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<title>
Blog do Editor
 - 
Edson Porto
</title>
<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/</link>
<description>O comando da BBC Brasil discute grandes temas internacionais, mídia e o jornalismo da BBC.</description>
<language>pt</language>
<copyright>Copyright 2013</copyright>
<lastBuildDate>Fri, 15 Feb 2008 22:49:22 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Mídia vigiada, mas por quem?</title>
	<description><![CDATA[<p>A primeira vez que ouvi a palavra ombudsman, a crítica pública ao trabalho da mídia no Brasil era uma raridade. E jornalistas e órgãos da grande imprensa raramente falavam uns dos outros. Eram raros também veículos especializados em fazer essa crítica, embora existissem. </p>

<p>Mas esses ainda eram os anos pré-internet. Hoje, não só cada vez mais publicações têm espaços formais para fazerem crítica ao jornalismo que praticam, como se espalham na web sites especializados, colunas, revistas e blogs que discutem, reportam e criticam a mídia. </p>

<p>Há críticas de todos os lados e para todos os gostos. Há também embates ruidosos. Atualmente a briga mais explosiva na rede ocorre entre o jornalista <a href="http://www.projetobr.com.br/blog/5.html">Luís Nassif,</a> que por anos foi colunista de economia do jornal <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/">Folha de S. Paulo</a>, e a revista <a href="http://vejaonline.abril.com.br/">Veja</a>. Vários dos sites especializados em jornalismo, como o da <a href="http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2008/01/31/imprensa16876.shtml">Revista Imprensa,</a> têm acompanhado de perto o embate.</p>

<p>Mas não escrevo para falar dessa disputa em si, mas sobre a proliferação da discussão sobre a mídia. Em princípio, um debate amplo e constante sobre a mídia e a produção jornalística só pode ser visto como algo positivo. </p>

<p>O trabalho jornalístico deve ser discutido, checado, estar aberto a criticas e ser o mais transparente possível. <br />
Também só pode ser positiva a proliferação de fontes de informação sobre questões ligadas à imprensa e à qualidade do jornalismo. Quanto mais os consumidores e produtores discutirem, mais vão conseguir realizar e distinguir entre jornalismo de boa qualidade, que serve ao interesse público, e o de má qualidade. </p>

<p>Mas devo confessar que na maioria dos casos, com honrosas exceções (como é o caso do site <a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/index.asp">Observatório da Imprensa</a>), a discussão que tenho visto é decepcionante. Boa parte se dá de maneira extremamente emocional e partidária. Não é difícil encontrar blogs que se especializaram em apontar como a imprensa persegue o governo ou outros que vão em direção oposta e enxergam apoio ao governo em todas as linhas. </p>

<p>Também não é raro encontrar acusações pessoais e um grande excesso de adjetivos e ataques infundados. Quase sempre, falta bom jornalismo cobrindo a produção jornalística. </p>

<p>Não tenho dúvida de que várias das iniciativas que estão aí são um avanço, mas me pergunto se essa discussão realmente chega a um grupo grande do público (e não fica apenas entre jornalistas) e se ela tem sido efetivamente útil para melhorar a qualidade do jornalismo brasileiro. Gostaria de acreditar que sim, mas acho que o debate no geral é superficial demais ou partidário demais para realmente produzir luz.</p>]]></description>
         <dc:creator>Edson Porto 
Edson Porto
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2008/02/midia_vigiada_mas_por_quem_1.shtml</link>
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	<category>editores</category>
	<pubDate>Fri, 15 Feb 2008 22:49:22 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>O seu poder …</title>
	<description><![CDATA[<p>Enquanto empresas de comunicação estão discutindo o que fazer para não perder poder e relevância, já existe uma aceitação de que os meios tradicionais de mídia, mesmo nas suas encarnações eletrônicas, estão dividindo cada vez mais influência com os seus antigos consumidores.</p>

<p>E essa não é uma discussão apenas acadêmica. É o que fica claro no <a href="http://technobabble2dot0.wordpress.com/social-media-white-paper/">relatório (white paper)</a> divulgado em janeiro pela <a href="http://www.edelman.com/">Eldeman</a>, uma multinacional de relações públicas.  O trabalho discute e busca entender para onde o poder de influência está migrando e de que forma é possível medi-lo.</p>

