rodrigo Durão Coelho 
Rodrigo Durão Coelho
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/esporte/2009/06/a_depressao_americana_e_neozel.shtml</link>
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	<category>esporte</category>
	<pubDate>Sat, 20 Jun 2009 15:43:42 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Itália não é Espanha, Egito é roubado.</title>
	<description><![CDATA[<p>"Nós não conseguiríamos jogar como a Espanha nem que treinássemos 10 horas por dia.  É uma questão de estilo" disse o técnico italiano, Marcello Lippi, antes do jogo contra o Egito. <br />
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="lippi226170.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/lippi226170.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-none" style="" /></span><br />
Depois da derrota por 1x0, a primeira na história da Itália para um time africano, Lippi disse que os italianos tão pouco foram fiéis ao seu próprio estilo e não foi porque jogaram com um uniforme igual ao do Uruguai.</p>

<p>Faltou agressividade e sobrou categoria ao goleiro egípcio, disse o técnico. Brasil e Itália costumam fazer jogos fechados, emburrados. </p>

<p>Com a necessidade italiana de marcar gols para se classificar, a partida de domingo passou a prometer mais diversão. <br />
 <br />
Mas nem tudo foi alegria para o time egípcio. A maioria terminou a noite com a sensação de ter sido roubada. Literalmente. </p>

<p>Ao voltar ao hotel em Johanesburgo, os jogadores perceberam que ladrões haviam furtado dinheiro (não se sabe ao certo a quantia, mas calcula-se que seja algo na casa dos milhares de dólares). </p>

<p><strong>Nova Zelândia</strong><br />
 <br />
O técnico da Nova Zelândia, Rikki Herbert, considerou boa a experiência na Copa das Confederações, onde seu time marcou zero e tomou sete gols em duas partidas, evitando ainda marcar o primeiro ponto da história do país em três participações no torneio. "É bom entrar em contato com potências do futebol", diz ele. </p>

<p>Antes da competição, a Nova Zelândia era vista como uma eventual surpresa por ter resistido bravamente à Itália, que derrotou a equipe por 4x3. </p>

<p>Tendo em vista os últimos jogos, percebe-se que aquela partida revelou muito mais sobre o time italiano do que a respeito dos vizinhos da Austrália.</p>

<p><strong>Sem TV</strong></p>

<p>Os sul-africanos podem ficar sem ver a Copa pela TV. Os sindicatos discutem entrar em greve na semana que vem por causa de uma disputa que se arrasta há meses sobre aumento salarial. </p>

<p>A estatal SABC, que tem os direitos de transmissão para o país, oferece 8% de aumento, mas os sindicatos exigem 12%. A decisão de entrar ou não em greve deve sair nos próximos dias.</p>

<p>A Fifa disse que vai distribuir ingressos gratuitos entre a população pobre para os próximos jogos da Copa das Confederações para evitar estádios vazios.<br />
 <span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="sulafrica226170.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/sulafrica226170.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-none" style="" /></span><br />
A distribuição já estava acontecendo  de fato e não foi revelado ainda quantos ingessos vão ser dados agora em caráter oficial. </p>

<p>A organização local divulgou a média de público até agora do torneio, 30.731, maior do que qualquer outra edição da Copa das Confederações exceto a última, na Alemanha. </p>

<p>Mesmo assim, o que parece incomodar a Fifa e o observador neutro, são os grandes espaços vazios nos estados construídos para acomodar mais gente. </p>]]></description>
         <dc:creator>Rodrigo Durão Coelho 
Rodrigo Durão Coelho
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/esporte/2009/06/italia_nao_e_espanha_egito_e_r.shtml</link>
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	<category>esporte</category>
	<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 10:53:26 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Terapia do grito</title>
	<description><![CDATA[<p>Gritar à vontade durante um jogo de futebol pode ser altamente terapêutico. </p>

<p>Especialmente se seu grito se perde em meio a uma cacofonia animada que contribui para tornar um evento relativamente morno, como uma partida de futebol por vezes medíocre, em um evento que faz o sangue ferver.  </p>

