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<title>
BBC Tendencias
 - 
Victor De Martino 
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<description>Novidades do mundo da  moda, comportamento e estilo de vida.</description>
<language>pt</language>
<copyright>Copyright 2010</copyright>
<lastBuildDate>Mon, 22 Feb 2010 14:55:03 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Minha experiência nesse tal de Chatroulette</title>
	<description><![CDATA[<p>Para produzir a reportagem <a href="https://nontonwae.pages.dev/portuguese/noticias/2010/02/100222_chatroulette_vdm.shtml">"Site que conecta pessoas aleatoriamente vira mania na internet"</a>, passei cerca de noventa minutos conectado ao Chatroulette. Para falar a verdade, gastei boa parte desse tempo me reconectando ao serviço, porque ele caia constantemente. </p>

<p>Durante o tempo em que permaneci efetivamente ligado ao sistema, sofri bastante para conseguir falar com alguém. A maioria dos usuários aperta o botão "Next" em frações de segundo, sem nem ao menos lhe dar a chance de se apresentar. </p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="internet_512.jpg" src="https://nontonwae.pages.dev/blogs/portuguese/bbc_tendencias/internet_512.jpg" width="386" height="217" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>O fato de ser homem e ter 28 anos não me favoreceu em nada, pois, como dito na matéria, a maior parte do público do Chatroulette tem cerca de 20 anos e é homem, ou seja, só quer se comunicar com as mulheres. </p>

<p>Nem mesmo meu crachá da BBC, que deixei constantemente diante da webcam para demonstrar que era um repórter em busca de uma entrevista, parecia capaz de atrair colegas virtuais. </p>

<p>Essa sensação de ser rejeitado virtualmente é bem esquisita. Imagino que para um adolescente em fase de auto-afirmação essa experiência inicial do Chatroulette possa ser devastadora. <br />
Nesse processo de rejeição instantânea, eu conseguia apenas vislumbrar meus companheiros de Chatroulette. Muitos asiáticos. Muitos mesmo. </p>

<p>Ficaram na minha memória as imagens de um cara usando a máscara daquele psicopata assassino do filme "Pânico" e exibindo uma faca de mentira; uma garota que estava deitada na cama, coberta até a altura dos olhos; um grupo de jovens negros vestidos de mulher; e uma adolescente que deveria ter no máximo uns 12 anos.  </p>

<p>Após persistir bastante, acabei conseguindo "conversar" com dez pessoas. Coloco entre aspas porque metade delas trocou apenas três ou quatro frases comigo antes de pular para o próximo interlocutor ou até que a conexão caísse. A menção das palavras "entrevista" e "reportagem" não ajudava muito. </p>

<p>Além dos três entrevistados citados na matéria, conversei com um outro rapaz asiático, que me disse estar em Londres, como eu. O interessante era que ele claramente estava em seu local de trabalho. Quando perguntei a ele sobre isso, ele apertou "Next" sem cerimônia.<br />
Houve um outro rapaz que permaneceu cerca de dois minutos conectado comigo. Mas ele não abriu a boca. Só ficava chacoalhando a cabeça no ritmo de uma música techno qualquer. Todas as minhas tentativas de diálogo foram peremptoriamente ignoradas. Quando a música acabou, ele apertou o "Next".</p>

<p>No final das contas, posso dizer que tive sorte, pois não me deparei com nenhum homem se masturbando, nem imagens assustadoras (tirando o abominável assassino do "Pânico"). O máximo que vi foi um cara pelado. Esse foi o único que eu rejeitei, além daqueles que não tinham a webcam ativada (muitos, aliás). Por interesse jornalístico eu deveria ter perguntado a ele por que cargas d'água ele ficava pelado na frente da câmera. Mas não consegui conter o reflexo de clicar em "Next". </p>

<p>Sinceramente, essa ideia de ficar conectado frente a frente com estranhos não me agrada nem um pouco. Quando apertei o "Play" pela primeira vez, fiquei imaginando quem seria o estranho que, de uma hora para outra, estaria olhando dentro da minha casa. Para mim, essa sensação é péssima. </p>

<p>Pior ainda é esse passa-passa de interlocutores, como se você estivesse vendo televisão e alguém do seu lado ficasse trocando de canais incessantemente, sem nem lhe dar tempo de entender o que estava passando. </p>

<p>Mas, para milhares de jovens, tudo isso deve ser muito atraente. Estar frente a frente com gente estranha que mora do outro lado do mundo parece ser realmente fascinante para algumas pessoas. </p>

<p>Agora lhes pergunto: vocês já entraram ou entrariam no Chatroulette, ou prefere manter distância? E quanto ao temor de que haja pedófilos no serviço? Vocês deixariam seus filhos participarem? Comentem abaixo. <br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Victor De Martino  
Victor De Martino 
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	<category>tendencias</category>
	<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 14:55:03 +0000</pubDate>
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