<p>Por trás dessa discussão está o debate nada virtual sobre como investir dinheiro e conseguir retorno para vender produtos, serviços e idéias no mundo das redes sociais.</p>

<p>No documento, os especialistas argumentam que ainda não existe um sistema confiável para medir influência e resultados nas diferentes ferramentas de sociabilidade eletrônica.</p>

<p>Para os autores, os primeiros padrões para medir essa influência e transformá-la em dinheiro nasceram com os blogs e, mesmo antes de se tornarem maduros, já precisam ser revistos.</p>

<p>Os especialistas dizem que nos últimos três anos o mundo das redes sociais evoluiu tanto, com ferramentas como o YouTube fazendo um enorme sucesso, que as referências que estavam sendo baseadas em medições de blogs deixaram de ser suficientes.</p>

<p>A discussão não é simples e os próprios autores dizem logo no começo que estão iniciando um debate e admitem que não existem hoje sistemas de medição e avaliação que sejam equivalentes aos que estão estabelecidos para as mídias tradicionais.</p>

<p>O debate já está reverberando na rede, em sites como o <a href="http://www.socialmediatoday.com/SMC/25033">Socialmediatoday </a>, e mostra o quão rapidamente o mundo da comunicação está mudando.<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Edson Porto 
Edson Porto
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2008/02/o_seu_poder.shtml</link>
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	<category>editores</category>
	<pubDate>Fri, 08 Feb 2008 20:18:35 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Violência mapeada… e alta</title>
	<description><![CDATA[<p>Nesta terça, o novo relatório da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla) mostrou como a violência está distribuída e – principalmente – concentrada no país. <a href="http://www.ritla.net/">Segundo os dados apresentados pela Ritla</a>, 10% dos municípios do país concentram a maioria dos homicídios (73,3%).</p>

<p>O documento atualiza os dados que haviam sido apresentados no ano passado. O relatório de 2007 se baseava em dados coletados até 2004. O lançado nesta semana inclui dados até 2006.  </p>

<p>Esse trabalho faz parte de um crescente detalhamento da violência no Brasil, o que é um dado positivo. A informação é um dos instrumentos fundamentais para combatê-la.  </p>

<p>Ao menos em parte, a recente queda do número de homicídios em cidades como São Paulo tem sido atribuída ao uso de informação por parte da polícia para prevenir crimes. </p>

<p>A informação também ajuda o governo e a sociedade, inclusive organizações não-governamentais e grupos organizados da sociedade civil, a buscar soluções.   </p>

<p>Segundo a Organização Mundial de Saúde, que recolhe dados sobre violência em 115 países, o Brasil <a href="http://www.who.int/research/cod_info_quality_20071005.pdf">tem uma qualidade média de informação </a>sobre a causa de mortes que é comparável a dados da Europa. Mas muitos países do mundo não mantêm dados confiáveis. </p>

<p>Por conta dessa falta de informação é sempre difícil e perigoso fazer comparações. O que não é muito arriscado dizer é que, apesar da redução do número de homicídios no Brasil nos últimos três anos, o número de mortes ainda é simplesmente inacreditável. </p>

<p>Em 2006, sempre de acordo com os dados apresentados pela Ritla e baseados em dados oficiais do Datasus, foram mortas 46.660 pessoas no país – os dados de 2003 indicavam mais de 51 mil mortos. </p>

<p>O Brasil tem a quinta maior população do mundo, mas mesmo assim esse número de mortes para um país que não está em guerra aberta continua sendo difícil de conceber e compreender. A esperança é que mais informação leve a ações que ajudem a mudar essa realidade.</p>]]></description>
         <dc:creator>Edson Porto 
Edson Porto
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	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2008/01/violencia_mapeadae_alta.shtml</link>
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	<category>editores</category>
	<pubDate>Tue, 29 Jan 2008 18:58:17 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Aposta radical: Televisão híbrida</title>
	<description><![CDATA[<p>A BBC 3, um dos canais de TV digitais da BBC, vai radicalizar. A maior parte dos canais de televisão no mundo – inclusive os canais abertos da BBC ou os canais brasileiros – tem apostado em colocar a sua programação da rede. Mas na maioria das vezes isso significa apenas poder assistir aos programas no computador e ponto. </p>