<p>Assisti ao jogo entre África do Sul e Nova Zelândia na casa de moradores de Johanesburgo, pessoas vindas de famílias pobres que, graças à democratização e programas de distribuição de renda para negros, em vigor desde 1994, subiram de classe social, para o que no Brasil seria considerado média alta. Dinheiro de ouro e diamantes.</p>

<p>Mas a ascensão social não suavizou a animação dessa gente que atende por apelidos como Gift (presente), Tomb Boy (menino da tumba) e Joy (alegria). E desde o início da partida, os urros, gritos, saltos e socos na mesa ou no ar são constantes.</p>

<p>Outra polêmica que surgiu essa semana tem a ver com o barulho. As 'vuvuzelas' são os cornetões que não param de soar durante todo o jogo. Elas vêm sendo criticadas por serem altamente azucrinantes, mas o fato de as críticas virem, na maioria, de brancos, gerou um debate racial.</p>

<p>Os negros dizem que a vuvuzela é parte integrante da forma deles torcerem. Portanto, se eles se comportam de acordo com a etiqueta local nos jogos de rúgbi e críquete que atendem, que os brancos, considerados por eles verdadeiros turistas em estádios de futebol, respeitem a tradição. Ok, muito bem, me convenceu. </p>

<p>Eu, que na primeira vez que estive em um estádio sul-africano saí com um zumbido constante no ouvido e a cabeça latejando por causa da vuvuzela, já me convenci a levar um analgésico para o estádio e resolver a parada.</p>

<p>Voltando à casa de Gift: o relato que fiz dizendo acreditar que o zagueiro Matthew Booth, branco, estava sendo vaiado pelos torcedores, gerou gargalhadas gerais. "É uma armadilha para enganar quem não conhece", disseram eles.</p>

<p>Com bom-humor, me disseram também que o técnico da seleção da África do Sul, Joel Santana, lhes lembrava o personagem do filme <em>O bom, o mau e o feio</em>, de Sergio Leone. O brasileiro seria o feio, no caso. </p>

<p>Ouvir isso enquanto vejo o rosto de Joel, com expressão de quem acabou de ser acordado no meio da noite pela polícia secreta, contribui para o efeito cômico.</p>

<p>De qualquer forma, a vitória por 2 a 0, se não foi o massacre necessário para lavar a alma da torcida, proporcionou uma sobrevida ao time, que ainda sonha com uma passagem para as semifinais.<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Rodrigo Durão Coelho 
Rodrigo Durão Coelho
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/esporte/2009/06/terapia_do_grito.shtml</link>
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	<category>esporte</category>
	<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 10:41:06 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>De olho na música</title>
	<description><![CDATA[<p>Como se não bastassem os problemas em campo e os estádios semi-vazios (ou meio cheios, dependendo do ponto de vista), a Copa das Confederações conseguiu despertar outro tipo de revolta nos sul-africanos, a abreviação do hino nacional.</p>

<p>"Foi um tapa na cara de nossa pluraridade cultural" disse o presidente da Afrikanerbond, influente organização de defesa da cultura Africaner, um dos diferentes grupos étnicos que compõem o país. </p>

<p>Tudo porque no jogo da estreia, domingo, foi tocada uma versão de 90 segundos do hino nacional, o que está de acordo com o protocolo da Fifa. </p>

<p>A letra é cantanda em cinco línguas, xhosa, zulu, sesotho, africâner e inglês, sendo que as partes referentes aos dois últimos idiomas foram cortadas.</p>

<p>Mesmo a Federação de Futebol Sul-Africana (em inglês, Safa) se diz preplexa com o ocorrido. </p>

<p>Morio Sanyane, porta-voz da organização, disse que antes da partida a entidade enviou uma versão integral da música.</p>

<p>"Não sei explicar o que aconteceu na hora", disse ele ao jornal local <em>The Citzen</em>. </p>