<p>O diretor do canal, Danny Cohen, disse nesta semana que sua ideia é passar a pensar e produzir o BBC 3 de forma híbrida. Ou seja, ele vai ser produzido para a internet e para TV ao mesmo tempo.   </p>

<p>O desafio não é pequeno, mas possivelmente a BBC 3 é um dos canais de televisão do mundo com mais chances de se sair bem. O canal tem como missão ser o mais inovativo da empresa e, é bom que se diga, tem orçamento garantindo de 80 milhões de libras (uns R$ 290 milhões) por ano. </p>

<p>Um exemplo de programa será o Lily Allen and Friends (Lily Allen e Amigos). A idéia é que a cantora comande um programa de música e bate-papo em que as pessoas podem se registrar para participar, mandar vídeos e músicas, mandar perguntas ao vivo e em boa medida ajudar a fazer o programa, tudo pela rede.    </p>

<p>O risco da empreita é fazer televisão de má qualidade e internet sem graça. Mas se der certo, a BBC pode voltar a conquistar espaço entre os jovens, que estão debandando da televisão para vários outros meios e formas de entretenimento, dos games ao YouTube. </p>

<p>A pena é que dificilmente um canal de televisão privado, como a Globo, arriscaria tão alto para inovar. Afinal, onde é que iriam para os anúncios? A BBC 3 tem a enorme vantagem de não ter que se preocupar com isso. <br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Edson Porto 
Edson Porto
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2008/01/aposta_radical_televisao_hibri.shtml</link>
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	<category>editores</category>
	<pubDate>Fri, 25 Jan 2008 17:29:40 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Quem usa tudo isso?</title>
	<description><![CDATA[<p>Um dos maiores especialistas da BBC em blogs e novas formas de jornalismo e comunicação eletrônica chama-se Robin Hamman.</p>

<p>Robin é uma dessas pessoas apaixonadas pelo que faz e que vive mergulhado em novidades eletrônicas (seu blog em geral é bem curioso: http://www.cybersoc.com/). A última vez que o vi ele estava brincando com o programa que permite que todos os seus passos sejam seguidos via satélite, em conexão com celular, e conferidos pela internet. Nem ele mesmo sabia por que estava usando o serviço e brincava que talvez fosse um pouco idiota abrir mão voluntariamente de sua privacidade. </p>

<p>A minha dúvida era mais prosaica: onde alguém que não seja um profissional da web em tempo integral, como ele, encontra tempo para descobrir essas coisas e, ainda mais, usá-las. </p>

<p>Embaixo de cada post que Robin coloca em seu blog ele oferece uma série de serviços que estão na web. O mais óbvio é o “envie este post por email” feito por um site chamado FeedBurner (http://www.feedburner.com). Mas a coisa não pára por aí.</p>

<p>Você pode salvar o post no Del.icio.us, procurar outros blogs e gente que fez referências ao post no Technorati (http://technorati.com/), compartilhar a informação no Digg (http://digg.com/login), guardar nos preferidos do Google, colocar no seu blog – também do Google –, acompanhar as conversas no Co.mments (http://co.mments.com/login), compartilhar tudo no Facebook (https://www.facebook.com/login.php) e até ouvir no Talkr (http://www.talkr.com/). </p>

<p>Mas tem alguém que realmente usa tudo isso? Eu me sinto confortável com o mundo eletrônico e vira e mexe brinco com algo novo, mas normalmente falta tempo e paciência para usar tanta coisa nova. Às vezes tenho a sensação que existe um universo pequeno de malucos criando e usando esse monte de ferramentas, enquanto a maioria observa e fica com a sensação de que está perdendo alguma coisa.  </p>