<p>O assunto vem gerando acalorados debates radiofônicos e muitos sul-africanos vêm se sentindo humilhados com o que dizem ser um desrespeito. </p>

<p>Tanto a Safa como muita gente na África do Sul vão estar atentos nesta quarta-feira, antes do jogo com a Nova Zelândia, para ver se os quase 4 minutos de música vão ser respeitados. </p>]]></description>
         <dc:creator>Rodrigo Durão Coelho 
Rodrigo Durão Coelho
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/esporte/2009/06/de_olho_na_musica.shtml</link>
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	<category>esporte</category>
	<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 12:37:52 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Soweto vê o Brasil jogar</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="kaka_egito_ap450.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/kaka_egito_ap450.jpg" width="450" height="307" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></span>"Não foi ele quem deu um tapa no Bebeto?", pergunta Nelson, um sul-africano que assiste comigo ao jogo do Brasil contra o Egito, na estreia da Seleção na Copa das Confederações.</p>

<p>Nelson se refere a Dunga, e não acredita quando digo que o episódio da Copa de 1998 não foi um tapa - no máximo, uma leve cabeçada. "Foi um tapa sim, hahaha, esse cara é bravo", diz ele.</p>

<p>Estamos em Soweto, bairro de Johanesburgo famoso pela pobreza e por simbolizar como nenhum outro a luta contra o apartheid. No pequeno bar, umas dez pessoas assistem à partida.</p>

<p>"Não é mal para uma tarde de segunda-feira, quando todos estão trabalhando", diz ele, se referindo ao número de pessoas vendo o jogo. Nelson e seu amigo Kutlwano torcem animadamente pelo Brasil e dizem que o placar, então 3 a 1 para o time de Dunga, é prelúdio de um massacre inevitável.</p>

<p>"Os egípcios não têm a menor chance, eles mesmos sabem disso", diz Kutlwano. Eu pergunto o porquê da admiração.</p>

<p>"Por causa do futebol, claro! Ninguém joga tão bem tão consistentemente. E não foi apenas o Pelé, que nunca vi jogar. Adoro o Rivaldo, Ronaldo, Kaká, Robinho e aquele camisa 11, Romário", diz Kutlwano.</p>

<p>"Mas acima de todos, o melhor foi Ronaldinho. Podem dizer que ele está mal, mas o que ele fez eu nunca vi nenhum outro fazer. O Brasil vai ser sempre o melhor..."</p>

<p>Kutlwano - e o mundo todo, aparentemente - é interrompido por um gol egípcio. E outro. </p>

<p>Nesta altura, o bar, grita, bate nas mesas e aplaude fervorosamente a seleção campeã africana, que arranca às pressas o empate.   </p>

<p>O jogo muda de história, e os aguerridos egípcios chegam por vezes a parecer mais perto da vitória do que os brasileiros. Ninguém desgruda os olhos da TV. </p>

<p>Ao final, os sul-africanos soltam o riso ao ver o gesto infantil do jogador do Egito que mete o braço para evitar um gol certo brasileiro. Após a conversão do pênalti por Kaká e o apito final que sela a vitória do Brasil por 4 a 3, Kutlwano diz:</p>

<p>"É por isso que, em toda a África do Sul, a garotada chega a preferir usar a camisa do Brasil do que a da nossa própria seleção. Sete gols em um jogo! O Brasil é sempre divertido", diz.</p>]]></description>
         <dc:creator>Rodrigo Durão Coelho 
Rodrigo Durão Coelho
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/esporte/2009/06/soweto_ve_o_brasil_jogar.shtml</link>
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	<category>esporte</category>
	<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 22:26:55 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Racismo no futebol sul-africano?</title>
	<description><![CDATA[<p>Existe um limite para o volume de som que uma torcida pode produzir dentro de um estádio. Os quase 50 mil torcedores que neste domingo foram ao Ellis Park de Joanesburgo para ver a partida de estreia da Copa das Confederações entre África do Sul e Iraque pareciam não saber disso.</p>

<p>Eles se esforçavam para ampliar as possibilidades sonoras dos cornetões, fazendo-os rasgar o ar, misturando seu som com o dos gritos e cantos, embalados por tambores de graves imensos que faziam tremer o chão. <br />
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="africadosul226170.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/africadosul226170.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-none" style="" /></span><br />
E aplaudiam. Sem parar.</p>

<p>A torcida vibrava com a menor dividida, a bola defendida ou qualquer tentativa de ataque, por mais enfadonha que fosse. Vibrava e dava força a tudo e a todos. Menos para Matthew Booth.</p>

<p>Toda vez que o (neste jogo muito competente) zagueiro alto, branco e careca tocava na bola, se escutava um 'buuuuu' rasante que parecia jogar momentaneamente água gelada na fervura que foi o Ellis Park neste domingo. </p>

<p>Um contraste sonoro muito maior do que quando a oposição iraquiana, fosse ela sunita, xiita ou curda, ensaiava algum perigo. </p>

<p>Ou quando qualquer outro Bafana Bafana furava pifiamente ou enviava um daqueles passes laterais infantis que permitem contra-ataque. </p>

<p>O fato de ele ser o único branco do time - e aí pense em branco total, uma espécie de cover do vocalista do Midnight Oil, e ter levado o tratamento do "buuuuu"  logo na primeira vez que tocou na bola, me fez pensar em racismo.  </p>

<p>Ainda no primeiro tempo, pesquisando na internet, descobri que Booth havia declarado, em 2003, que  "existe racismo na minha África do Sul, na Inglaterra e em muitos outros países. Ele precisa ser combatido". A declaração foi feita quando ele participou de um amistoso internacional contra a discriminação racial. </p>

<p>No intervalo do jogo, pesquisei mais e vi que ele foi um dos nomes mais discutidos entre os convocados por Joel Santana. </p>

<p>O motivo é que o quarto-zagueiro, aos 32 anos e uma década de seleção nacional, seria lento demais. </p>

<p>Ante a indignada imprensa local, Joel teve que justificar sua seleção, em detrimento do que é considerado um melhor defensor, Nasief Morris, do Recreativo Huelva da Espanha, pelo fato de Booth ser alto. 'A maior fraqueza defensiva da África do Sul são as bolas aéreas', disse o treinador brasileiro para os jornalistas do país.</p>

<p>Mas curiosamente, falando com colegas da imprensa local ainda no intervalo, ouvi a explicação de que o próprio nome do rapaz, quando dito de forma alongada (Booooooooth), seria uma onomatopéia de vaia (soa como um longo 'Buuuu'). E que esta inusitada forma de reconhecimento seria, de fato, um incentivo carinhoso ao jogador.</p>

<p>Precisei escutar isso de pelo menos quatro sul-africanos para ficar convencido.</p>

<p>Porque um país com uma recente e complexa bagagem histórica de racismo, como é a África do Sul, não pode ser deixada em paz para saudar um ídolo com uma vaia disfarçada, sem que questões sociológicas sejam levantadas quando o ídolo calha de ser o único branco do time. </p>

<p>Armadilhas interessantes desse futebol globalizado, cuja compreensão às vezes tropeça em curiosas brincadeiras locais.</p>

<p>Quanto ao jogo em si, um impotente 0 x 0, destaque para o tremendo, inesquecível e histórico azar do atacante Bernand Parker que, em um lance de rara plasticidade anatômica, conseguiu evitar um gol do próprio time usando o traseiro.</p>]]></description>
         <dc:creator>Rodrigo Durão Coelho 
Rodrigo Durão Coelho
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/esporte/2009/06/racismo_no_futebol_sulafricano.shtml</link>
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	<category>esporte</category>
	<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 10:07:41 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Ronaldo e a Palestina</title>
	<description><![CDATA[<p>Há exatos quatro anos, Ronaldo dizia em Ramallah, capital da Cisjordânia, que 'esperava um dia voltar em missão de paz' e prometia 'falar sobre os palestinos', quando retornasse ao seu país natal. </p>