<p>Claro que existe o risco de que eu esteja errado e já faça parte da minoria que está realmente perdendo alguma coisa…<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Edson Porto 
Edson Porto
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2008/01/quem_usa_tudo_isso.shtml</link>
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	<category>editores</category>
	<pubDate>Fri, 18 Jan 2008 18:08:44 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Cidadão repórter no centro…do debate</title>
	<description><![CDATA[<p>A produção de notícias da BBC em inglês – no Brasil mais conhecida por causa do canal de TV a cabo BBC World – está passando por uma revolução. As operações jornalísticas em inglês da empresa, em todas as plataformas (TV, internet e rádio), estão sendo unificadas. </p>

<p>Isso significa que diferentes redações jornalística que a BBC mantém, principalmente em Londres, ficarão fisicamente em um único lugar e vão trabalhar em conjunto. </p>

<p>No centro dessa redação, como explica o diretor da <a href="https://nontonwae.pages.dev/blogs/theeditors/2008/01/value_of_citizen_journalism.html">BBC Peter Horrocks</a>, vai ficar o time do “Conteúdo Gerado pelo Usuário”, ou UGC, como é conhecido na sigla em inglês – ou seja, o material produzido e enviado pelos usários. No Brasil, esse “usuário” é mais conhecido como o “cidadão repórter”, embora receba diferentes apelidos. </p>

<p>Para Horrocks, essa decisão mostra o quanto a BBC como um todo tem dado importância crescente à relação com a sua audiência em todo o mundo, mas ele também pergunta quais são os limites dessa relação. </p>

<p>Um ponto óbvio mas difícil da discussão é até que ponto a empresa deve ou não mediar essa participação, em alguns momentos inclusive censurando mensagens em seus fóruns. A BBC acha que em algum grau a mediação deve sempre ocorrer, mas em que grau é ainda objeto de grande debate.  </p>

<p>Ainda mais polêmico é até onde permitir que essa relação influencie a decisão sobre o que é notícia, o que deve receber a atenção e os recursos de grandes empresas jornalísticas. </p>

<p>Por um lado, essa relação pode ser muito positiva na hora de conectar os jornalistas e as empresas jornalísticas com o que é de fato importante para o seu público e assim prestar um serviço melhor. Mas um ponto interessante é que o “público” e o “interesse público” sempre serão em alguma medida abstrações.  </p>

<p>Normalmente, a parcela dos usuários que se manifesta em sites (ou jornais, rádios, revistas etc) é muito menor do que o total dos usuários – para o site da BBC em inglês o cálculo é de menos de 1%. Ou seja, mesmo com toda a interação que a internet permite, o número de pessoas que se manifesta é mínimo e não representa o “público” de forma ampla. </p>

<p>Para Horrocks, no final das contas, os jornalistas profissionais podem e devem entender muito melhor o papel do nascente cidadão repórter e integrá-lo na produção para que todos se beneficiem. Mas ele também aposta que os jornalistas continuarão sendo necessários para tomar decisões editorias em nome de um público amplo e necessariamente abstrado.</p>

<p>Há muita gente pela internet que não acredita nisso e que prevê o fim ou a completa transformação da profissão e das empresas jornalísticas, que estariam na sua forma atual caminhando para a irrelevância. </p>

<p>Por motivos óbvios sou suspeito para opinar, mas aposto mais nas teses de Horrocks. <br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Edson Porto 
Edson Porto
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2008/01/cidadao_reporter_no_centrodo_d.shtml</link>
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	<category>editores</category>
	<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 20:22:05 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Qualidade que dá resultado</title>
	<description><![CDATA[<p>Em meio a uma crise de vendas e, principalmente, confiança geral no futuro da mídia impressa, duas instituições britânicas estão mostrando como é possível enfrentar o pessimismo predominante. </p>

<p>O caso de maior sucesso é o da revista <a href="http://www.economist.com/"><em>Economist</em></a>. Em dezembro o grupo que controla a revista anunciou um crescimento de 25% nos seus lucros semestrais e afirmou que as assinaturas continuam crescendo de maneira estável, sendo que a tiragem da revista já passa dos 1,3 milhões de exemplares globalmente.  </p>

<p>Quando divulgou os números neste mês, o grupo que publica a revista disse que sua edição impressa tem um “futuro muito forte”. Isso mesmo com a revista oferecendo seu conteúdo semanal de graça na rede. </p>