<p>Na época, ele esteve na cidade como representante da ONU. E atraiu uma multidão quase incontrolável de jovens fãs que mal podiam acreditar que um astro daquele quilate e do esporte mais popular estivesse visitando a empobrecida cidade deles.  </p>

<p>Em retribuição, batizaram um centro da juventude com seu nome. <span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="roni.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/roni.jpg" width="203" height="152" class="mt-image-none" style="" /></span></p>

<p>Quando estive lá, em 2008, me disseram que o momento mais emocionante foi quando Ronaldo levantou a bandeira palestina, o que para eles representou o reconhecimento do direito de viver como povo independente. Coisa que outros visitantes, inclusive futebolistas brasileiros, frequentemente se recusavam a fazer. </p>

<p>Nesta segunda, dia em que o governo brasileiro anunciou que pretende mesmo levar Corinthians e Flamengo para jogar na Cisjordânia ainda esse ano, conversei com um representante da Autoridade Palestina (AP), que me confirmou que a partida, ainda sem data, deve acontecer no único estádio da região que atende aos padrões exigidos pela FIFA para a realização de jogos internacionais, o Faisal Al-Husein, ao leste de Jerusalém. </p>

<p>Minha fonte na AP disse que o estádio se encontra na região mais segura possível dentro do território. Disse também, rindo, que não devem ser permitidas salvas de tiros para se comemorar os momentos de maior animação.  Mais importante, me falou que as pessoas de lá realmente acreditam que esse tipo de (esperamos) amistoso ajuda a melhorar a vida da população. </p>

<p>Me disse que, embora os times europeus sejam os mais conhecidos, a admiração que existe pelos jogadores brasileiros  é bem maior. </p>

<p>E que um campo de refugiados em Gaza se chama, extra-oficialmente, Brasil.  </p>

<p>E você, o que acha disso tudo?</p>]]></description>
         <dc:creator>Rodrigo Durão Coelho 
Rodrigo Durão Coelho
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/esporte/2009/06/ronaldo_e_a_palestina.shtml</link>
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	<category>esporte</category>
	<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 22:35:06 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>O conquistador europeu</title>
	<description><![CDATA[<p>Rumores da ida de Keirrisson para a Juventus e de Chicão ao Benfica. Estas transferências podem até não se concretizar, mas sinalizam o início iminente de outra temporada de pilhagem internacional. </p>

<p>E o nosso futebol, como uma donzela a ser entregue a corsários ou um Tibete sem exército, se prepara para ser novamente diminuído enquanto ostenta um estranho sorriso de poliana orgulhosa, que descobre sempre novas maneiras de apreciar o estupro. </p>

<p>Afinal, pensem, todos ganham. Clubes, jogadores, empresários, atravessadores e torcedores. Os estrangeiros, claro, especialmente os europeus que se acostumam a devorar o talento vindo de partes mais pobres com a voracidade de glutões impacientes. E o torcedor no Brasil?</p>

<p>Este esqueceu como ter vínculos mais aprofundados. Não acredita mais no casamento. Aprendeu a viver de namoricos curtos. E tem o consolo de ver seu antigo caso de amor, quase nunca amadurecido, mas interrompido às pressas quando era ainda futuro promissor, brilhar do outro lado do oceano, mais rico, beijando outro escudo. A felicidade agridoce de pensar que todos os gols da final da UEFA foram brasileiros. </p>

<p>O que fazer? Virarmos todos torcedores do Real Madrid ou fãs do Totti? Realmente não sei. Há alguns anos pedi ao doutor Sócrates que se imaginasse surgindo hoje para o futebol, sendo como era nos anos 70, tão superior aos seus colegas. Perguntei se a adaptação dele ao futebol europeu seria desta vez tão inevitável como parece ser a de todo e qualquer bom jogador. Ele respondeu na lata: "nunca. Sou brasileiro e amo viver aqui, não se compra a minha felicidade". </p>

<p>E até não muito tempo atrás este negócio de se adaptar à Europa não era para qualquer um, vide Didi, Jairzinho, Roberto Dinamite, o próprio doutor, Viola e Marcelinho.</p>

<p>Mas hoje, um Adriano levanta todo tipo de suspeita quando diz ao mundo que não quer passar outro ano longe da sua cidade e dos seus. Como se nossa auto-estima fosse tão baixa a ponto de desconfiar quando alguém diz que escolhe ficar aqui por opção e não por falta dela. </p>

<p>Enquanto isso, eu continuo torcendo para que surjam outros Marcos e Rogério Cenis para tornar nossas vidas melhores.<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Rodrigo Durão Coelho 
Rodrigo Durão Coelho
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/esporte/2009/05/o_conquistador_europeu.shtml</link>
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	<category>esporte</category>
	<pubDate>Mon, 25 May 2009 15:57:51 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>10 anos de Premiership</title>
	<description><![CDATA[<p>Tinha implicância com o futebol inglês, quando me mudei para a Inglaterra em 1998. Na época, além de o campeonato do país não chegar perto do glamour de outras ligas como a italiana e a espanhola, era muito difícil se informar sobre campeonatos que ocorriam fora da ilha. Era como se, ilhados, os ingleses oscilassem entre achar que tinham os melhores talentos (as transações do futebol inglês ainda eram das mais caras do mundo) e admirar incondicionalmente a "sofisticação' continental, representada por pioneiros europeus como Cantona, Gullit e Vialli.</p>

<p>Desnecessário dizer que tudo mudou demais neste período. A ponto de o time símbolo do país, o Manchester United, apesar de não trocar de técnico, ter mudado sua forma de jogar. E para muito melhor. Se o clube ganhou a Liga dos Campeões de 99 com o coração na ponta da chuteira e a mentalidade quase de 'bola pro mato que o jogo é de campeonato', a equipe chega na final deste ano com um time por muitos considerado melhor até do que o Barcelona, talvez o símbolo máximo do futebol arte europeu. </p>

<p>Claro que ainda existe muita feiúra. Jogos tão horríveis que fazem até você, como expectador, se sentir medonho. Mas o fato de que pelo menos quatro times disputam realmente o campeonato nacional, representando escolas distintas e de quebra lutando pelo principal campeonato europeu, diz muito a favor da Premiership.</p>

<p>Fora que a constelação de estrelas que fizeram a história da Liga nestes 10 anos enche os olhos de qualquer um que preze uma bola rolando com qualidade. Pensando nisso, escalei minha seleção dos melhores e mais significativos que vi neste período. Já que escolher 11 seria pouco, elegi logo 22.</p>

<p><em>Goleiros</em>: <strong>Peter Schmeichel </strong>- Talvez o melhor e mais monstruoso arqueiro que já vi jogar. O Man. United penou muito para substituí-lo. Reserva: <strong>Peter Czech </strong>- Antes de fraturar o crânio era, de longe, o melhor do mundo. Após a convalescença, permanece um dos principais. </p>

<p><em>Lateral Direita</em>: <strong>Gary Neville </strong>- Longe de ser o melhor o mais técnico, atlético ou espetacular, o irmão do Phill é um dos símbolos do Manchester United  e do futebol inglês mais brigador. Um atleta que, com dignidade, se beneficiou por jogar em uma posição que sofre de carência crônica de talento. Reserva:  <strong>William Gallas</strong> - Quase escolhi Steve Finnan, mas considero que o zagueiro improvisado lateral, em sua época de Chelsea, ainda era muito melhor na posição do que o jogador do Liverpool.</p>

<p><em>Zaga Central</em>: <strong>Jaap Stan</strong>: o melhor zagueiro que já vi atuar. Alex Ferguson demorou para arrumar um substituto à altura do holandês. Reserva: <strong>Tony Adams</strong>: O jogador símbolo da famosa "muralha inglesa", como era conhecida a defesa do Arsenal. </p>