<p>A outra instituição britânica que anda dando sinais de fôlego é o jornal <em><a href="http://www.ft.com/home/uk">Financial Times</a></em>. É verdade que a história recente do jornalão de economia tem se mostrado menos tranquila do que a da revista. Há dois anos, o diário estava enfrentando uma crise que misturava queda de vendas, de receita com publicidade e de confiança. Mas no último ano e meio o jornal conseguiu sair da má fase e melhorou em todos os pontos, especialmente no faturamento e no lucro, em parte baseado em um aumento de vendas em papel e de audiência no site do jornal. </p>

<p>Fui na semana passada a uma palestra do presidente do jornal, John Ridding, que assumiu o jornal há apenas um ano e meio quando ainda tinha 40 anos. Jovial e energético, ele diz que a principal razão do sucesso é a aposta na qualidade que a empresa tem feito. “Temos 500 jornalistas de alta qualidade espalhados pelo mundo e isso tem muito valor”, afimou ele, que disse que apesar dos cortes feitos em várias áreas do jornal nos últimos anos, o investimento no fortalecimento editorial dos principais setores do <em>Financial Times </em>continua intocado. </p>

<p>É natural que Ridding faça essa defesa. E é natural que um jornalista, como eu, goste de ouvi-la. Mas para além da minha inclinação em acreditar no discurso que defende que “qualidade dá resultado”, tanto o caso da <em>Economist</em> quanto do <em>Financial Times </em>parecem indicar a mesma coisa. As duas empresas apostam em um nicho de mercado (economia e política internacional), mantém um foco forte e um alto padrão de qualidade jornalística e de investimento nessa qualidade. </p>

<p>A despeito da minha opinião, é com essas armas que elas estão se diferenciando do mar de conteúdo que nos afoga por todos os lados e ganhando dinheiro. <br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Edson Porto 
Edson Porto
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2007/12/qualidade_que_da_resultado.shtml</link>
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	<category>editores</category>
	<pubDate>Tue, 11 Dec 2007 20:07:20 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Velho mundo novo</title>
	<description><![CDATA[<p>A idéia da integração entre as mídias – principalmente entre a TV e a internet – é quase tão antiga quanto a própria internet. Me lembro de ter ouvido os primeiros discursos empolgados sobre o assunto em meados da década de 90, quando a rede ainda estava engatinhando nos Estados Unidos e mal havia nascido no Brasil. </p>

<p>No mundo inteiro, porém, levou bastante tempo para que o vídeo na rede se tornasse realmente popular – o que vinha acontecendo paulatinamente nos últimos anos e explodiu com o YouTube e uma série de outros sites. </p>

<p>Para mim, porém, a rede não competia com a televisão até que me tornei um ávido usuário do serviço recém-lançado pela BBC, o iPlayer. O serviço permite que o telespectador que vive na Grã-Bretanha baixe qualquer programa apresentado nos sete dias anteriores. São quase 400 horas semanais de programação produzidas por quatro canais da BBC. </p>

<p>Demora um pouco – na pior das hipóteses cerca de metade do tempo do programa que se quer assistir –, mas uma vez que o programa está no computador, o telespectador pode assistir na hora que quiser e com boa qualidade. Com o sistema, passei a assistir menos televisão de uma forma geral, porque fico menos tempo passivamente procurando por algo que me interesse. </p>

<p>Não sou um grande consumidor de televisão, mas a minha experiência não tem sido única nem a BBC está sozinha nesse jogo. Os outros três canais abertos britânicos – ITV, Channel4 e Five – têm serviços semelhantes, e uma série de outros sites também estão brigando pela atenção dos internautas e telespectadores, incluindo obviamente o campeão de audiência em vídeo entre os britânicos, o YouTube (segundo dados de 2006).  </p>

<p>O resultado, pelo menos por aqui, tem sido uma queda geral da audiência da televisão aberta e um crescimento do uso da internet para acessar vídeo. Na Grã-Bretanha, segundo dados da empresa de pesquisa Nielsen Online, o número de pessoas que usam a rede para assistir televisão, vídeos e filmes cresceu 28%, para 21 milhões, entre setembro de 2006 e setembro de 2007. </p>