<p><em>Quarta Zaga</em>: <strong>Rio Ferdinand</strong>: Cotado como mais um talento com cabeça de vento, Rio surpreendeu e aprendeu a ser um dos maiores zagueiros do futebol mundial. Reserva: <strong>John Terry</strong>: Compensa a falta de técnica com uma ótima antecipação, capacidade de liderança e garra acima de qualquer suspeita. Só não é muito bom para bater pênaltis em finais de campeonatos importantes.  </p>

<p><em>Lateral Esquerda</em>: <strong>Silvinho </strong>- o único brasileiro na lista, sobrou quando jogava pelo Arsenal. Mostrou tanta classe, habilidade e velocidade que foi parar na Cataluña. Reserva: <strong>Ashley Cole</strong>: é titular há tanto tempo da seleção inglesa e de alguns dos principais times do país que não poderia deixar de estar aqui. </p>

<p><em>Médio- Volante</em>: <strong>Roy Keane</strong>: Se teve um jogador que representou o campeonato inglês neste período, foi este irlandês temperamental. Um cão pitubul que também sabia jogar muita bola, vide a volta da semifinal da Liga dos campeões de 99 contra a Juventus.  Reserva: <strong>Patrick Vieira</strong>: O capitão do Arsenal foi o único que fez, durante alguns anos, frente à Keane. Vários duelos memoráveis entre os dois terminaram com cartões vermelhos. O francês ainda jogava mais bola. </p>

<p><em>Segundo Volante</em>: <strong>David Beckham</strong>: Como não selecionar esse cara? De bode espiatório da Copa de 98 a maior estrela do mundo, não é fácil ignorar o marido da Spice Girl.  Reserva: <strong>Frank Lampard</strong>: Um pouco improvisado como segundo homem do meio-campo, se tornou o maior nome do Chelsea de Mourinho. </p>

<p><em>Meio campo central</em>: <strong>Steve Gerrard</strong>: Não gostava desse jogador. Achava que ele concentrava e desperdiçava a maioria das jogadas do Liverpool. Mas me rendi aos fatos. Ele tem estrela, chuta bem e come grama se precisar. Reserva: <strong>Steve Mcmanaman</strong>: Um craque. Jogava olhando para cima, como se deve fazer. Me lembrava uma mistura de Boban com Leonardo. Foi importante na conquista da Liga dos campeões de 2000, com o Real Madrid. </p>

<p><em>Meia esquerda</em>: <strong>Cristiano Ronaldo</strong>: Um dos melhores jogadores que já disputaram o campeonato inglês em todos os tempos. Reserva: <strong>Ryan Giggs</strong>: Muitos na Inglaterra acreditam que, se o gaulês tivesse escolhido a nacionalidade inglesa, como podia ter feito, o destino do English Team teria sido diferente nas últimas copas. </p>

<p><em>Primeiro atacante</em>: <strong>Thierry Henry </strong>- O Arsenal ficou pequeno para todo o Va-va-vum do francês, que ainda desperta muita saudade no norte de Londres. Reserva:<strong> Alan Shearer</strong>: Atacante da escola antiga, um Evair saxão. Ainda não teve substituto.</p>

<p><em>Segundo atacante</em>:<strong>Michael Owen</strong>: Um craque que não merecia ser tão azarado. De qualquer forma, durante muitos anos foi a maior esperança dos ingleses. Símbolo do Liverpool de Houllier. Reserva: <strong>Wayne Rooney</strong>: O Michael Owen de hoje, sem a má sorte. </p>

<p>E pensar que ainda faltaram Overmmars, Ginola, Bergkamp, Zola, Dennis Wise, Desailly, Scholls, Weah, Fabregas, Anelka, Pires, Drogba, Tevez....</p>

<p>Não gostou da minha seleção? Não sofra calado, amigo leitor, faça a sua!</p>]]></description>
         <dc:creator>Rodrigo Durão Coelho 
Rodrigo Durão Coelho
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/esporte/2009/05/10_anos_de_premiership.shtml</link>
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	<category>esporte</category>
	<pubDate>Tue, 19 May 2009 20:24:11 +0000</pubDate>
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