<p>Com um sistema de TV a cabo extremamente popular e uma penetração de internet em banda larga muito maior do que o Brasil (percentualmente), a situação britânica dificilmente pode ser comparada à realidade brasileira como um todo. Mas é um indicativo de como a web está finalmente entregando a famosa integração de mídias que prometeu por tanto tempo. <br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Edson Porto 
Edson Porto
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2007/11/velho_mundo_novo.shtml</link>
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	<category>editores</category>
	<pubDate>Fri, 30 Nov 2007 13:38:01 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Direto de Londres…</title>
	<description><![CDATA[<p>Recentemente a blogosfera londrina ganhou dois reforços. Um é este blog que vos fala. Outro é o blog da jornalista Laura Somoggi. No "Direto de Londres", Laura fala da cidade e da sua relação com a vida londrina. </p>

<p>Num post, por exemplo, ela explica a etiqueta para quem quer sobreviver aos pubs da cidade e conta curiosidades, como o recorde de espera para ser servido em uma mesa de pub: 45 minutos. Esse foi o tempo que um grupo de italianos levou para entender que nos pubs da cidade não existe o conceito do garçom. Tem que ir ao balcão para pedir a bebida.     </p>

<p>Eis o link. Confira: <a href="http://viajeaqui.abril.com.br/blog/diretodelondres/index.shtml ">http://viajeaqui.abril.com.br/blog/diretodelondres/index.shtml </a></p>]]></description>
         <dc:creator>Edson Porto 
Edson Porto
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2007/03/direto_de_londres.shtml</link>
	<guid>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2007/03/direto_de_londres.shtml</guid>
	<category></category>
	<pubDate>Wed, 28 Mar 2007 12:35:46 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Blogs da BBC Brasil</title>
	<description><![CDATA[<p>A BBC Brasil passa agora a participar do universo virtual da blogosfera, abrindo mais um espaço interativo para o internauta.</p>

<p>Nos nossos blogs você encontrará comentários de repórteres e editores da BBC Brasil, que ajudarão a entender melhor o contexto do noticiário internacional. O leitor pode mandar sua dúvida, seu comentário ou uma sugestão sobre o noticiário da semana.</p>

<p>No London Talk, o internauta também poderá participar com opiniões e comentários sobre a vida londrina, além de ler as dicas da BBC Brasil sobre as últimas novidades que mexem com a cabeça dos britânicos.</p>

<p>É a BBC Brasil conversando cada vez mais com o leitor brasileiro.</p>]]></description>
         <dc:creator>Edson Porto 
Edson Porto
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2006/08/london_talk_2.shtml</link>
	<guid>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2006/08/london_talk_2.shtml</guid>
	<category></category>
	<pubDate>Tue, 01 Aug 2006 14:43:06 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>London Talk</title>
	<description><![CDATA[<p>London Talk é o blog da BBC Brasil para quem quer saber as últimas da capital britânica.</p>

<p>As informações e opiniões de jornalistas da BBC Brasil sobre o cotidiano de Londres e da Grã-Bretanha vão dividir espaço com mensagens dos internautas.</p>

<p>No London Talk, o leitor encontrará dicas, novas tendências, comentários e informações diversas sobre o que acontece na cena cultural, política, comportamental e econômica da cidade e do país.</p>

<p>O internauta, seja do Brasil ou do exterior, poderá enviar suas reações, sugestões, dúvidas e críticas. O London Talk é um espaço de todos que gostam ou se interessam pela Grã-Bretanha.</p>

<p>Seja bem-vindo, qualquer que seja a sua tribo. Sinta-se em casa e mãos ao teclado. Participe do London Talk!</p>]]></description>
         <dc:creator>Edson Porto 
Edson Porto
</dc:creator>
	<link>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2006/08/london_talk_1.shtml</link>
	<guid>https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/2006/08/london_talk_1.shtml</guid>
	<category></category>
	<pubDate>Tue, 01 Aug 2006 14:43:06 +0000</pubDate>
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